Depois de duas grandes desilusões, dois livros com muito boas críticas que não fui capaz de levar até ao fim, foi muito bom ler um livro de um escritor capaz de nos contar uma boa história de um modo escorreito, sem rodriguinhos.
De todos os romances que já li de Vargas Llosa, este parece o mais simples e directo, mas, por vezes, também sabe bem ler um livro assim, sem espinhas.
Vargas Llosa conta a história de um semanário de mexericos, do seu director e da sua sub-directora, de Fujimori e do seu esbirro, conhecido como o Doutor e de dois casais de ricalhaços, com uma boa vida e que se abalançam a novas aventuras sexuais.
Tudo isto se passa no Peru, quando o Sendero Luminoso estava no auge e perpetrava ataques terroristas e o tenebroso Doutor exercia o seu poder e Fujimori tentava um terceiro mandato.
O semanário de mexericos, Destapes, dirigido por Rolando Garro tem nas mãos uma série de fotografias de um bacanal em que participou o ricalhaço Enrique Cardenas e isso vai desencadear toda a história.
Lê-se de uma penada e vale a pena.
Outros livros de Vargas Llosa: Conversa n’a Catedral; A Festa do Chibo; O Herói Discreto; O Sonho do Celta; Travessuras da Menina Má


