Ajudem os deputados!

É indecente o que Passos Coelho e António Costa fizeram aos seus deputados!

Depois de, muito justamente, os deputados do PSD e do PS terem aprovado a reintrodução da subvenção vitalícia, eis que os líderes dos partidos os obrigam a voltar atrás!

O que vai ser agora dos deputados quando saírem do Parlamento?

Que lhes resta senão o Rendimento de Inserção Social?

Recordo que foi o malvado do Sócrates quem acabou com essa subvenção vitalícia, um pagamento mensal que todos nós, contribuintes, concordámos em oferecer aos nossos deputados, até ao fim dos seus dias, como agradecimento pelas horas que passaram na Assembleia a resolver os nossos assuntos.

Sócrates, esse malandro, não satisfeito em ser o causador da crise da dívida soberana, da bronca do subprime norte-americano, da epidemia de ébola e da queda da bolsa de Tóquio, ainda teve tempo para massacrar os pobres dos deputados, retirando-lhes o pão da boca!

Agora, com a Economia a crescer e a crise a abrandar, embora ainda não seja possível repor os ordenados dos funcionário públicos, já seria viável voltar a conferir a subvenção aos nossos queridos deputados – se não fosse a intervenção de Passos Coelho e António Costa!

Estes dois que não se entendem em nada, logo haviam de concordar nisto!

Depois de anos a trabalhar na Assembleia, o que faz um deputado quando de lá sai?

Veja-se o exemplo de Santana Lopes, que teve que ir trabalhar para a Misericórdia, ou de Marques Mendes, que teve que enveredar pela carreira televisiva para conseguir pagar a água e a luz!

Penso que é da mais elementar justiça organizarmos uma petição pública para que seja reposta a subvenção vitalícia dos deputados!

Deputados subvencionados jamais serão escravizados!

Com subvenção vitalícia, os deputados são uma delícia!

É um vírus, estúpido!

Afinal, a estupidez é uma infecção!

Segundo um estudo norte-americano, citado pelo Diário de Notícias, é o vírus ATCV-1 “que ataca o DNA e que faz que os infectados fiquem menos inteligentes”.

Diz a notícia: “Investigadores da Escola de Medicina John Hopkins e da Universidade do Nebraska, descobriram vestígios do vírus na garganta de 40 indivíduos que participaram no estudo, num total de 90. Aqueles que estavam infectados apresentaram resultados em testes de inteligência”.

Logo, a jornalista Joana Capucho conclui que o tal vírus é o responsável pela estupidez humana!

No âmbito do estudo, alguns ratinhos foram alimentados com algas infectadas pelo vírus e, depois, tiveram mais dificuldade em sair dos labirintos – isto é, ficaram mais estúpidos!

E digo que ficaram “mais estúpidos” porque quem participa num estudo destes só pode ser estúpido.

Por muito exíguo que seja o estudo, é estimulante pensar que, afinal, a estupidez humana não passa de uma virose que, teoricamente, poderá ser tratada com um anti-viral – ou, pelo menos, controlar a situação, como se faz com os anti-retrovirais e o HIV e transformar a situação numa doença crónica.

Além disso, este estudo faz com que passemos a olhar para o estúpidos de outra maneira, com mais condescendência: coitados, são pessoas doentes…

Os portugueses só tomam banho com água engarrafada

Angela Merkel tem razão: temos licenciados a mais!

Somos um povo de aristocratas que só se satisfaz com um curso superior, uma auto-estrada, um carro alemão, uma vivenda no Algarve e um banho em água do Luso.

Um simples surto de legionella foi o suficiente para pí´r a nu a nossa mania das grandezas.

O esforçado director-geral da Saúde, Francisco George, bem se esganiçou para afirmar que a bactéria apenas fazia mal se fosse inalada – a maltósia não vai na conversa, eu sei lá se o gajo não nos está a endrominar, com aquela barba mal semeada e aquele risco ao meio!

E a comunicação social, eco da ignorância nacional, dá uma ajuda.

Um artigo do Jornal de Notícias titula: “Há quem já só se lave com água engarrafada”!

Não temos dinheiro para os medicamentos, o IMI leva-nos a massa toda, passamos fome, cortam-nos os salários, estamos desempregados, sem subsídios, sem ajudas, mas tomamos banho em água engarrafada!

Pobres, sim, mas sujos, nunca! E com legionella, never!

E a notícia diz: “não obstante as declarações oficiais de que a ingestão de água da rede pública não afecta a saúde, a verdade é que a população continua a ter fortes reticências…«Já só me lavo com água engarrafada», disse ao JN Sheila Costa, em Vialonga, frente ao supermercado Lidl.”… E mais í  frente: «eu não confio na água de rede, nem percebo o que dizem»…

Um fulana chamada Sheila, em frente a um supermercado Lidl é bem a imagem actual do nosso país!

E o jornalista também não esclarece a pobre da Sheila porque, em nenhuma parte da notícia, esclarece que a legionella não se transmite bebendo água, mas apenas inalando gotículas de vapor de água!

A Sheila estava acompanhada do seu amigo Vicente Rolim, “que tinha acabado de comprar 15 litros de água engarrafada”.

E lá foram todos contentes lavar-se com água engarrafada!

Como queremos nós sair da crise, se continuamos a viver acima das nossas possibilidades?

Tomar banho em água engarrafada é para os árabes ricos!

Os alemães, por exemplo, tomam banho só em dias festivos e nem sabem o que é um bidé!

A própria Merkel nunca se lava depois de ir í  casa de banho, preferindo as toalhitas perfumadas.

Tens razão, Merkel: temos licenciados a mais…

A Sheila e o Vicente confirmam…

Pires há muitos, seu palerma!

Ficou tudo muito indignado com a prestação do ministro da Economia no Parlamento.

Pires de Lima falou, com voz arrastada, sobre as taxas e as taxinhas que António Costa pretenderá criar para sacar mais dinheiro aos contribuintes.

Sugeriu-se que Pires de Lima estivesse com os copos.

Mentira!

Pires só bebe pela garrafa!

—

Além disso, há que concordar que o homem é original.

Conheço pires de plástico ou de porcelana.

De lima?

Nunca ouvi falar…

No fundo, o homem apenas queira fazer-nos rir. Conseguiu.

pires de lima2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Qual é o plural de secretário de Estado?

Descobri hoje que temos um secretário de Estado dos Assuntos Europeus!

Deu uma entrevista ao Público e chama-se Bruno Maçães.

Suponho que, afinal, Maçães seja o plural de maçã.

Ora se o plural de maçã é maçães, o plural de manhã é muito capaz de ser manhães.

No entanto, se o masculino de maçã for mação, o seu plural deve ser também maçães, o que gera alguma confusão (plural: confusães).

Teremos, assim, que mudar alguns plurões: o de limão será limones, o de leão será leães, o de corrimão, corrimanes, o de catalão, catalões, o de lã, lães, o de cão, cões, o de mão, mães e o de mãe, mões.

Mas se o plural de maçã continuar a ser maçãs, o secretário de Estado tem um apelido com erro ortográfico.

Avisem-no, por favor.

Praga de mosquitos

Garante o Expresso – e eu já confirmei na pele – que há uma praga de mosquitos, sobretudo a sul do Tejo.

Ainda hoje verifiquei isso, com um ataque que me deixou marcas em ambas as mãos e na testa.

A entomologista Carla Sousa diz que “não há sinal para alarme” e esclarece que esta praga se deve “í s elevadas temperaturas que se seguiram a um período de chuvas”.

Acrescenta que não foram detectadas espécies exóticas, isto é, são os mosquitos do costume…

Quem quiser saber mais sobre estes mosquitos, pode visitar http://mosquitoweb.ihmt.unl.pt e pode, até, capturar alguns exemplares, enfiá-los num envelope e enviá-los para o Instituto de Higiene e Medicina Tropical.

Mortos, claro.

Eu não fiquei descansado com a explicação da entomologista.

Vou estar mais atento e já enrolei o Expresso, transformando-o num eficaz mata-mosquitos.

Se os avistar, esmago-os!

passos e portas

 

“Quando a Tua Ira Passar”, de Asa Larsson (2009)

De vez em quando, apetece-me ler um policial, para matar saudades dos livrinhos da colecção Vampiro, de Dashiel Hammet, Rex Stout, Mickey Spillane, Raymond Chandler e quejandos.

E, hoje em dia, diz-se que os melhores escritores policiais estão nos países do norte da Europa, nomeadamente na Suécia.

Já tinha lido um livrinho de Henning Mankel e do seu inspector Wallander (Um Homem Inquieto) e decidi experimentar agora Asa Larsson.

asa_larssonNascida em Upsala, em 1966, Larsson já publicou 5 romances policiais, tendo começado em 2003, com apenas 37 anos.

Este Quando a Tua Ira Passar é considerado o seu melhor livro, mas não me deslumbrou.

Trata-se da história de dois jovens que são assassinados para que um antigo segredo, relacionado com colaboracionistas pró-nazis, não seja desvendado.

iraTudo se passa no norte da Suécia, com muita neve, muito frio e muito gelo, mas há alguns pormenores que me desagradaram.

Por um lado, um dos jovens assassinados surge, de vez em quando, mesmo depois de morto, como se fosse um segundo narrador da história e, por outro, os nomes dos personagens e dos locais são tão arrevesados que só, mais ou menos, a meio do livro consegui começar a identificar cada um deles, sem confundir o Sven-Erik Stalnacke com o Airi Bylund, ou o Tore com o Hjalmar…

A cena final, no entanto, está bem esgalhada e é capaz de dar um bom filme.