“Em Nome da Língua. Amen”, de Manuel Monteiro (2026)

É uma pena estes livros não serem obrigatórios nas redações do jornais e telejornais e não serem leitura obrigatória nas escolas.

Manuel Monteiro, autor e revisor linguístico, também é contra o chamado Acordo Ortográfico – aquele que é mais um Desacordo, como o demonstra este pedaço:

“óptico e ótico dizem respeito, respectivamente, à visão e à audição. Com o infausto novo acordo ortográfico, passam a grafar-se de forma igual. Mais um crime”

E nesta pequena citação, o corrector do Word, assinala-me doi erros: o primeiro “óptico” que, segundo o tal acordo não leva “pê”, e “respectivamente”, que não leva “cê”.

Gostava de saber como é que os jovens que foram para Medicina, vão distinguir o nervo ótico do nervo ótico.

Este pequeno livro mostra-nos 71 erros comuns na nossa Língua, muitos deles a surgirem todos os dias nos órgãos de comunicação social. E também há algumas chamadas de atenção para a chamada linguagem politicamente correcta, como esta:

“Se inexistente é o contrário de existente, se inadequado é o contrário de adequado, se inapropriado é o contrário de apropriado (…), invisual é o contrário de visual. (…)

Chamar invisuais aos cegos equivale a chamar inauditivos aos surdos.

Acresce que não temos invisualidade (cegueira) nem invisualizar (cegar) nem invisualzinho (ceguinho). O Ensaio sobre a Invisualidade havia de ser bonito.”

Leiam e aprendam.