Paulo Bento demitiu-se!
Coisas da Vida
Sucatas e ofícios correlativos
A sucata sempre foi um negócio sujo.
Godinho, o empresário de Ovar que se revelou uma espécie de Soprano í portuguesa, introduziu algum humor no negócio da recolha de lixo, chamando í empresa O2.
No entanto, em vez de oxigénio, Godinho oferecia Mercedes topo de gama.
E os gestores públicos ajudavam-no a gamar nos concursos públicos.
E agora, os arguidos mantêm-se calados que nem Penedos (que são dois, pai e filho – daí, o plural).
Mas isto cheira-me a história mal contada.
Então não é que um dos arguidos se chama Chocolate Contradanças?
Alguém acredita que exista uma pessoa com um nome destes?
Faz lembrar o famoso militante do CDS, Jacinto Leite Capelo Rego, envolvido no negócio dos submarinos.
This is not good – it’s Godinho…
O Benfica e a Gripe A
Centro de Saúde.
Movimento de consultas de urgência, das 16 í s 20 horas, esta semana:
Segunda-feira, dia 2 – 77 doentes;
Terça-feira, dia 3 – 68 doentes;
Quarta-feira, dia 4 – 70 doentes;
Quinta-feira, dia 5, dia em que o Benfica deu 2 secos ao Everton, em Liverpool – 43 doentes.
É assim que o Glorioso combate a pandemia do H1N1!
Armando Vara e a Língua Portuguesa
Duas contribuições importantes para o enriquecimento da Língua Portuguesa, dadas por Armando Vara.
Primeira:
Assim como se diz, quando alguém faz muito barulho por nada, que está “armando barraca”, a partir de agora, sempre que se fizer negócios sujos com sucateiros, passa a dizer-se que se está “armando vara”.
Segunda:
Se um grupo de camelos é uma “cáfila” e um grupo de lobos continua a ser uma “alcateia”, a partir de agora, um grupo de arguidos passa a ser uma “vara”.
Duas notícias estranhas
No Público de ontem, duas notícias estranhas:
Primeira – “Guiné-Bissau – Governo foi remodelado”.
A Guiné-Bissau tinha governo?!…
Segunda: “Somália – Homem de 112 anos casa com noiva de 17”.
Sabendo que a esperança média de vida, na Somália, é de 52 anos, basta ter-se 60 anos e dizer que se tem 112 – os outros sabem lá!
As goleadas do Benfica explicadas í s criancinhas e segundo o Catecismo
Quando Jesus está zangado, mal vai o reino dos céus!
Há quem diga que ele arrasta móveis, atira com cadeiras, parte mesas e armários e assim desencadeia trovoadas.
Mas não é verdade!
As trovoadas são um fenómeno atmosférico e Jesus não tem nada a ver com isso.
Quando Jesus está zangado, o que ele faz é lançar sobre os que não seguem a sua Palavra, os anjos demolidores: Cardozo, Di Maria, Saviola, Aimar, Ramires, Coentrão e até um, já velhote, do tempo do Antigo Testamento, chamado Nuno Gomes.
No outro dia, só porque um filho do Demo, que veio da Madeira, o criticou por mastigar pastilha elástica com a boca aberta, Jesus afinfou-lhe com 6 pragas.
E já atirou com 8 sobre o Setúbal, 4 sobre o Belenenses, 5 sobre o Leixões e outros 5 sobre o Everton, que nem sequer é desta religião.
Jesus é implacável.
É por isso que todos nos temos que portar muito bem, incluindo o Braga, já no próximo sábado, senão, já sabe, arrisca-se a levar com mais meia-dúzia de pragas.
Novo Governo – dicas para os jornalistas
O novo governo, que amanhã toma posse, permitirá aos jornalistas engraçadinhos, inúmeros trocadilhos fáceis e títulos giríssimos.
Aliás, alguns já iniciaram o uso desses trocadilhos com a ministra da Educação, Isabel Alçada que, como também é escritora, e autora da colecção infanto-juvenil “Uma Aventura…”, uma espécie de “aventuras dos Cinco” í portuguesa, permite coisas brilhantes como “Uma aventura no Ministério da Educação”, ou ainda “será que a nova ministra tem argumentos?”; ou também: “os professores sob a Alçada de Isabel”.
Mas há muito mais.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado tem, no seu apelido, uma forma do verbo “amar”, que pode ser glosado de muitas maneiras (o ministro bem ou mal amado, etc).
A nova ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, para além de ter um apelido que permite diversos trocadilhos e muitas rimas, é pianista – facto que pode ser usado para perguntas tolas, como: será que a ministra é solista ou saberá tocar em concerto? vai tocar sempre na mesma tecla? preferirá as teclas brancas e não excluirá as pretas?
O ministro da Ciência e do Ensino Superior, é Gago – mas com os gagos não se br…br…brinca…
O facto da nova ministra do Trabalho, Helena André, ser sindicalista, dá pano para mangas: traidora da classe operária, aliada do patronato ou, pelo contrário, uma infiltrada dos trabalhadores no governo burguês.
O ministro da Agricultura e Pescas chama-se António Serrano. Serrano? E a malta que vive nas planícies e no litoral? Um serrano percebe alguma coisa de pescas?
Para o Ambiente, Sócrates escolheu Dulce Pássaro. Doce pássaro? E os mamíferos, o lince da Malcata, por exemplo? Não ficarão prejudicados por esta preferência pelas aves? Dulce voa alto? Bate as asas e desaparece no horizonte?
Assim como os jornais desportivos não se cansam de insistir no milagre da Luz, desde que Jesus desceu no Benfica, preparem-se para os títulos inteligentes com os nomes dos ministros deste governo.
Obrigado, Jesus!
Cinco a zero ao Everton?
Se Jesus Cristo fosse como o Jesus do Benfica, até o Saramago se convertia ao catolicismo!
Pacheco Pereira. Quem é? Ninguém!
Pacheco Pereira é o protótipo do intelectual vazio da “inteligência” portuguesa.
Ressabidado, ficou muito zangado com a atribuição do Nobel da Paz a Obama.
Francamente! O tipo é preto, é democrata, é de “esquerda” (í moda americana) e dão-lhe assim, de mão beijada, um Nobel da Paz, quando há tanta gente com tanto trabalho feito em prol da Paz e do Progresso e que não consegue, sequer, ganhar as eleições, como a GRANDE MANUELA FERREIRA LEITE!!!
Diz o patético Pacheco: “o que é que fez Obama a favor da paz, ou melhor, da Paz com letra grande? Nada.”
Pacheco é ridículo. Um cada vez mais barrigudo comentador político que, há décadas, pontifica na rádio, nos jornais, na televisão e que ainda não forneceu uma única ideia boa, não fez um único trabalho positivo, não contribuiu com coisa nenhuma para o avanço do país, muito menos, do mundo – mas que tem sempre uma opinião sobre tudo e sobre todos e é ouvido, é escutado, é transcrito, é citado.
Pacheco, um ex-MRPP que apoia uma fulana como Ferreira Leite para o cargo de primeira-ministra, um tipo que se diz orgulhar de possuir uma vasta biblioteca, não percebe o gesto simbólico dos suecos ao premiarem Obama com o Nobel da Paz?
Então, Pacheco, afinal, é uma fraude porque, no fundo, é burro.
E, sinceramente, eu não acho que Pacheco seja burro – é apenas um tipo banal, que ganha a vida a dar palpites, que nunca produziu nada e que tem acesso aos órgãos de comunicação.
Vou gostar de te ver no Parlamento, pá!
Trucidado!
Serrano & Pelicano
Reinaldo Serrano é aquele repórter da SIC com uma obesidade que o integra na lista de prioridades para ser vacinado contra o H1N1 e que possui, também, um bigode que já ninguém usa, a não ser ele.
Vejo-o de vez em quando, nos telejornais da Sic, sobretudo na altura das eleições.
Vi-o, há uns anos, a levar uns encontrões valentes, durante uma “arruada” qualquer. Quase submerso pelos manifestantes, agarrava o microfone como se fosse uma bóia de salvação e ia debitando informações, enquanto submergia.
Tenho reparado nele, de quando em vez e, nestas três campanhas eleitorais, com mais insistência.
Nas autárquicas, foi destacado para seguir a campanha do PS. Cada reportagem sua é um poema falhado – falhado porque quer parecer um poema, mas é apenas um texto cheio de lugares comuns e jogos de palavras. Como uma redacção de um daqueles putos bons a português, que ganham prémios no Liceu e cujos pais dizem: “o meu filho, quando crescer, há-de ser escritor”.
E, depois, não passam de repórteres da Sic…
Um exemplo: “O quarto poder é um quarto. Com vista sobre a cidade que já não o é; sobre as ruas que já o foram; sobre as casas que deixaram de o ser.”
Lindo, não é?…
O problema é que Serrano escreve este tipo de texto quer seja sobre a importância da comunicação social (o quarto poder), quer seja sobre uma arruada do PS no Cacém. O tom é sempre o mesmo…
Ontem, Reinaldo Serrano tentou perguntar a Mário Soares, o que é que ele achava do facto de Helena Roseta concorrer com António Costa.
O octogenário Soares começou por se espantar: “Você por aqui, outra vez? Não esteve comigo esta manhã? Ah, foi ontem, no Cacém!… Então, diga lá…”
E Reinaldo fez as perguntas.
E Soares mandou-o passear: “Você diga lá a quem o manda fazer essas perguntas que não me obriga a dizer o que você quer que eu diga!…”
Tudo com bonomia, tudo muito civilizado.
E Serrano, igualmente bochechas, sorrindo também, encaixou e foi entrevistar Almeida Santos.
Ganda Serrano!
Quanto ao Pelicano – é o operador de imagem. Não tem culpa nenhuma disto. Apenas aparece no título deste texto do mesmo modo como Serrano escreve os textos – por associação: Serrano & Pelicano…