Chiara Valerio nasceu em Scauri, Itália, em 1978 e é escritora, ensaísta, editora, tradutora e coargumentista cinematográfica e conseguiu, neste pequeno livro, uma espécie de policial doméstico.
O livro tem duas protagonistas: Léa, uma advogada, mãe de duas filhas, casada com Luigi e Scauri, no mar Tirreno, pequena localidade que recebe milhares de veraneantes, mas que, no fundo, é um meio pequeno em que todos se conhecem.
Nos últimos 20 anos, Vittoria, uma senhora de quem todos gostavam viveu em Scauri, juntamente com Mara, que podia ser sua filha, mas era sua amante.
Certo dia, Vittoria, que era uma excelente nadadora, apareceu morta por afogamento na banheira. Léa achou estranho e sempre duvidou que a morte de Vittoria tivesse sido um acidente.
É Lea quem nos conta esta história e vamos descobrindo os vários habitantes da pequena cidade e alguns dos seus segredos. Ao mesmo tempo, a narradora conta-nos alguns episódios da sua vida doméstica:
“Eu tinha voltado a frequentar a igreja para dar o exemplo, já que a minha filha Giulia, com os seus oito anos, estava a passar por um momento de êxtase místico. Não conseguia perceber se tinha sido a pré-primária junto das freiras ou aquelas tardes passadas com os meus pais, que procuravam os males com o pêndulo e rezavam para os afastar. O facto é que voltei a ir, para a acompanhar, e também porque o Partido Comunista, que durante anos tinham sido um ritual semanal partilhado com Luigi, já não existia”.
Gostei.
