A libertação de al-Zaidi

O único homem no mundo que teve a coragem de atacar George Bush, atirando-lhe com um par de sapatosÂ í  cara, foi libertado.

Condenado a 9 meses de prisão, o jornalista al-Zaidi revelou que foi torturado na prisão: simulação de afogamento, choques eléctricos e chicotadas foram alguns dos mimos com que foi presenteado.

Foi para aprender a ter mais pontaria!

Agora, já prometeu que vai treinar intensamente e, da próxima vez que atirar com sapatos í  cara de um chefe de Estado, não falhará!

A padeira de Aljubarrota

A D. Manuela não quer nada com os espanhóis!

A D. Manuela é uma nova padeira de Aljubarrota, correndo com os castelhanos í  pazada!

A D. Manuela quer-nos manter aqui, neste cantinho, longe de tudo e de todos.

Pobres, mas honrados!

A D. Manuela já não tem idade para fazer figuras destas.

Faça o favor de se retirar.

Obrigado.

“Revolutionary Road”, de Sam Mendes

revolutionaryroadUm grande dramalhão, adaptação de um romance de Richard Yates que foi finalista do National Book Award, em 1962.

Realizado por Sam Mendes e protagonizado por Kate Winslet e Leonardo DiCaprio, conta-nos a história de um casal que vê os seus sonhos de uma vida fantástica se esfumarem na vidinha de todos os dias.

A acção decorre nos anos 50 e o casal Frank e April Wheeler parecem formar o casal perfeito: ele, empregado de escritório, numa firma conceituada, ela, uma dedicada dona de casa e mãe de dois filhos.

No entanto, April não está satisfeita com a rotina do dia-a-dia e acha que Frank pode e deve aspirar a voos mais altos.

De súbito, decidem largar tudo e ir viver para Paris. Mas uma promoção inesperada, na firma de Frank e a gravidez ainda mais inesperada de April, desencadeiam a tragédia final.

Por vezes um pouco dramático de mais, dá a sensação que a adaptação cinematográfica deixa algumas coisas importantes de fora.

A realização não tem surpresas e os actores são bons (já se sabia…)

“Rachel Getting Married”, de Jonathan Demme

rachelgetsmarriedPartindo do princípio que a Rachel (Rosemarie DeWitt) nos convidou para o seu casamento, é muito indelicado, da parte da sua irmã Kym (Anne Hataway), querer ser sempre o centro das atenções.

Mas é isso que acontece: Rachel pode estar a casar-se, o marido pode até ser de raça negra, alguns dos convidados podem até ser um pouco exóticos, Rachel até está grávida e tudo e, no entanto, é Kym que atrai todas as atenções.

Kym é um toxicodependente em reabilitação; há 9 meses que está limpa, mas a coisa não está segura. Aos 17 anos, levava o seu irmão mais novo no carro e, estando completamente pedrada, teve um acidente. O carro caiu a um lago e o irmão morreu afogado.

Kym nunca mais se recompí´s.

Jonathan Demme faz um filme em jeito de reportagem, com a câmara ao ombro – o que já se vai tornando cada vez mais comum e é quase como se fosse um vídeo doméstico do casamento de Rachel. Aliás, algumas cenas são mesmo tão chatas como um casamento a sério porque nos limitamos a ver os convidados a dançar ao som de várias músicas, sem que nada de especial aconteça.

E acaba no fim…

“Changeling”, de Clint Eastwood

changelingAo contrário de Woody Allen, Clint Eastwood está a ficar cada vez melhor com a idade.

Quem se lembra de Eastwood como realizador e actor de “Bronco Billy” (1980), para já não falar dos cromos que ele compí´s para os western spaguetti?

Há já alguns anos que Eastwood se tornou num dos realizadores mais “clássicos”, no sentido clássico do termo, passe a redundância.

Em “Changeling”, conta-se a história verídica de uma mãe solteira (Angelina Jolie) cujo filho, de cerca de 9 anos, foi raptado por um psicopata, posteriormente acusado e condenado í  morte pelo assassínio de diversas crianças.

A polícia de Los Angeles, que naqueles anos 30 do século passado, tinha fama de corrupta, incapaz de encontrar a criança, e estando sob o foco da comunicação social, arranja um outro rapaz e tenta convencer a mulher a aceitá-lo como sendo o seu filho. Como ela se recusa, interna-a num asilo psiquiátrico, considerando-a paranóica.

O filme, sempre num registo documental, contido, mostra-nos como os direitos das mulheres eram praticamente inexistentes naqueles tempos, mesmo numa sociedade aparentemente tão liberal como a norte-americana.

Vale a pena ver.

Manuela asfixiada

A D. Manuela inventou a “asfixia democrática”.

Segundo ela, no Continente, as pessoas têm medo de exprimir as suas opiniões porque podem colocar em risco os seus empregos. Pelo contrário, na Madeira, é o Paraíso democrático.

Ontem, até o Paulinho das feiras lhe chamou a atenção para o facto de um debate como o que estava a decorrer entre ambos, seria impossível na Madeira.

A D. Manuela acha que não. Que na Madeira é que se pratica a verdadeira democracia.

E porquê?

Porque, diz ela, Alberto João Jardim “é eleito há muitos anos, por voto secreto e com maiorias sempre crescentes”.

í“ D. Manuela – isso também o Saddam Hussein, que era sempre eleito por 99% dos eleitores, e o Nyyazov, que foi presidente do Turquemenistão entre 1991 e 2006, e ainda o Karimov, que é presidente do Uzbequistão desde 1991, e o Kadhaffi, que está no poder desde a Idade Média!

Todos com maiorias sempre crescentes!

E ai de quem não votar neles!

D. Manuela, a senhora está-me a descair – eu pensei que fosse uma política inteligente e digna e, afinal, a senhora é trapalhona, pouco séria nos argumentos e já deu provas, em anteriores legislaturas, quer como ministra da Educação, quer como ministra das Finanças, de ter muito pouca abertura democrática.

Portanto, se sente asfixiada, sugiro-lhe Ventilan – 1 a 2 inalações de 8/8 horas e consulte um pneumologista.

As melhoras…

As praças fortes do leste

Cidadelas medievais, dos séculos 12-13 ou fortalezas levantadas nos séculos 17-18, para proteger a fronteira das eventuais invasões castelhanas, e não só.

Começam lá em cima, junto ao Douro, com Castelo Melhor, e vêm por aí a baixo: Penedono, Castelo Rodrigo, Marialva, Trancoso, Almeida, Celorico da Beira, Linhares, Guarda, Castelo Mendo, Belmonte, Sortelha e Sabugal.

Visitei todos estes locais recentemente e disso vou dando notícia no meu novo blog de viagens Já Lá Estive.

“Slumdog Millionaire”, de Danny Boyle

slumdogAs férias também dão para isto: ver filmes em atraso.

“Slumdog Millionaire” ganhou 8 óscares, entre os quais, os óscares para melhor filme e para melhor realizador.

Parece-me correcto. Este é, de facto, o filme feito para ganhar óscares. Todos os anos há, pelo menos, um assim.

Como dizia o meu tio Zé, é “bonito e faz chorar – próprio para grávidas e pupilos do exército”.

E o filme de Boyle é, de facto, uma sucessão de clichés: desde os bairros de lata de Mombay aos estúdios televisivos da Índia, passando pela história das crianças ceguinhas valerem mais dinheiro como pedintes, do irmão envolvido na máfia dos construtores civis, de toda uma nação estar suspensa do resultado de um concurso televisivo, etc, etc.

Enfim, o esquema narrativo até tem alguma originalidade: explicar cada resposta certa do concurso, recorrendo í  história do rapaz.

Mas os clichés são tantos que dão a volta, isto é, temos que os aceitar como estrutura própria do filme e dizer que, ok, vê-se com agrado, em casa, em dvd, parando, de vez em quando, para um “refill” do whisky, com as pernas esticadas em cima do tamborete, porque estamos de férias. Mas, em verdade vos digo que, se o tivesse ido ver ao cinema, tinha ficado chateado pelo tempo perdido.

E não é que o rapaz, no fim, ganha o concurso e  fica com a miúda?…