Já repararam como os portugueses andam mais alegres í segunda-feira?
Quem disse que a malta não gosta de segundas-feiras?!
8-1 ao Setúbal.
4-0 ao Belenenses.
Vivam as segundas-feiras!
aqui desde 1999
Já repararam como os portugueses andam mais alegres í segunda-feira?
Quem disse que a malta não gosta de segundas-feiras?!
8-1 ao Setúbal.
4-0 ao Belenenses.
Vivam as segundas-feiras!
Sabem o que é o cu da Guarda?
Se quiserem saber o que é e onde fica o cu da Guarda, cliquem em Já Lá Estive.
Um grande dramalhão, adaptação de um romance de Richard Yates que foi finalista do National Book Award, em 1962.
Realizado por Sam Mendes e protagonizado por Kate Winslet e Leonardo DiCaprio, conta-nos a história de um casal que vê os seus sonhos de uma vida fantástica se esfumarem na vidinha de todos os dias.
A acção decorre nos anos 50 e o casal Frank e April Wheeler parecem formar o casal perfeito: ele, empregado de escritório, numa firma conceituada, ela, uma dedicada dona de casa e mãe de dois filhos.
No entanto, April não está satisfeita com a rotina do dia-a-dia e acha que Frank pode e deve aspirar a voos mais altos.
De súbito, decidem largar tudo e ir viver para Paris. Mas uma promoção inesperada, na firma de Frank e a gravidez ainda mais inesperada de April, desencadeiam a tragédia final.
Por vezes um pouco dramático de mais, dá a sensação que a adaptação cinematográfica deixa algumas coisas importantes de fora.
A realização não tem surpresas e os actores são bons (já se sabia…)
Partindo do princípio que a Rachel (Rosemarie DeWitt) nos convidou para o seu casamento, é muito indelicado, da parte da sua irmã Kym (Anne Hataway), querer ser sempre o centro das atenções.
Mas é isso que acontece: Rachel pode estar a casar-se, o marido pode até ser de raça negra, alguns dos convidados podem até ser um pouco exóticos, Rachel até está grávida e tudo e, no entanto, é Kym que atrai todas as atenções.
Kym é um toxicodependente em reabilitação; há 9 meses que está limpa, mas a coisa não está segura. Aos 17 anos, levava o seu irmão mais novo no carro e, estando completamente pedrada, teve um acidente. O carro caiu a um lago e o irmão morreu afogado.
Kym nunca mais se recompí´s.
Jonathan Demme faz um filme em jeito de reportagem, com a câmara ao ombro – o que já se vai tornando cada vez mais comum e é quase como se fosse um vídeo doméstico do casamento de Rachel. Aliás, algumas cenas são mesmo tão chatas como um casamento a sério porque nos limitamos a ver os convidados a dançar ao som de várias músicas, sem que nada de especial aconteça.
E acaba no fim…
Ao contrário de Woody Allen, Clint Eastwood está a ficar cada vez melhor com a idade.
Quem se lembra de Eastwood como realizador e actor de “Bronco Billy” (1980), para já não falar dos cromos que ele compí´s para os western spaguetti?
Há já alguns anos que Eastwood se tornou num dos realizadores mais “clássicos”, no sentido clássico do termo, passe a redundância.
Em “Changeling”, conta-se a história verídica de uma mãe solteira (Angelina Jolie) cujo filho, de cerca de 9 anos, foi raptado por um psicopata, posteriormente acusado e condenado í morte pelo assassínio de diversas crianças.
A polícia de Los Angeles, que naqueles anos 30 do século passado, tinha fama de corrupta, incapaz de encontrar a criança, e estando sob o foco da comunicação social, arranja um outro rapaz e tenta convencer a mulher a aceitá-lo como sendo o seu filho. Como ela se recusa, interna-a num asilo psiquiátrico, considerando-a paranóica.
O filme, sempre num registo documental, contido, mostra-nos como os direitos das mulheres eram praticamente inexistentes naqueles tempos, mesmo numa sociedade aparentemente tão liberal como a norte-americana.
Vale a pena ver.
A D. Manuela inventou a “asfixia democrática”.
Segundo ela, no Continente, as pessoas têm medo de exprimir as suas opiniões porque podem colocar em risco os seus empregos. Pelo contrário, na Madeira, é o Paraíso democrático.
Ontem, até o Paulinho das feiras lhe chamou a atenção para o facto de um debate como o que estava a decorrer entre ambos, seria impossível na Madeira.
A D. Manuela acha que não. Que na Madeira é que se pratica a verdadeira democracia.
E porquê?
Porque, diz ela, Alberto João Jardim “é eleito há muitos anos, por voto secreto e com maiorias sempre crescentes”.
í“ D. Manuela – isso também o Saddam Hussein, que era sempre eleito por 99% dos eleitores, e o Nyyazov, que foi presidente do Turquemenistão entre 1991 e 2006, e ainda o Karimov, que é presidente do Uzbequistão desde 1991, e o Kadhaffi, que está no poder desde a Idade Média!
Todos com maiorias sempre crescentes!
E ai de quem não votar neles!
D. Manuela, a senhora está-me a descair – eu pensei que fosse uma política inteligente e digna e, afinal, a senhora é trapalhona, pouco séria nos argumentos e já deu provas, em anteriores legislaturas, quer como ministra da Educação, quer como ministra das Finanças, de ter muito pouca abertura democrática.
Portanto, se sente asfixiada, sugiro-lhe Ventilan – 1 a 2 inalações de 8/8 horas e consulte um pneumologista.
As melhoras…
Cidadelas medievais, dos séculos 12-13 ou fortalezas levantadas nos séculos 17-18, para proteger a fronteira das eventuais invasões castelhanas, e não só.
Começam lá em cima, junto ao Douro, com Castelo Melhor, e vêm por aí a baixo: Penedono, Castelo Rodrigo, Marialva, Trancoso, Almeida, Celorico da Beira, Linhares, Guarda, Castelo Mendo, Belmonte, Sortelha e Sabugal.
Visitei todos estes locais recentemente e disso vou dando notícia no meu novo blog de viagens Já Lá Estive.
As férias também dão para isto: ver filmes em atraso.
“Slumdog Millionaire” ganhou 8 óscares, entre os quais, os óscares para melhor filme e para melhor realizador.
Parece-me correcto. Este é, de facto, o filme feito para ganhar óscares. Todos os anos há, pelo menos, um assim.
Como dizia o meu tio Zé, é “bonito e faz chorar – próprio para grávidas e pupilos do exército”.
E o filme de Boyle é, de facto, uma sucessão de clichés: desde os bairros de lata de Mombay aos estúdios televisivos da Índia, passando pela história das crianças ceguinhas valerem mais dinheiro como pedintes, do irmão envolvido na máfia dos construtores civis, de toda uma nação estar suspensa do resultado de um concurso televisivo, etc, etc.
Enfim, o esquema narrativo até tem alguma originalidade: explicar cada resposta certa do concurso, recorrendo í história do rapaz.
Mas os clichés são tantos que dão a volta, isto é, temos que os aceitar como estrutura própria do filme e dizer que, ok, vê-se com agrado, em casa, em dvd, parando, de vez em quando, para um “refill” do whisky, com as pernas esticadas em cima do tamborete, porque estamos de férias. Mas, em verdade vos digo que, se o tivesse ido ver ao cinema, tinha ficado chateado pelo tempo perdido.
E não é que o rapaz, no fim, ganha o concurso e fica com a miúda?…
Por que razão teima Woody Allen em fazer um filme todos os anos?
Porque pode.
Allen está velho e chato, repetindo-se, de filme para filme, não tendo nada de novo para mostrar, penso eu.
O último filme de Woody Allen que valeu a pena ver foi “Match Point” (2005) e a sua carreira faz lembrar, de certo modo, a curva de Gauss: vai crescendo, até atingir o seu climax, com “Annie Hall”, “Manhattan” e “Hannah and Her Sisters” e, depois, começa a descer, suavemente, até este “Vicky Cristina Barcelona”, que não é só mau no título…
Trata-se de mais uma história de encontros e desencontros amorosos, desta vez com o “picante” de uma “ménage í trois”, envolvendo dois espanhóis (Javier Bardem e Penélope Cruz).
Mais uma vez, tudo se passa no seio da classe média alta. A menina Vicky (Patricia Clarkson) está a fazer um doutoramento em “Identidade Catalã”. íƒh?! E vai passar um verão em Barcelona, levando a sua amiga Cristina (Scarlet Johansson), que não faz nada na vida. Ambas conhecem um pintor (Javier Bardem), que, amargurado por ter terminado uma relação conflituosa com a sua mulher (Penélope Cruz), convida ambas as americanas para a sua cama.
Depois, há por ali umas cenas que Almodovar não desdenharia e tudo acaba como começou, isto é, sem que nada de importante tenha, de facto, acontecido.
Um bocejo de um realizador cada vez mais de pantufas calçadas…
Estive uns dias de férias, passeando pela Beira interior e só agora arranjei tempo para actualizar o Coiso – e não podia deixar passar em branco mais uma grande tirada de Alberto “Fuck Them” Jardim que, pelos vistos, foi mais ou menos ignorada pela comunicação social.
Para quem estava desatento, recordo que a D. Manuela foi í Madeira, confraternizar com o Jardim que, em período eleitoral é sempre o maior do mundo, porque levou a Madeira aos píncaros do progresso e tal e coisa.
Claro que nunca é referido o facto de o Governo da Madeira ter um deficit astronómico, de tudo ser feito í custa da massa que vai do Continente, de ser difícil fazer parte da Oposição porque o Jardim e apaniguados dominam, numa espécie de ditadura democrática, que todos sabem existir, embora façam de conta que não. E, para cúmulo, o Jardim é capaz de insultar tudo e todos, e ninguém faz nada porque é o “estilo” da criatura.
Pois então, a D. Manuela foi í Madeira e fez-se transportar num carro do Estado. Ora se a D. Manuela ainda não é primeira-ministra (e esperemos que nunca o venha a ser), o que fazia ela num carro do Estado?
Os jornalistas foram perguntar ao Jardim e ele respondeu: “Fuck them!”
O Jardim disse, em relação aos jornalistas, “Que se fodam!”
D. Manuela Ferreira Leite: a senhora, que tem ar de ser uma pessoa polida e bem educada, é capaz, por exemplo, de mandar alguém levar no cu?
Dr. Aguiar Branco, o senhor, que tem uma pose de Estado, já alguma vez mandou alguém pró caralho?
Dr. Pacheco Pereira, o senhor que é tão entendido em tudo e, sobretudo, mesmo em tudo, tem por hábito dizer merda, porra, cagalhão?
Não acredito que o digam, que o façam, que sequer o pensem!
Como podem então permitir que um dos vossos mais destacados líderes, um homem que, na vossa opinião, representa um modelo de governo social-democrata, diga publicamente “Que se fodam!”?
Em qualquer país democrata e civilizado, tal dirigente político seria imediatamente afastado, ostracizado, expulso do partido.
Mas, D. Manuela, a senhora mesmo o diz: o PSD é um Partido da Verdade.
Por isso, que se foda!…