Ventura – um ser desprezível

Isto nada tem a ver com posições ideológicas.

Quem pode achar bem que um polícia torture uma pessoa, sobretudo se essa pessoa for um sem-abrigo, um imigrante ou um toxicodependente, que lhe dê umas chapadas e uns pontapés, que lhe enfie o bastão no cu e que faça tudo isto e muito mais para gozo, com colegas, também polícias a gravarem com os telemóveis e a publicarem nas redes sociais, para que todos possam partilhar o divertimento?

Pelos vistos, André Ventura não fica chocado com estes comportamentos.

Diz que há gente boa e gente má em todas as profissões e acusa o ministro da Administração Interna que, em vez de andar a prender polícias, se devia preocupar mais com a “percepção de insegurança”.

Para Ventura, o facto de um polícia enfiar um bastão no cu de um sem-abrigo é apenas uma questão de haver pessoas boas e más em todas as profissões. E, segundo ele, se o ministro se preocupasse mais com a percepção de insegurança, estaríamos mais bem servidos.

Que pessoa desprezível é este católico, que gosta de ser filmado na igreja, na missa, de mão no peito, contricto.

Se deus existisse, Ventura teria lugar assegurado no inferno.

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