Deixem o Cavaco em paz!

O homem está em fim de mandato, está velho e acabado, parece que anda adoentado e é agora, que o bolcheviques decidem apoiar os mencheviques e os trotkas se juntam í  molhada, todos numa coligação que faz o Lenine, mesmo embalsamado, dar voltas no túmulo. Só é pena o Garcia Pereira ter sido afastado do MRPP, quando não, até os maoistas apoiariam este verdadeiro eixo do mal, que se prepara para deixar o Cavaco í  beira do esgotamento.

Palmas para eles, portanto!

maria cavaco

800 Insultos – escolha você mesmo

Numa altura em que Costa e Passos escrevem cartas uma ao outro, trocando mimos – e no momento em que, dentro em breve, todos vão começar aos gritos, incluindo também a Catarina e o Jerónimo, aqui fica a minha lista de insultos.

O camarada Arnaldo Matos já lhes chamou putedo – e nós, que insulto vamos escolher para esta malta?

Aqui ficam 800 hipóteses…

abafa-a-palhinha, abécula, abelhudo, aberração, abichanado, abjecto, abutre, açambarcador,  afectada. agarrado, agiota, agressivo, alarve, albanairo, alcouceira, alcoviteira, aldrabão, aleivoso, alimária, alquiteque, amalucado, amarelo, amaneirado, amaricado, amigo-da-onça, analfabeto, analfabruto, anhuca, animal, anjinho, anormal, apanhado do clima, aparvalhada, apóstata, arrelampado, arrivista, arrogante, artolas, arruaceiro, aselha, asno, asqueroso, assassino, atarantada, atrasado mental, atraso de vida, atrofiado, avarento, avaro, ave rara, aventesma, azeiteiro, azelha

Bacoco, bácoro, badalhoca, badameco, baixote, bajulador, baldas,  baleia, balhelhas, balofo, banal, banana, bandalho, bandido, bandoleiro, barata tonta, bárbaro, bardajona, bardamerdas, bargante, barrigudo, basbaque, basculho, básico, bastardo, batoque, batoteiro, beata, bebedanas, bêbedo, bebedolas,  beberrão,  begueiro, besta, besta quadrada,  betinho, bexigoso, bichona, bicho do mato,  biltre, bimbo, bisbilhoteira, boateiro, bobo, bobo da corte, boca de xarroco, boçal, bode, bófia, boi, boneca de trapos,  borracho, borra-botas,  bota de elástico, brigão, broa de unto, brochista, bronco, brutamontes, bruto, bruxa, bufo, burgesso, burlão, burro

cabeça de abóbora, cabeça-de-alho-chí´cho, cabeça-de-vento, cabeça no ar, cabeça oca, cabeçudo, cabotino, cabra, cabrão, cabresto, cábula, caceteiro, cachorro, cacique, caco, cadela, caga-leite, caga-tacos, cagão, caguinchas, caixa de óculos, calaceiro, calão, calhandreira, calhordas, calinas, caloteiro, camafeu, camelo, campónio, canalha, canastrão, candongueiro, cão, caprichosa, caquética, cara-de-cu-í -paisana, cara de pau, caramelo, carapau de corrida, careca, careta, carniceiro, carraça, carrancudo, carroceiro, casca grossa, casmurro, cavalgadura, cavalona, cegueta, celerado, cepo, chalado, chanfrado, charlatão, chatarrão, chato, chauvinista, chibarro, chibo, chico-esperto, chifrudo, choné, choninhas, choramingas, chulo, chunga, chupado das carochas, chupista, cigano, cínico, cobarde, cobardolas, coirão, colérico, colonialista, comuna, cona-de-sabão, convencido, copinho de leite, corcunda, corno, cornudo, corrupto, coscuvilheira, coxo, crápula, cretino, cromo, cromaço, criminoso,cunanas, cusca

debochado, degenerado, delambida, delinquente, demagogo, demente, demónio, depravado, desajeitado, desastrada,  desaustinado, desavergonhada, desbocado, desbragado, descabelada, descuidada, desdentado, desengonçado, desfrancelhado, desgraçado, desgrenhado, deshumano, deslavado, desleal,  desleixado, desmancha prazeres, desmazelada, desmiolado, desengonçado,  desenxabida, desnaturada, desnorteado, desonesto, desordeiro, desorientado, despistado, déspota, desprezível, destaivado, destrambelhado, destravada, destroço, desvairado, devasso, diabo, ditador, doidivanas, doido varrido, dondoca, doutor da mula russa, drogado

egoísta, embirrento, embusteiro, empandeirado, empata-fodas, empecilho, emplastro, emproado, enconado, energúmeno, enfadonho, enfezado, engraxador, enjoado da trampa, enrabador, esbirro, escanifobética, escanzelada, escarumba, escrofuloso, escroque, escumalha, esgalgado, esganiçada, esgroviada, esguedelhado, espalha-brasas, espalhafatoso, espantalho, esparvoado, esqueleto vaidoso, esquerdista, esquisito, estafermo, estapafúrdio, estoira-vergas, estouvada, estroina, estropício, estulto, estúpido, estupor, execrável, explorador

faccioso, facínora, factotum, fala-barato,  falhado, falinhas-mansas, falsário, falso, fanático, fanchono, fanfarrão, fantoche, fariseu,  farrapo, farropilha, farsante, farsolas, fascista, fatela, fedelho, feio, feioso, feia-comó-demo, fersureira, figurão, filho da mãe, filho da puta, fingido, fiteiro, flausina, foção, fodido, fodilhona, foleiro, forreta, fraco-de-espírito,  fraca figura, fracalhote, franganote, frangueiro, frasco, fria, frígida, frívolo, frouxo, fufa, fuinha, fura-greves, fútil

gabarola, gabiru, galdéria, galego, galinha choca, ganancioso, gandim, gandulo, garganeira, gato pingado, gatuno, gazeteiro, gigolo, gimbras, glutão, gordalhufo, gordo, gosma, gralha, grosseiro, grotesco, grunho, guedelhudo

herege, hipócrita, histérica,

Idiota, ignorante, imaturo, imbecil, impertinente, ímpio, impostor, impotente, imundo, incapaz, incompetente, inconveniente, indecente, indigente, indolente, inepto, infame, infeliz, infiel, ingrato, imprudente, insignificante, intriguista, intrujona, invejoso, insensivel, insignificante, insípido, insolente, intrujão, insuportável, intolerante, intriguista, inútil, invertebrado, ínvio, irresponsável, irritante

Jacobino, jagunço, javardo, judeu

labrego, labroste, lacaio, ladrão, lambão, lambareiro, lambe-botas, lambéconas, lambisgóia, lamechas, lapa, larápio, larilas, lavajão, lazarento, lerdo, lesma, leva-e-traz, libertino, limitado, língua-de-trapos, língua viperina, linguareira, lingrinhas, lontra, lorpa, louco, lunático,

má rês, macabro, maçador, madraço, mafioso, maganão, magricela, malcriado, mal enjorcado, mal fodida, malacueco, malandreco, malandrim, malandro,  maléfico, malfeitor, maltrapilho,  maluco, malvado, mamalhuda, mamarracho, mandrião, maneta, mangas-de-alpaca, manhoso, maníaco, manipulador, maniqueista, manteigueiro, mãos-rotas, maquiavélico, marado-dos-cornos, marafado, marafona, marginal, maria-vai-com-as-outras, maricas, mariconço, mariola, mariquinhas-pé-de-salsa, marmanjo, marrão, marreco, marreta, masoquista,  massacrante, mastronço, matacão, matarroano, matrafona, matrona, mau, medíocre, medricas, medroso, megera, meia-leca, meia-tijela, melga, meliante, menino da mamã, mentecapto, mentiroso, merdas, merdoso, mesquinho, metediço, mijão, mimado, mineteiro, miserável, mixordeiro, moina, molengão, mongas, monhé, mono, mostrengo, monstro, monte-de-merda, mórbido, morcão, mosca morta, mouco, mula, mula de carga, múmia

nababo, nabo, não-fode-nem-sai-de-cima, não-tens-onde-cair-morto, narcisista, narigudo, nariz-arrebitado, nariz-empinado, nazi, necrófilo, néscio, neurótico, nhonhinhas, nhurro, ninfomaníaca, nódoa, nojência, nojento, nulidade,

obcecado, obnóxio, obstinado, obtuso, olhos-de-carneiro-mal-morto, onanista, oportunista, ordinário, orelhas-de-abano, otário,

pacóvio, padreca, palerma, palhaço, palhaçote, palonça, panasca, paneleiro, paneleirote, panhonhas, panilas, pantomineiro, pãozinho sem sal, papa-açorda, papa-hóstias, papagaio, papalvo, paranóico, parasita, pária, parolo, parvalhão, parvo, paspalhão, paspalho, passado, passarão, pata-choca, patarata, patego, pateta, patife, patinho feio, pato, pató, pau mandado, pau-de-virar-tripas, pedante, pederasta, pedinchas, pega-de-empurrão,  peida-gadoxa,  pelintra, pendura, peneirenta, pequeno burguês, peralvilho, pérfido, perliquiteques, pernas-de-alicate, pés de chumbo, peso morto, pesporrente, petulante, picolho, picuinhas, piegas, pilha-galinhas, pílulas, pindérica, pinga-amor, pintas, pinto calçudo,  pintor, piolho, piolhoso, pirata, piroso, pitosga, pobre de espírito, pobretanas, poltrão, pomposo, popularucho, porcalhão, porco, pote de banhas, preguiçoso, presunçoso, preto, promíscuo, provocador, proxeneta, psicopata, pueril, pulha, punheteiro, puta, putéfia

Quadrilheira, quatro-olhos, quebra-bilhas, queixinhas, quezilento

Rabalhusco, rabeta, rabichola, rabugento, racista, radical, rafeiro, raivoso, ralé, rameira, rameloso, rancoroso, ranhoso, raquítico, rasca, rascoeira, rasteiro, rata de sacristia, reaccionário, reaças, relaxada, reles, repelente, repugnante, réptil, ressabiado, retardado, retorcido, rezingão, ridículo, roto, rufia, rústico

sabujo, sacana, sacripanta, sacrista, sádico, safado, safardana, salafrário, saloio, salta-pocinhas, sandeu, sapatona, sarnento, sarrafeiro, sebento, seboso, sem classe, sem vergonha, serigaita, sevandija, sicofanta, siflitico, sinistro, simplório, snob, soba, sodomita, soez, somítico, sonsa, sórdido, sorna, sovina, suíno, sujo, superficial

tacanho, tagarela, tanso, tarado, tarado sexual, taralhouca, tavolageiro, teimoso, tinhoso, tísico, títere, toleirão, tolo, tonto, torcionário, torpe, tosco,  totó, trabeculoso, trafulha, traiçoeiro, traidor, trambolho, trapaceiro, trapalhão, traste, tratante, trauliteiro, tresloucado, trinca-espinhas, trique-lariques,  triste, troca-tintas, trogalho, troglodita, trombalazanas, trombeiro, trombudo, trouxa

Unhas de fome, untuoso, urso

Vaca gorda, vadio, vagabundo, vaidoso, valdevinos, vândalo, variado, vasola, velhaco, velhadas, vendido, verme, vesgo, víbora, viciado, videirinho, vigarista, vígaro, vil, vilão, vingativo, vira-casacas

Xenófobo, Xé-xé, xico esperto

zarabulhento, zarolho, zé-ninguém, zelota, zero í  esquerda

A camarada Marta e o putedo do costume

A eventual expulsão de Garcia Pereira do MRPP/PCTP por “anti-comunismo primário” é a principal consequência das eleições de 4 de outubro.

Nem o facto do PSD/CDS terem ganho e poderem não formar governo, nem o facto de António Costa ter perdido e querer ser primeiro-ministro, nem o de Jerónimo de Sousa estar praticamente engasgado como sapo que quer engolir, nem o do Bloco de Esquerda querer pertencer, assim de repente, ao arco da governação, nem, finalmente, o facto dos animais terem um representante oficial no Parlamento.

Tudo isso são peanuts perante o anti-comunismo primário do Garcia Pereira.

O Diário de Notícias fez eco ontem de um comunicado do MRPP/PCTP, publicado no Luta Popular, o órgão oficial do Movimento que há mais de 40 anos Reorganiza o Partido do Proletariado – sem sucesso, pelos vistos.

Ou o Partido do Proletariado é muito difícil de reorganizar, ou o Movimento para o Reorganizar é uma Merda!

Ora, o tal comunicado, é assinado por Espártaco (pode lê-lo aqui) – e até por aqui se vê que, se Portugal fosse a Grécia, o MRPP optaria por Esparta, nunca por Atenas!

Espártaco acusa os membros do comité central do MRPP (entre os quais se deve incluir o Garcia Pereira), de “sociais-revisionistas, sociais-fascistas e demais oportunistas”.

O autor do texto faz “apelo aos militantes do partido e ao proletariado português para se empenharem denodadamente neste trabalho pela refundação do partido comunista operário português”, correndo com aqueles membros das suas fileiras.

Este apelo surgiu no final da reunião do Comité Central, que ocorreu no dia 10 de outubro, sob a “direcção da camarada Marta”.

Quem será a camarada Marta?

Certamente, uma operária portuguesa, uma seguidora dos ensinamentos de Lenine, Estaline e Mao.

Também no Luta Popular, o camarada Arnaldo Matos (o Grande Educador da Classe Operária, renascido das cinzas), assina um editorial (ler aqui), em que afirma:

“E eis como, em menos de oito dias, a ideologia política oportunista do PCP e do BE consegue transformar o objectivo de luta por um governo patriótico e de esquerda num governo patriótico e de direita. (…)

E é contra este putedo todo que se têm de erguer o povo trabalhador, a classe dos operários e os verdadeiros comunistas.”

É portanto assim que, sob a direcção da camarada Marta, e seguindo os ensinamentos do camarada Arnaldo Matos, que vamos lutar contra o Passos, o Portas, o Costa, o Jerónimo e a Catarina, enfim: contra esse putedo todo!

Do padre para Presidente aos copos menstruais

Uma das grandes vantagens das eleições é a agitação que provocam.

E sempre que a coisa se agita, algo vem í  superfície.

Com estas eleições ficámos a saber, por exemplo, que nem sempre quem tem mais votos é quem ganha e que o grande derrotado, o Costa, é afinal o responsável pela formação do próximo governo.

Tudo isto graças í  coerência histórica de Jerónimo de Sousa.

Depois de ter, mais uma vez, ganho as eleições, perdendo votos, mas ficando com mais um deputado (obrigado sr. Hondt!), Jerónimo estudou a História do Partido e recordou o exemplo de Cunhal, que mandou os seus militantes engolirem um sapo e votarem em Soares, para derrotar Freitas (não era preciso o esforço… agora, Freitas vota no Soares…) – e Jerónimo anunciou que viabilizaria um governo do PS!

Que grande mudança!

Mas a mudança não se ficou por aqui: o candidato do PCP í s presidenciais é Edgar Silva, que já foi padre!

Pecou mas foi perdoado!

Outra curiosidade das eleições legislativas foi, sem dúvida, a estrondosa vitória do Partido das Pessoas, Animais e Natureza, que conseguiu um deputado.

copos menstruaisLi hoje no Expresso que, entre as várias propostas do PAN, há duas que se destacam: a da construção de pombais contraceptivos e a de distribuir copos menstruais.

Não há dúvida que são dois assuntos cadentes na nossa sociedade e que é urgente legislar sobre eles.

Reconheço que tenho visto muitos pombos preocupados com a contracepção e falado com muitas mulheres que exprimem a necessidade de apoio do Estado para a despesa que têm com os copos menstruais.

Aguardo, com ansiedade, a criação do PFP, o Partido das Fraldas de Pano.

Marcelo – O treinador de bancada

Marcelo Rebelo de Sousa é o típico treinador de bancada.

Desde 1980 que manda bitaites sem praticamente ir a jogo.

Começou no Expresso, continuou no defunto Semanário, passou para a TSF, continuou na RTP e assentou arraiais na TVI – como bom católico, fazia o seu sermão dominical.

E tinha acólitos certos e paróquia garantida.

Se o Professor Marcelo diz, é porque é verdade – mesmo quando ele endrominou o super-esperto Portas, com a história do jantar com vychissoise.

Como o verdadeiro treinador de bancada, Marcelo apregoa tácticas, garante estratégias mas, quando esteve no terreno, só teve derrotas.

Católico devoto, Marcelo vive em pecado com a namorada, depois de se divorciar da sua mulher. Claro que vai para o Inferno quando morrer!

Do seu currículo, para além dos sermões dominicais, destaca-se a presidência da Assembleia Municipal de Celorico de Basto.

E agora, quer ser presidente de todos os portugueses.

Não contes comigo, pá…

marcelo dívida

Cavaco, toma as gotas!

Cavaco Silva, presidente da República, não vai estar presente nas comemorações da implantação da… República.

Diz que vai estar em reflexão, para ver se decide que partido vai convidar para formar governo: o que tiver mais votos, o que tiver mais deputados, o que tiver mais amigos.

Ora, o facto do presidente da República não estar presente na comemoração da República, é o mesmo que a rainha de Inglaterra faltar í  sua coroação.

Creio que o problema tem a ver com as gotas.

Cavaco deve andar a esquecer-se de tomar as gotas e, quando marcou as eleições para 4 de Outubro, esqueceu-se que, no dia seguinte, era 5 de Outubro – dia em que se comemora a implantação da República.

Portanto, em vez de andarmos a criticar o homem, devíamos era pedir í  D. Maria que lhe dê as gotas!

E se ele não as quiser tomar, mistura-as na sopa, caramba!

cavaco funeral

 

Batoteiros!

E í  falta de melhor, Passos Coelho decide fazer batota e chama para a campanha o Senhor!

Segundo o Expresso, o líder da Coligação Pí F anda com um crucifixo no bolso, que lhe ofereceram em Leiria e, conforme confidenciou, andará com ele no bolso até sexta-feira.

Durante a visita a um Lar de idosos, um repórter perguntou a Passos se “tem fé nos resultados”. Diz o Expresso que “Passos agarra a chance e vai ao bolso. Exibe. A cruz. A direita gosta disto.”

A Comissão Nacional das Eleições deveria actuar! Não é justo que Passos tenha a ajuda de Nosso Senhor Jesus Cristo! É injusto!

Por que razão Cristo há-de ajudar Passos, que é divorciado, e Portas, que nem sequer é casado e não, por exemplo, António Costa, que até pertence a uma minoria étnica (e sabemos como Jesus gosta de minorias…!)

passos velhinha

Revisionistas!

Passei ontem pela rotunda do Centro Sul e vibrei com o cartaz do MRPP que exigia, finalmente, a morte aos traidores de Portugal!

Regozijei!

Até que enfim que aparecia um partido com a coragem de proclamar o que todos pensamos: os traidores merecem a morte!

O facto de a pena de morte para crimes políticos ter sido abolida, em Portugal, em 1852, é apenas um pormenor – altera-se a Constituição!

Restava saber o método da execução: enforcamento, fuzilamento?

Nada daqueles métodos mariquinhas que os americanos inventaram, como a cadeira eléctrica ou a injeção letal.

Fuzilamento, sem dúvida – e num local público, tipo Estádio Nacional.

2015-09-26 10.13.36Mas eis que hoje, no mesmo local, deparei com o mesmo cartaz, mas com uma pequena grande alteração…

Em vez da frase “Morte aos traidores!”, os militantes do MRPP, durante a noite, substituíram-na por “Fora o euro!”

í“ Garcia Pereira, francamente, ficaste de repente com cagufa?

Estavam os operários e camponeses, soldados e marinheiros, já a afiar a moca para limpar o sebo aos traidores, graças ao Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, e tu, sem mais nem menos, recuaste?

Não passas de um revisionista, pá!

 

“O Filho”, de Philipp Meyer (2013)

philipp meyerPhilipp Meyer nasceu em New York em 1974, estudou em Baltimore, foi mecânico de bicicletas e paramédico, entre outras coisas, até que, em 2009, publicou Ferrugem Americana.

Quatro anos depois, publicou este The Son, um verdadeiro épico sobre o Oeste americano, um romance que te agarra do princípio ao fim, contando a história de uma família de colonos, os McCullough.

A história, que começa nos finais do século 19, quando os colonos dizimam os índios, e acaba nos nossos dias, é-nos contada por três elementos da família, um de cada geração.

o filhoSem dúvida que os relatos mais interessantes são de Eli McCullough. Numa noite, a casa onde vivia com os pais, a irmão e o irmão, junto í  fronteira com as terras dos índios, é atacada pelos comanches. Todos são mortos violentamente e ele é tomado como escravo, vivendo os anos seguintes com os índios, aprendendo os seus usos e costumes. Mais tarde, quando os comanches são praticamente dizimados, regressa ao convívios dos brancos e torna-se ranger, combate depois no exército sulista, na guerra da sucessão e, finalmente, estabelece-se com um rancho, que há-de tornar-se num verdadeiro império quando se descobre petróleo no Texas.

Gostei bastante de ficar a conhecer muitas coisas sobre os comanches de que nunca tinha ouvido falar, apesar de tantos filmes de cowboys e revistas do Mundo de Aventuras.

Por exemplo: para os comanches, o bisonte era como o porco é para nós – aproveitava-se tudo.

«Os bisontes abatidos eram desmanchados onde caíam, embora “desmanchados” não seja a palavra certa; os Comanches eram como cirurgiões. A pele era cortada cuidadosamente ao longo da coluna, pois a melhor carne e os tendões mais compridos ficavam mesmo por baixo, e depois era tirada ao animal. (…) O estí´mago era removido, a erva tirada lá de dentro e o restante suco de imediato bebido como tónico, ou aplicado no rosto por aqueles que tinham furúnculos ou erupções cutâneas. O conteúdo dos intestinos era espremido entre os dedos e os próprios intestinos assados ou comidos crus. Os rins, o sebo dos rins e o sebo ao longo dos lombos também eram comidos crus enquanto o animal continuava a ser desmanchado, embora por vezes fossem ligeiramente assados, juntamente com os testículos do macho. (…) Se houvesse pouca água, as veias do animal eram abertas e o sangue bebido antes de ter tempo para coagular. O crânio era fendido, os miolos mexidos numa pele não curtida e igualmente ingeridos… (…) O estí´mago era lavado, seco e usado como reservatório de água. (…) A língua, a bossa, as costelas laterais e as costelas da bossa eram todas cortes de eleição e eram guardadas para churrasco. (…)»… e assim continua por mais alguns parágrafos, com uso para os ossos, a bexiga, o pericárdio, etc.

Para além de muito bem escrito, este calhamaço de 636 páginas (edição Bertrand, tradução de Fernanda Oliveira), ajuda-nos a perceber como foi a chacina dos índios, a expulsão dos mexicanos e até a explicar como o petróleo mudou a face da América e do mundo.

Aconselho vivamente.