O sexo da Angela

Como será o sexo de Angela Merkel?

Falo dos vários sentidos da palavra sexo, não só o género (sexo feminino?), mas também no que diz respeito í  actividade sexual e até í  anatomia do sexo.

Deixo aqui um espaço para pensarem um pouco sobre a actividade sexual de Angela Merkel.

E mais um pouco de espaço para imaginar a anatomia dos seus órgãos sexuais.

Quanto a Sarkozy, não é difícil imaginar a Carla Bruni, de negligé e guitarra na mão, ronronando uma canção romântica, enquanto o Nicolas, de fio dental, mete o nariz em tudo o que é Carla e mexe em tudo o que é Bruni.

Isso, nos poucos momentos livres em que o pobre do francês não está a aturar a alemã.

Agora, imaginar a Angela de negligé é que é mais complicado!

Ainda consigo fantasiá-la de corpete de cabedal e de chicote na mão, zurzindo as nádegas de alguém ao som do Tanhauser, de Wagner.

Mas duvido.

E por que razão estou a discutir o sexo da Angela? Que importância é que isto tem para a resolução da actual crise do euro?

Muita!

Se, na sua vida privada, a Angela não tem sexo satisfatório, vinga-se e, publicamente, fode-nos a nós! Todos!

Eureka! Tantas erecções!

Não é permitida a publicidade a medicamentos, nomeadamente í queles que combatem a disfunção eréctil, como o Viagra, o Cialis e o Levitra.

Mas nada impede que um jornal como o Diário de Notícias, publique um anúncio de página inteira a um spray chamado Eureka (eu repito: chamado Eureka), que, uma vez esguichado sobre o pénis, proporciona um «erecção sólida, firme, sem demora, sempre que quiser», como consta do longo texto publicitário.

Em parte alguma do texto se refere a composição química da mistela que faz acordar um morto («o seu pénis fica imediatamente erecto, mesmo que não tenha uma erecção há anos!»), mas isso pouco importa.

O que interessa são os testemunhos de homens que já pulverizaram a pila com Eureka.

Diz um, com 73 anos: “o spray é realmente um produto extraordinário…  Além de discreto, permite-me ter uma grande e linda erecção, sempre que quero! Tenho 73 anos e posso dizer que faço amor até 3 vezes por dia!

Reparem que o velhote diz que tem uma “grande e linda erecção“! Que ternura!…

Faltaria ouvir a esposa, que deverá dizer algo do género: ” Xiça! O sacana do velho não me larga! Sempre atrás de mim com aquela coisa pendurada! Tem a mania que tem 20 anos, o jarreta!”

Outro homem, afirma ter tido sempre problemas com as erecções e agora, depois de experimentar Eureka, é sempre a aviar, e diz: “Pois é certo que irei obter uma erecção a qualquer hora do dia ou da noite… Ainda melhor, tenho a certeza que o meu pénis ganhou mais alguns centímetros”.

Vai-te gabando, vai. Se continuas a usar Eureka de cada vez que quiseres mandar uma pinocada, qualquer dia tropeças no prepúcio, pá!

Finalmente, um terceiro homem que, para além de não o conseguir levantar, também tinha ejaculação precoce, garante: “Eu e a minha esposa usamos Eureka para grande prazer mútuo. Agora podemos fazer amor durante horas!”

Lá se vai o sexo tântrico!

O maravilhoso spray dá tesão, resolve a ejaculação precoce, permite orgias demoradas e até anima as mulheres. De facto, segundo o texto publicitário: «pulverize Eureka nas partes íntimas da sua parceira para lhe estimular uma sensação deliciosa e torná-la muito mais animada“.

Se começarem a cruzar-se nas ruas, nos centros comerciais, nos cafés com mulheres de olhar glorioso, já sabem que, na noite anterior, o respectivo companheiro lhes pulverizou a passarinha com Eureka!

Espero bem que o ministro da Saúde tome, finalmente, uma medida acertada, passe a considerar o Eureka um verdadeiro medicamento e o comparticipe a 100%.

Pode ser que, assim, a malta aguente a crise com um sorriso nos lábios…

“Pornopopeia” (2008), de Reinaldo Moraes

Li algures que este livro do escritor brasileiro Reinaldo Moraes, fazia lembrar os lendários Sexus, Plexus, Nexus, Trópico de Cancer e Trópico de Capricórnio, de Henry Miller.

Ora, eu li esses cinco livros do Miller, de enfiada, em 1980, quando tinha 27 aninhos. Marcaram-me de tal modo que não hesitei em ler este Pornopopeia. No fundo, estava com esperança de reviver os meus verdes anos.

—Não posso dizer que tenha sido tempo perdido (e foi muito, que o calhamaço tem quase 600 páginas!), mas o livro tem pouco a ver com aqueles outros do Miller. Talvez se aproxime de outra obra, menor, muito menor, do escritor norte-americano, chamada Opus Pistorum – livro que Miller terá escrito apenas para ganhar dinheiro, a xis dólares por página, e tendo por obrigação descrever o maior número de fodas possível.

Pornopopeia está escrito em brasileiro, por vezes tão cerrado que quase precisaria de tradução. Exemplo:

“Cê acredita que ela me deu bom-dia coçando a bunda por dentro da calcinha? Bitchí´?! Quê que é aquilo?! Ela tá pensando o quê, essa menina? Que eu sou eunuco? Eu sí´ minêro, sí´! Minêro não moderniza nessas coisa. Muié é muié, vaca é vaca. E as duas a gente toca ca vara. Essa menina tá facilitando comigo. Que nem outro dia que eu entrei no quarto da Estelinha pra falar num sei que e tava lá a Sossí´ de costas pra porta, sem camiseta nem sutiã, cum puta dragão tatuado na lomba, coisa mai doida, sí´. Ni qui ela notou minha presença, virou de perfil pra mim. E eu vi, rapá, eu vi: um peitinho da Sossí´! Um só, branquim de leite.”

O livro conta-nos as andanças de um falhado realizador de cinema que, ao fim e ao cabo, o que quer é snifar coca e comer gajas. Ao contrário dos tais livros do Miller, não há cá filosofias de vida nem porra nenhuma (o Miller andava por Paris, em busca da liberdade e da cultura…). O herói deste livro, prosaicamente chamado Zé Carlos, o que quer é bundas e bucetas e boquetes e punhetas com lulas e o cacete! Exemplo:

“No que ela entrou no carro já lhe passei o cinquentinha do michê, que ela enfiou rápido no decote. Sempre faço isso, de pagar a puta antes. Cria um clima de confiança, esquenta a relação, melhora a qualidade da foda.”

A páginas tantas, o livro fez-me lembrar alguns filmes pornográficos: temos uma descrição detalhada e prolongada de uma orgia numa espécie de igreja oriental, outra orgia num bar de alterne, várias quecas com uma sexagenária e uma tarde de sexo atlético com uma jovem “caiçara”. No meio destas cenas, que envolvem tudo o que se possa imaginar, no que respeita ao desporto sexual, há um fio de história, muito fraquinho, que envolve um dealer de cocaína, que é morto, acidentalmente, pela polícia, que culpa o fodilhão do Zé Carlos.

Em resumo: a coisa é divertida, mas é uma obra menor, acho eu.

Cavaco Silva e as sex shop

O Diário de Notícias faz hoje eco de um artigo publicado na revista Wired e que me deixou de boca aberta.

Cavaco Silva é dos chefes de Estado que mais usam o Twitter!

E esta?

Mas as surpresas não ficam por aqui.

Segundo a revista, Cavaco, que é referido como o “mais curioso dos líderes”, segue unilateralmente 69 outros chefes de Estado!

Mas a melhor é esta: o nosso presidente segue também duas sex shop duas!

São elas: a Love Shop e a Anjos do Pecado!

A Love Shop é de Santarém e a Anjos do Pecado é de Matosinhos e apresenta-se como “a primeira sex shop em Portugal dedicada ao prazer da mulher!”

Desta é que eu estava í  espera, caramba!

O Aníbal, afinal, é um malandreco!…

Disfunção sexual

Carlos Abreu Amorim (quem?!) é o liberal mais incompreendido de Portugal.

Várias crónicas liberais depois, aceitou ser deputado pelo PSD e até vice-presidente da bancada parlamentar do partido que tem “social-democrata” no nome. Onde está o liberalismo, ó Abreu?

O ódio de Abreu por Sócrates é de tal magnitude que faz suspeitar que há mais qualquer coisa por trás desse ódio, para além do antagonismo ideológico.

Por outro lado, o súbito (?) amor pelo PSD também não deixa de ser esquisito. Como é possível que um liberal aceite fazer o frete a um dos partidos que mais mamou, e mama, na teta do Estado?…

Ora bem… a criatura dá uma entrevista ao Sol, edição de hoje.

E diz coisas.

Por exemplo, esta: «Alberto João Jardim (…) é responsável por uma obra extraordinária, é muito injustiçado. Jardim é a personagem política contra quem se fizeram as campanhas mais ferozes em Portugal».

Tão querido é este Abreu…

Mas a afirmação mais formidável é a que segue.

Questionado sobre o facto de ser contraditório um liberal apoiar um governo que aumenta impostos, Abreu diz:

—Â«É cedo para balanços. Neste campo, como em geral, tento evitar a ejaculação precoce.»

Notem: ele tenta evitar – o que quer dizer que nem sempre consegue.

Pois olha, Abreu: se tens o pavio curto, já existe um medicamento, chamado Dapoxetina, que te pode prolongar a coisa.

A Dapoxetina (nome comercial, Priligy), apresenta-se em embalagens de 3 e 6 comprimidos.

Tomas um comprimido uma a três horas antes e vais-te aguentar mais tempo.

Acaba-se a ejaculação precoce!

O problema é o preço, pá!

Seis comprimidos de Priligy custam cerca de 60 euros!

Vê lá se metes uma cunha ao teu amigo Paulo Macedo, o da Saúde. Pode ser que o gajo faça descontos para liberais…

“A Viúva Grávida”, de Martin Amis

—Ora aqui está outro escritor contemporâneo muito badalado e com o qual não consigo encontrar afinidades.

Dele, ainda só tinha lido “O Cão Amarelo” (2004), que já não me tinha entusiasmado.

Este último livro de Martin Amis, editado no ano passado, diz que é “uma comédia de costumes, um pesadelo. Um livro brilhante, assombroso e gloriosamente arriscado”.

Os adjectivos são próprios de quem quer valorizar o produto que está a vender.

Li “A Viúva Grávida” com alguma dificuldade.

Trata-se de uma história certamente dedicada a outras inteligências – inteligências que percebam e aceitam frases como esta, na página 239: «continuava a coçar o pequeno inchaço avermelhado no lado mais pálido do antebraço, onde, na noite anterior, um mosquito lhe havia inserido a sua seringa. Keith estava no seu estado habitual, que era este. A cada dois minutos, ele conseguia ouvir os céus a relincharem perante a indulgência dele; e nos minutos entre esses, corava alvos suores ao pensar na sulfurosa fossa de alcatrão da sua alma.»

Ufa!

Ainda segundo a contracapa, a acção do romance decorre na década de 1970, num castelo, em Itália. Aí, meia dúzia de jovens interpretam a revolução sexual.

Talvez… mas confesso que quase não dei por nada.

A culpa deve ser minha…

“A Humilhação”, de Philip Roth

—Este foi meu 12º romance de Philip Roth e continuo a dizer que ele é, neste momento, o meu escritor vivo favorito.

“A Humilhação” quase que podia ser um conto. Embora tenha a estrutura de um romance, tem apenas 127 páginas e centra-se praticamente num único personagem e na sua história, não tendo narrativas paralelas ou adjacentes.

É uma pequena novela que se inscreve na série que Roth vem escrevendo sobre a velhice, a decadência do corpo e a morte, na sequência de “O Fantasma Sai de Cena“, “Todo-o-Mundo“, “O Animal Moribundo” e “Indignação“.

Em “A Humilhação”, Roth conta a história do actor de teatro Simon Axler que, com 66 anos, perdeu a capacidade de representar. No palco, já não é capaz de se transformar nas personagens das peças de teatro. Deprime-se e pensa no suicídio. Procura ajuda psiquiátrica. Conhece uma lésbica, filha de um colega actor, 25 anos mais nova que ele e consegue levá-la para a cama. Incapaz de representar no palco, vai durante algum tempo representar o papel de um amante jovem e fogoso, pronto a experimentar todos os jogos sexuais. Ao mesmo tempo, a sua companheira, até então lésbica, está, no fundo, a representar o papel de heterossexual. A coisa acaba mal, como seria de esperar.

Roth ganhou o Man Booker Internacional deste ano, pelo conjunto da sua obra, apesar de uma das juradas, Carmen Calill, ter votado contra, porque acha que ele está sempre a escrever sobre os mesmos temas e é, até, um pouco machista.

Penso que Carmen Calill não terá gostado de passagens de “A Humilhação”, como esta:

“No fim costumava pegar-lhe na piça e ficar a vê-la perder a erecção. «Que estás tu a mirar?», perguntou ele. «Isto enche-nos», disse ela, «de uma maneira que os vibradores e os dedos não conseguem. Tem vida. É uma coisa viva».

Cá fico í  espera do próximo livro de Roth que, segundo creio, sai ainda este ano.

Strauss-Khan – o âmago da questão

Os telejornais massacram-nos com o rosto cansado do Presidente do FMI, com papos por baixo dos olhos, a barba por fazer e ar de quem foi apanhado com a boca na botija (a imagem não é muito feliz porque quem terá tido a boca na botija, terá sido a empregado do Sofitel).

Os enviados especiais das televisões explicam-nos por que razão o alquebrado Strauss-Khan surgiu algemado, como é que a polícia forense vai tratar as provas, como é que a justiça norte-americana trata destes casos.

Os comentadores falam sobre a possibilidade de tudo isto ter sido montado para lixar a vida do homem, que até poderia vir a ser o próximo presidente das França. Será que isto será mais uma maneira de o dólar humilhar o euro?

Tudo isto é conversa fiada.

A questão fulcral é esta: Strauss-Khan tem 63 anos, tinha acabado de tomar banho e preparava-se para seguir para o aeroporto, de regresso a Paris. A empregada guineense, de 32 anos, entrou na suite (de 2 mil euros por noite, como os jornalistas invejosos não se esquecem de sublinhar) com o intuito de a limpar e o homem que, segundo as regras em vigor em França, na Grécia e até em Portugal, já tinha idade para estar reformado, força-a a sexo anal e oral?!

A pergunta óbvia é esta: qual é o medicamento que o sacana do Strauss-Khan usa?

Será o Viagra, o Cialis ou o Levitra?

O resto é conversa de chacha!

Le pipe de Monsieur le Président

O presidente do FMI foi detido, em Nova Iorque, acusado de ter forçado uma empregada de hotel a praticar sexo oral.

Dominique Strauss-Khan já se preparava para dar o salto, quando a polícia o foi sacar ao aeroporto.

Parece que o malandreco do Dominique é um mulherengo.

E, pelos vistos, tem um fraquinho por “blowjobs”.

Talvez não fosse má ideia propormos pagar a nossa dívida ao FMI em broches…

Reformas aos 80!

Notícia de hoje, do DN:

“Reformado tentou violar estudante”.

Explica a notícia que a PJ do Porto deteve “um reformado, de 60 anos, que na manhã de terça-feira tentou violar uma jovem de 15 anos, quando ela se dirigia para a escola.”

Um reformado de 60 anos?!

Como é que esse gajo conseguiu reformar-se com essa idade?

É que um tipo com 60 anos, reformado, ocioso, sem nada entre mãos, ainda tem energia suficiente para correr atrás das adolescentes e tentar mostrar-lhes a sua masculinidade, sobretudo gajos que, em casa, já não dão uma para a caixa, devido í  disfunção eréctil, agravada pelo buço da mulher.

Esse gajo devia era estar a trabalhar, a contribuir para o PIB e para a Segurança Social, em vez de andar a vaguear pelas ruas, em busca de presas sexuais.

Toca mas é a aumentar a idade da reforma para os 80!

Vamos a ver se, então, os gajos ainda têm pica para andar atrás de miúdas de 15 anos!