Título do DN:
“Juiz prende pela primeira vez director de uma polícia”
aqui desde 1999
Angela Merkel tem razão: temos licenciados a mais!
Somos um povo de aristocratas que só se satisfaz com um curso superior, uma auto-estrada, um carro alemão, uma vivenda no Algarve e um banho em água do Luso.
Um simples surto de legionella foi o suficiente para pí´r a nu a nossa mania das grandezas.
O esforçado director-geral da Saúde, Francisco George, bem se esganiçou para afirmar que a bactéria apenas fazia mal se fosse inalada – a maltósia não vai na conversa, eu sei lá se o gajo não nos está a endrominar, com aquela barba mal semeada e aquele risco ao meio!
E a comunicação social, eco da ignorância nacional, dá uma ajuda.
Um artigo do Jornal de Notícias titula: “Há quem já só se lave com água engarrafada”!
Não temos dinheiro para os medicamentos, o IMI leva-nos a massa toda, passamos fome, cortam-nos os salários, estamos desempregados, sem subsídios, sem ajudas, mas tomamos banho em água engarrafada!
Pobres, sim, mas sujos, nunca! E com legionella, never!
E a notícia diz: “não obstante as declarações oficiais de que a ingestão de água da rede pública não afecta a saúde, a verdade é que a população continua a ter fortes reticências…«Já só me lavo com água engarrafada», disse ao JN Sheila Costa, em Vialonga, frente ao supermercado Lidl.”… E mais í frente: «eu não confio na água de rede, nem percebo o que dizem»…
Um fulana chamada Sheila, em frente a um supermercado Lidl é bem a imagem actual do nosso país!
E o jornalista também não esclarece a pobre da Sheila porque, em nenhuma parte da notícia, esclarece que a legionella não se transmite bebendo água, mas apenas inalando gotículas de vapor de água!
A Sheila estava acompanhada do seu amigo Vicente Rolim, “que tinha acabado de comprar 15 litros de água engarrafada”.
E lá foram todos contentes lavar-se com água engarrafada!
Como queremos nós sair da crise, se continuamos a viver acima das nossas possibilidades?
Tomar banho em água engarrafada é para os árabes ricos!
Os alemães, por exemplo, tomam banho só em dias festivos e nem sabem o que é um bidé!
A própria Merkel nunca se lava depois de ir í casa de banho, preferindo as toalhitas perfumadas.
Tens razão, Merkel: temos licenciados a mais…
A Sheila e o Vicente confirmam…
Não se passa nada.
Neste país em que os ministros pedem desculpa e continuam tranquilamente a ocupar os seus lugares, não se passa nada.
No PS, o Seguro deu í Costa.
Levou uma abada de 70 a 30%, meteu-se no carro com a família e nunca mais apareceu no emprego.
Mas Costa tem as costas largas e já arranjou cargos para alguns dos apoiantes de Seguro.
O PS é uma grande família feliz, só lhe falta o arroz chow chow.
Por outro lado, o Bloco está a desbloquear-se.
Aos poucos vai-se desfazendo em pequenos bloquinhos.
Quanto í quele advogado que é dois, Marinho & Pinto, parece que vai fundar um novo Partido amanhã, para comemorar o 5 de Outubro, enterrando o da Terra.
Eleito para o Parlamento Europeu, quer é as legislativas ou até ser Presidente, Dono Disto Tudo!
Por falar em DDT, o ex-presidente do BES, Salgado, apimentou esta semana com a revelação de cenas que se passaram em reuniões do Grupo Espírito Santo.
Segundo revela o i, a empresa que vendeu os submarinos a Portugal, untou a família Espírito Santo e não só.
Foram 30 milhões ao todo, mas 10 milhões ficaram nas mãos dos advogados.
Dos restantes 20 milhões, 5 milhões ficaram com a família ES (um milhão por cada um dos cinco ramos) e os restantes 15 foram repartidos pelos três administradores alemães e por uma sexta pessoa.
Claro que toda a gente quer saber quem é esta sexta pessoa que não é o Paulo Portas.
Nem pode ser o Portas porque a Comissão de Inquérito do Parlamento já chegou í conclusão de que não houve nada de ilegal na compra de material de guerra, incluindo os submarinos.
A relatora da Comissão, Mónica Ferro, apresentou-se aos jornalistas com um calhamaço de mais de 400 páginas e garantiu que nenhum membro do governo se abotoou com nenhuma gorjeta nesta história toda.
A Mónica é de Ferro!
Sobre isto, Portas nada diz.
Anda ocupado a pensar como há-de convencer Passos Coelho a descer o IRS, mas Passos tem andado ocupado a procurar os recibos do ordenado que não recebia quando não trabalhava para a Tecnoforma, no tempo em que não estava em exclusividade no Parlamento.
Enfim, em Portugal não se passa mesmo nada!
A nossa História recente faz-se com Antónios.
Se, segundo Dicionário de Nomes Próprios, António significa “valioso”, devemos perguntar: quantos Antónios vale o nosso país?
Tudo pode ter começado com António í“scar Carmona e o inefável António de Oliveira Salazar.
Sendo Santo António o padroeiro da nossa capital, outra coisa não se seria de esperar…
E, como diz a canção pimba, se te vires aflito, chama o António.
Assim fizemos, após o 25 de Abril.
Foi o António de Spínola e o António da Costa Gomes.
Foi o Francisco António de Sá Carneiro e o António Ramalho Eanes.
Foi o António Guterres que, dizem, vai voltar a ser e foi o repetente Aníbal António Cavaco Silva.
Sim, até o Aníbal é também António!
E como de Pedros e de Paulos não reza a história, há agora dois Antónios em luta pelo poleiro: o António Costa e o António José Seguro.
Portugal não é um país, mas sim uma espécie de Grupo Excursionista Os Antónios!
O semanário Sol, na sua edição de hoje, publica um artigo em que é sublinhada a biodiversidade do nosso país.
Diz o texto que, “de Norte a Sul foram descobertas, só nos últimos dez anos, 118 espécies, entre moscas, aranhas, escaravelhos, peixes, aves e fungos”.
E acrescenta que “Portugal faz parte daquilo a que os cientistas internacionais chamam de hotspot de biodiversidade mediterrânico, uma das 34 áreas com maior riqueza biológica do mundo”.
Este ano, por exemplo, “foi descoberta, na Serra de Monchique, no Algarve, uma nova espécie de mosca – a colaspidea algarvensis, com reflexos dourados.”
É, de facto, um fenómeno assinalável, sobretudo sabendo-se que a maioria destas espécies só existe no nosso país.
Mas a jornalista esqueceu-se de outra espécie, tipicamente portuguesa, descoberta há poucos anos: a dos banqueirus corruptus.
Tudo começou com a descoberta de um exemplar de Jardinis Gonçalvus, continuou com o excelente Joanus Rendeirus e o mirabolante Oliveirae Costarum e culminou no exemplar-mor da espécie: Ricardus Salgadus.
É de facto maravilhosa, a nossa biodiversidade!…
Afinal, a GNR já não vai para a República Centro Africana.
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo chegou a dizer que todos aquelas manobras nos armazéns abandonados da Trafaria eram coisas banais no treino da GNR, mas acabou por admitir que o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon pediu a Passos Coelho que Portugal enviasse uma unidade da GNR para aquele país africano.
Miguel Macedo acrescentou que, depois de muito ponderar, o Governo tinha decidido que enviaria uma equipa da Força Aérea, em vez da GNR, porque havia pouco tempo para organizar as coisas.
Pouco tempo?
Então não era só enfiar meia-dúzia de carregadores na mochila, meter a metralhadora í s costas e zarpar?
Estranho…
Mas hoje, tudo ficou esclarecido com este título do DN:
« Noventa militares, vinte cavalos e dez cães procuram assassino fugitivo»
Aí está para que serviram os treinos na Trafaria: a GNR faz um manguito a Ban Ki-moon porque tem que dar caça ao Baltazar, o “monstro de S. João da Pesqueira”.
Qual Boeing desaparecido na imensidão do Pacífico, Baltazar matou duas mulheres, feriu outras duas e pisgou-se, embrenhando-se nos olivais e vinhedos e nunca mais ninguém o viu, já lá vai mais de uma semana!
Claro que a GNR não podia dispensar homens para a República Centro Africana quando te, em pleno território nacional, um perigoso assassino í solta, assassino que até se dá ao luxo de comprar pão nas barbas da polícia, sem que ninguém o apanhe, nem o padeiro!
Mas fico na dúvida: noventa militares, vinte cavalos e dez cães serão suficientes?
Foi com surpresa que li a notícia no Negócios on line: “Governo aponta Lobo Xavier e Alberto da Ponte para grupo de trabalho sobre gastronomia”
Pois é: parece que o Governo, através daquele ministro com mau aspecto, o Poiares Maduro, que me faz lembrar eu próprio, em 1974-75, nomeou, finalmente, um grupo de trabalho dedicado aos morfos.
Diz a notícia: «os onze elementos têm meio ano para apresentar medidas concretas, com avaliação dos respectivos custos, para a divulgação da gastronomia portuguesa através das actividades oficiais do Estado, apresentadas como “…importantíssimas montras de Portugal no estrangeiro”. Membros do grupo não serão remunerados.»
E o texto acrescenta: «o advogado e ex-deputado do CDS é um dos onze elementos da lista que integra também o presidente da RTP, Alberto da Ponte, e que será coordenada pelo gastrónomo José Bento dos Santos, autor de vários programas televisivos, proprietário do projecto vitivinícola Quinta do Monte d”™Oiro, em Alenquer, e que nos anos 1980 fundou a “…broker” de metais Quimimbro, ao lado de Eduardo Catroga.»
E foi isto que me deixou fodido! Eu, que tenho andado por esse Portugal fora a provar a gastronomia toda, que ainda na semana passada comi um empadão de porco em S. João da Pesqueira, um riódão de vitela em Vila Nova de Foz Cí´a, uns filetes de polvo com arroz de feijão em Trancoso, fico aqui em casa, sossegadinho e esses gajos, que só comem bifes e bitoques, são chamados para grupos de trabalho gasgtronómicos.
Maricas de merda!
São apenas números?
1. Partos em casa em 1974 – 66%; em 2012 – 0,7%
2. Percentagem de mulheres no total de doutoramentos em 1974 – 12,6%; em 2013 – 54,1%
3. Estudantes do ensino superior em 1970 – 49 375; em 2011 – 1 244 742
4. Alunos no ensino secundário em 1970 – 43 653; em 2013 – 411 238
5. Taxa de analfabetismo em 1970 – 25,7%; em 2011 – 5,2%
6. Mulheres no mercado de trabalho em 1974 – 1 540 500; em 2013 – 2 565 100
7. Habitações com água canalizada em 1970 – 50,4%; em 2011 – 73,2%
8. Esperança média de vida em 1974 – 68,2 anos; em 2011 – 79,8
9. Taxa de mortalidade infantil em 1970 – 37,9 crianças morriam por cada mil que nasciam; em 2013 – 3,4
E ainda acham que isto está muito pior?…
Um vento de protesto passa por terras do Douro.
O povo de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde une-se para protestar contra o aumento das taxas dos cemitérios.
Por exemplo: no caso de enterros em sepulturas, o preço era de 17,20 euros e vai passar a ser 49,60, o que corresponde a um aumento de 180%.
Mas o maior aumento dá-se nos enterros aos fins de semana, em que a taxa passa de 42,30 para 123 euros, ou seja, um aumento de 190%!
Morrer no Douro está pela hora da morte.
Portanto, esta malta de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde é muito capaz de decidir não morrer, o que irá prejudicar, ainda mais, a sustentabilidade das pensões da Segurança Social.
Sempre quero ver o que é que a troika tem a dizer sobre isto!…