A equipa de blogs do SAPO decidiu dar-me uma prenda e fez-me um design exclusivo para o meu blog de viagens.
Experimentem clicar em Já Lá Estive e digam lá se não está porreiro, pá!
Obrigado, Pedro Neves!
aqui desde 1999
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Obrigado, Pedro Neves!

Badlands não é só o título de um álbum de Bruce Springsteen.
Também é um Parque Nacional no South Dakota.
Pode confirmar em Já Lá Estive.
Pacheco Pereira é o protótipo do intelectual vazio da “inteligência” portuguesa.
Ressabidado, ficou muito zangado com a atribuição do Nobel da Paz a Obama.
Francamente! O tipo é preto, é democrata, é de “esquerda” (í moda americana) e dão-lhe assim, de mão beijada, um Nobel da Paz, quando há tanta gente com tanto trabalho feito em prol da Paz e do Progresso e que não consegue, sequer, ganhar as eleições, como a GRANDE MANUELA FERREIRA LEITE!!!
Diz o patético Pacheco: “o que é que fez Obama a favor da paz, ou melhor, da Paz com letra grande? Nada.”
Pacheco é ridículo. Um cada vez mais barrigudo comentador político que, há décadas, pontifica na rádio, nos jornais, na televisão e que ainda não forneceu uma única ideia boa, não fez um único trabalho positivo, não contribuiu com coisa nenhuma para o avanço do país, muito menos, do mundo – mas que tem sempre uma opinião sobre tudo e sobre todos e é ouvido, é escutado, é transcrito, é citado.
Pacheco, um ex-MRPP que apoia uma fulana como Ferreira Leite para o cargo de primeira-ministra, um tipo que se diz orgulhar de possuir uma vasta biblioteca, não percebe o gesto simbólico dos suecos ao premiarem Obama com o Nobel da Paz?
Então, Pacheco, afinal, é uma fraude porque, no fundo, é burro.
E, sinceramente, eu não acho que Pacheco seja burro – é apenas um tipo banal, que ganha a vida a dar palpites, que nunca produziu nada e que tem acesso aos órgãos de comunicação.
Vou gostar de te ver no Parlamento, pá!
Trucidado!
Reinaldo Serrano é aquele repórter da SIC com uma obesidade que o integra na lista de prioridades para ser vacinado contra o H1N1 e que possui, também, um bigode que já ninguém usa, a não ser ele.
Vejo-o de vez em quando, nos telejornais da Sic, sobretudo na altura das eleições.
Vi-o, há uns anos, a levar uns encontrões valentes, durante uma “arruada” qualquer. Quase submerso pelos manifestantes, agarrava o microfone como se fosse uma bóia de salvação e ia debitando informações, enquanto submergia.
Tenho reparado nele, de quando em vez e, nestas três campanhas eleitorais, com mais insistência.
Nas autárquicas, foi destacado para seguir a campanha do PS. Cada reportagem sua é um poema falhado – falhado porque quer parecer um poema, mas é apenas um texto cheio de lugares comuns e jogos de palavras. Como uma redacção de um daqueles putos bons a português, que ganham prémios no Liceu e cujos pais dizem: “o meu filho, quando crescer, há-de ser escritor”.
E, depois, não passam de repórteres da Sic…
Um exemplo: “O quarto poder é um quarto. Com vista sobre a cidade que já não o é; sobre as ruas que já o foram; sobre as casas que deixaram de o ser.”
Lindo, não é?…
O problema é que Serrano escreve este tipo de texto quer seja sobre a importância da comunicação social (o quarto poder), quer seja sobre uma arruada do PS no Cacém. O tom é sempre o mesmo…
Ontem, Reinaldo Serrano tentou perguntar a Mário Soares, o que é que ele achava do facto de Helena Roseta concorrer com António Costa.
O octogenário Soares começou por se espantar: “Você por aqui, outra vez? Não esteve comigo esta manhã? Ah, foi ontem, no Cacém!… Então, diga lá…”
E Reinaldo fez as perguntas.
E Soares mandou-o passear: “Você diga lá a quem o manda fazer essas perguntas que não me obriga a dizer o que você quer que eu diga!…”
Tudo com bonomia, tudo muito civilizado.
E Serrano, igualmente bochechas, sorrindo também, encaixou e foi entrevistar Almeida Santos.
Ganda Serrano!
Quanto ao Pelicano – é o operador de imagem. Não tem culpa nenhuma disto. Apenas aparece no título deste texto do mesmo modo como Serrano escreve os textos – por associação: Serrano & Pelicano…
The Wire é uma das melhores séries de televisão de sempre. Parágrafo.
Por razões maiores e por pormenores.
Pormenores:
1. O tema musical da série é a canção de Tom Waits, “Way Down in the Hole“, e só por isso já merecia aplausos. Mas fizeram mais: na primeira série, escutamos o próprio Waits a interpretar o tema e nas restantes 4 séries há outras tantas versões do mesmo.
2. A série não tem um herói, mas uma panóplia de pequenos anti-heróis; no fundo, é Baltimore, a cidade, a heroína da série.
3. Omar, o bandido negro, outsider, o personagem que mais se aproxima de um herói, não só é gay como acaba por ser assassinado por um puto enfezado de 10 ou 11 anos.
4. Cada série debruça-se sobre um sector da cidade: os bairros sociais, o porto de Baltimore, as escolas, o jornal Baltimore Sun, a Câmara Municipal.
E as grandes razões:
A série é óptima. O apartheid envergonhado que, de facto, existe nos EUA, a inevitabilidade da corrupção na política, o papel dos advogados como coadjuvantes dos criminosos, a importância de se ser “the king of the streets”, a gente respeitável que não se importa de viver í conta do tráfico, a violência gratuita, os jornalistas oportunistas, o ensino caótico, etc, etc.
David Simon, ex-jornalista do Baltimore Sun foi o criador da série e, juntamente com Ed Burns, ex-polícia, é o responsável pela maior parte da notável escrita da série, que não fica nada a dever aos Sopranos, por exemplo.
Fiquei sem vontade nenhuma de conhecer Baltimore…
“CS – Maria! Escrevi um discurso muito bonito para ler no 5 de Outubro. É sobre e-mails, spam e hackers…
MCS – Tu livra-te, Aníbal! Não dizes nem mais uma palavra sobre essas coisas! Isso são coisas do Demo! Vais mas é ficar caladinho!
CS – Mas Maria… é o 99º aniversário da implantação da República! Se eu não falo, o rei vai dizer que o Presidente vai nu!…
MCS – Eu quero lá saber o que D. Duarte diz ou deixa de dizer! Está decidido: não discursas! E agora vem tomar o Sargenor, que está na hora…”
Nota: excerto das escutas da Presidência da República. Conversa captada no dia 2 de Outubro, pelas 14h 13 minutos. O microfone está por baixo daquela terrina da Companhia das Índias, que está no aparador da cozinha.
Agradecemos a colaboração do Agrupamento de Escutas de Vila Velha de Vintém.
Meryl Streep interpreta o papel de freira chefe, mázona, na Saint Nicholas Church School e foi nomeada pela enésima vez para o óscar de melhor actriz.
Philip Seymour Hoffman é o padre Flynn e foi nomeado para o óscar de melhor actor.
Amy Adams é a freira boazinha, professora de História e Viola Davis é mãe do único aluno de raça negra – ambas foram nomeadas para o óscar de melhor actriz secundária.
Shanley adaptou para o cinema a peça de teatro que ele próprio escreveu e levou í cena em 2004 e foi nomeado para o óscar de melhor argumento adaptado.
E apesar destas 5 nomeações, não posso dizer que o filme me tenha tocado.
Será que o padre Flynn é pedófilo, sentou o miúdo negro no colo e o acariciou, enquanto lhe lia a Bíblia?
Who cares?
Claro que a Streep é boa actriz, claro que o Hoffman é capaz de ser bom atrás, mas não chega para prender a minha atenção.

