Nomes artísticos, precisam-se

Allen Stewart Konigsberg pensou que o seu nome era uma lástima e, para vingar no mundo do show-bizz, decidiu chamar-se a si próprio, Woody Allen.

O mesmo pensou Issour Daniilovitch Demski. E passou a chamar-se Kirk Douglas.

Quanto a Reginald Kenneth Dwight, todos o conhecem como Elton John.

Até Robert Zimmerman decidiu que seria melhor chamar-se Bob Dylan.

Há nomes que não pegam. Na música, no cinema – até na política.

Por isso, aconselho vivamente os seguintes políticos a adoptarem um pseudónimo rapidamente:

Abel Chivukuvuku, político angolano e Gurbanguli Berdimukhamedov, candidato í  presidência do Turquemenistão.

Mais: ao Sr. Berdimukhamedov aconselho que, depois de eleito, mude também o nome do seu país!

Bom Natal!

O que eu gosto mesmo no Natal é das prendas. Das listas de prendas, das compras, dos embrulhos e da Grande Troca de Prendas.

Nos idos anos 70, do século passado, o dia em que se realizava a Grande Troca de Prendas, era sorteado e nunca calhou no dia 24 de Dezembro.

Mas depois – why bother? – por que não fazer coincidir a Grande Troca de Prendas com o dia de Natal?

Claro que coincide com o dia em que se festeja o nascimento de Jesus – mas, em que dia é que nasceu Jesus?

Convenções, portanto.

Portanto, convencionou-se que, nesse dia, a família se reunia, comia í  fartazana, contava umas piadas, dava grandes abraços e beijos, sentia-se feliz por estarmos todos vivos e, durante toda a tarde, trocava presentes entre si.

Este ano, seremos 15.

Espero que, para o ano, sejamos, pelo menos, 16!

Bom Natal para todos!

Títulos de jornais

No início da década de 70 do século passado, o diário A Capital, tornou-se conhecido pelos seus títulos de primeira página. Em letras garrafais, a ocuparem quase toda a página, era frequente A Capital titular, por exemplo: “RíPIDO MATA SETE”. Descodificando, o que o jornal queria dizer era que o comboio chamado rápido (que era aquele que só parava em algumas estações), teria sofrido um acidente, do qual resultara a morte de sete pessoas.

A tradição de títulos explosivos manteve-se, embora, mais tarde, A Capital tenha desistido de os usar. Mas teve seguidores, como o Correio da Manhã, o Tal e Qual, o 24 Horas. É o estilo dos tablóides.

Mas esse estilo acabou por passar para alguns jornais de referência, embora suavizado.

Vejamos este título do Público de quinta-feira passada: «Menino Jesus “raptado” pela segunda vez em Faro». Reparem que o jornalista colocou as aspas em “raptado”, e não em “Menino Jesus”. Com isto, quis ele dizer que a entidade “Menino Jesus”, que é algo que não há a certeza de que alguma vez tenha existido, não foi raptado, de facto. Ninguém pode raptar o Menino Jesus, na medida em que ele está no Céu, sentado í  direita de Deus Pai – e já não é menino nenhum: tem, no mínimo, 33 anos.

Afinal, o que aconteceu? Claro que foi a figura do menino Jesus, de um presépio, que foi fanada por alguém, em Faro, pela segunda vez. O título da notícia poderia ser, então: “Roubada figura de um presépio em Faro” – mas o jornalista não resistiu a fazer uma piadinha com o título. Provavelmente, o que poderia ter feito era nem sequer escrever a notícia…

Outro exemplo: «Deco tem simulador de tarifas eléctricas». E o leitor pergunta-se: para que raio é que o jogador do Barcelona quererá um simulador de tarifas eléctricas? Todos os títulos relacionados com a DECO provocam este tipo de confusões. Se o jornalista colocasse DECO em letras capitais, a confusão já não existiria.

Mais um exemplo: «Protesto de sem-abrigo parou Ponte 25 de Abril». O protesto terá parado a ponte ou o trânsito na ponte? Talvez seja só um pormenor, mas…

E já que estava a embirrar com títulos, aqui vão mais uns quantos, todos do mesmo jornal:

«Bush admitiu pela primeira vez que não está a ganhar a guerra» – mas vale tarde do que nunca.

«Governo fecha mais 900 escolas em 2007» – mas afinal, quantos milhares de escolas é que há neste país de analfabetos?

«Estrangeiros obesos deixam de poder adoptar crianças na China» – e se forem obesos homossexuais?

«22 mil funcionários públicos passaram í  reforma até final de Novembro» – onde é que eles estavam a trabalhar, que ninguém ainda deu pela sua falta?

«José Veiga vai processar o Estado português» – isto resolve-se com um almoço com Madaíl?

«Esperança média de vida ultrapassou os 80 anos no Canadá» – atenção: se tens 79 anos, emigra para o Canadá já!

«Operação “Natal em segurança” com menos mortos que em 2005» – os portugueses resolverão este deficit nas próximas horas.

O Rui Lemos morreu

Soube, há alguns dias, que o Rui Lemos, um dos fundadores do semanário “O Coiso”, morreu há uns meses.

Já não via o Rui há alguns anos e a notícia foi um choque.

Fomos companheiros de escrita durante vários anos, no República, antes do 25 de Abril e, depois, no Pé de Cabra, no Coiso e em alguns programas de rádio e TV.

Passámos momentos muito divertidos das nossas vidas, com o Mário-Henrique Leiria, o José António Pinheiro, o Carlos Barradas e o ílvaro Belo Marques, naquele curto e glorioso período, entre 1973 e 1975.

O Rui tinha um humor amargo e desdenhava a mediocridade desta Pátria de poetas e patetas.

Aqui fica um texto do Rui, publicado no semanário Pé de Cabra, em 29 de Novembro de 1974 e que é bem ilustrativo do que ele pensava do Portugal bafiento do “antes do 25”. O pior é que muito do que eles escreveu então, continua bem actual!

Um abraço para o Rui.

Lusolândia – síntese reminisciativa

Génese

Os Lusíadas, nascidos entre 28 de Maio de 1926 e 25 de Abril de 1974, eram lindos. (Eu sou lindo). Quando nasciam, as opiniões eram unânimes: «mas que lindo bebé!». E, se era menino, era igualzinho ao papá. Marialvismo? Aval da seriedade da senhora sua mãe? Inextricáveis meandros da língua portuguesa? Sigamos. Os historiadores que deslindem a questão.

Geografia

Pois então, a escola ensinava-nos que nascéramos num país cheio de tradição, que se chamava Pátria. A Pátria era casada com o Senhor Governo, e tinham uma criança chamada Nação. Viviam então num país chamado Estado, que tinha filiais em vários continentes. Dizia-se, então, que Portugal havia dado novos mundos ao mundo. Era porreiro ser português. Mas – era preciso merecê-lo! E como, como se merecia tão inesperada honra?

História

Para ser português, não bastava ter nascido na Pátria. Que os portugueses tinham uma segunda nacionalidade – eram patriotas (não confundir com cipriotas). E os portugueses eram ainda mais patriotas se fossem portugueses e tivessem uma grande peitaça. Eram peitotas e patriotas. Os portugueses eram portugueses até ao quinto dos liceus, altura em que passavam a lusíadas. Havia ainda os pretiotas, que viviam numa coisa chamada ultramar. Vários historiadores reclamam outra versão, que dividia lógica e etariamente os portugueses em lusitos, vanguardistas, cadetes e legionários, consoante usassem calções, calças í  golfe, botas de montar ou ladrilho.

Economia

Era excelente. Era cá uma economia… De alimento, de palavra, de tudo. E estava indissoluvelmente ligada ao patriotismo e í  precocidade. Uma criança de mama, após ingurgitar os primeiros golinhos de leite materno, tinha observações do género desta: «o leite português é o melhor, o mais puro!» Depois, mais uma mamada e outra asserção: «a teta portuguesa é a maior, a mais úbere, a mais tenra!»

Se, inversamente, a criança cuspia, é porque começava a manifestar, de pequenino, tendência para a independência. E era assim que se tornava duro, castigador e castiço.

Arte

Nessa época havia várias manifestações artísticas. Em cada sala de aula, o professor era enquadrado pelas fotografias de dois gajos muito graves, que eram um tal Salazar e outro que nem sei se tinha nome, ou que acabava em mona. Tanto faz. Era essa uma das manifestações artísticas. Outra, era um S que havia no cinto que os meninos eram obrigados a comprar voluntariamente.

No campo da música, existia uma notável composição chamada «Já vamos», que devia ter sido o hino dos guardas-nocturnos. Ou era «Lá vamos»? Era qualquer coisa do género. Só sei que tinha que ser cantada com o braço estendido, como quem vê se chove.

Clima

Era tépido e ideal. Privilegiado. O clima nacional era o melhor do mundo. Fresco no verão, morno no inverno. Era cá um tempo! E não eram pobrezinhos, aqueles que andavam sem roupa, não senhores. Era do clima. Andavam í  fresca. Só.

Política

Era notável. Sã. Cheia de princípios. Exercida por verdadeiros patriotas.

Desempregados? Não senhor – turismo interno.

Famintos? Torpe insinuação. Elegantes, é que eram. Da alimentação racional.

Todos muito unidos, muito amigos, muito graves, muito solenes, muito clementes. E as esposas, tão benfeitoras! Até fazia um nó na garganta, vê-las, no Natal, a visitar os bairros de lata, em risco de sujarem os sapatinhos de cetim e os casacos de pele, só para reconfortarem os desamparados da fortuna!

Estava tudo certo: os maridos faziam os pobres, para que as esposas se ocupassem a dar-lhes bolos-reis e broas. Muito racional.

í€ parte isso, havia um partido político que congregava os 8 milhões de sobreviventes (perdão, de habitantes) do continente (ou metrópole). Era a União Nacional.

Agricultura

A mais abundante. Couves, azeitonas, bolota, cortiças, alfaces, tudo, mas tudo, se dava nesta bendita e santa terrinha. E tudo saudável!

Batatas também havia algumas, e vinho, era em cataratas. Les portugais son toujours gais.

Portugal também produzia um subproduto degenerado, chamado «exilados». Mas estavam condenados í  extinção e o glorioso futuro da Pátria se encarregaria de provar que eram uns trasfegas, um rebotalho sem significado.

Folclore

Havia o futebol, Fátima, as toiradas e o fado.

E quem não fosse do Benfica, era do Sporting e vice-versa. E quem não fosse católico, era ateu.

E quem não gostasse do Diamantino Viseu, gostava do Manuel dos Santos. E quem não fosse pela Amália, era pela Hermínia.

E ainda havia quem dissesse que não havia pluralismo…

Língua

A mais pura, a única que conservou as autênticas raízes latinas.

A mais indicada para cantar o fado.

Inspiradora de autênticas obras de filigrana oratória, tendo por cenário esse magnífico anfiteatro do espírito nacional – a Assembleia.

Exemplo de pequenas pedras preciosas:

«…os valores imparáveis da pátria lusitana…»

«…os inequívocos sacrifícios patrióticos do nosso querido Presidente…»

«…a inalienabilidade do solo pátrio…»

«… a indissolubilidade da identidade e comunhão de sentimentos…»

Literatura

Exemplos da ínclita literatura lusíada: «Oh glória de mandar, oh vã cobiça! Alça a perna e coça a pica!»

Ou: «oh tu que tens do humano o gesto e o peito, vira o cu para lá e põe-te a jeito!»

E ainda. «as aguardentes e os vinhos gaseificados/ que da taberna sórdida ou bela garrafeira/ por goelas e goelas de esfaimados/ passaram inda além da borracheira»

E exemplos não faltam. Faltou foi gente para os seguir.

Vão-se catar!

Há já alguns dias que estava com vontade de escrever umas coisas sobre a actualidade política portuguesa, a saber:

a) sobre o Orçamento Geral do Estado, que foi aprovado só pelos deputados do PS, com críticas de toda a Oposição. Neste caso, toda a Oposição parece ter estado í  esquerda do PS, incluindo o CDS e o PSD. Notável!

b) sobre a Lei das Finanças Locais e Regionais, que fez com que o Jardim ameaçasse o Governo central, insultasse o primeiro-ministro e o das Finanças e sugerisse que ia provocar eleições antecipadas na Madeira. O Alberto João pode dizer o que lhe apetece, que nada lhe acontece. Um bom exemplo para a democracia. Nunca me preocupei com “o povo da Madeira”. E cada vez menos… tem o que merece…

 c) sobre o caso dos terrenos de Marvila, por onde vai passar o TGV, que foram licenciados pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, sabendo, antecipadamente, que o comboio ia passar por ali. Agora, o Estado vai ter que pagar uma indemnização aos promotores imobiliários que, assim, vão ficar com os bolsos cheios, sem terem mexido uma palha. Ao Carmona, nada lhe acontece – a menos que seja nomeado administrador da empresa imobiliária, quando for apeado da Câmara.

d) sobre as manifestações dos estudantes do secundário, contra as aulas de instersubstituição, onde jogam dominó e cortam as unhas. Os professores rejubilam e não se importam com o facto de esta atitude dos alunos só demonstrar a incapacidade dos professores. Não são capazes de fazer mais nada senão pí´r os miúdos a jogar dominó? É como se eu, médico, quando substituo um colega, dissesse ao doente: “desculpe, mas vai ter que ser o senhor a auto-medicar-se, porque o seu médico faltou”.

e) sobre a palhaçada do José Veiga e do João Pinto e de toda a comunicação social ter dado tanta ênfase ao caso e ninguém se questionar: como é que os direitos desportivos de um jogador medíocre como o João Pinto, valem 4,6 milhões de euros?!

f) sobre o facto do CEMFA, Mendes Cabeçadas, dizer que acha que o Governo deve revogar a lei que o Paulo Portas inventou para dar umas coroas a todos os ex-combatentes da guerra colonial – lei que foi aprovada por unanimidade, no Parlamento. Não há dinheiro para toda essa malta que andou os tiros no Ultramar, mais os que andaram a beber cervejolas em Luanda. Por que não indemnizar as famílias dos soldados que foram í  1ª Guerra Colonial? E quanto aos descendentes dos falecidos na batalha de Aljubarrota?

g) sobre os polícias que deram uma conferência de imprensa encapuçados, e os militares que andaram a passear no Rossio, e os gênêrrês que querem os mesmo direitos que os militares, e mais os nosso garbosos militares de engenharia, que vão para o Líbano, como se fossem heróis! Limitam-se a fazer o trabalho deles! Juro que não me importava de trocar: eles vêm até ao Monte de Caparica fazer umas urgências e eu vou passar uns dias a Tiro! Por que raio só eles é que aparecem na televisão?!

h) sobre o estúpido anúncio da TV Cabo: um homem chega a casa e a mulher, depois o filho, depois a filha, depois a criada, todos o deixaram porque ele não aderiu í  TV Cabo! Deviam felicitá-lo! A TV Cabo é a maior aldrabice desde que a televisão por cabo foi inventada!

i) sobre a idiotice de se querer inundar a selecção nacional de futebol com luso-brasileiros. O Deco foi um precedente idiota. Agora, qualquer jogador brasileiro medíocre, que não tem lugar na selecção do seu país, quer integrar a selecção portuguesa, adquirindo a nacionalidade portuguesa. Ele é o Pepe, o João Paulo, o Liedson…

Valerá a pena perder tempo com estas merdas?

Meus amigos, a mediocridade desta malta é tão grande, que até dói!

O país é bonito, mas o povo não presta!

Vão-se catar!

O passeio dos tristes

Nunca gostei de militares.

O pior período da minha vida passei-o na tropa. Nos anos 80, já com três anos de licenciatura, 28 de idade e dois filhos pequenos, fui arrancado do Serviço Médico í  Periferia, para prestar o Serviço Militar Obrigatório.

Deixei de prestar cuidados médicos í  população do concelho de Mourão, para ir fazer consulta de Clínica Geral no Hospital Militar de Évora. Mas não fui consultar os soldados, não senhor! Fui consultar os familiares dos senhores oficiais.

Mas antes, tive que passar seis semanas de humilhação, na recruta, nas Caldas da Rainha. Imaginem um pelotão de médicos, todos com 28 anos e mais, alguns deles já especialistas, sentados, a meio da noite, nas matas da Foz do Arelho, a tentarem identificar sons: uma lata que caía, uma bota que pisava caruma e – suprema imbecilidade! – um alferes a mijar!

Nunca mais me esqueci deste episódio. Ainda hoje, não consigo entender a importância que teve, para mim, médico de família, conseguir identificar, no escuro, o som de um alferes a mijar!

Mas foi isto que fui aprender na recruta. Isto, e também, a montar e a desmontar uma G-3, a marchar na parada e a fazer funeral arma.

Terminada a recruta, fui então para o Hospital Militar de Évora, mas a palhaçada continuou. Como éramos quatro médicos a prestar serviço militar obrigatório (quatro! em Mourão, para todo o concelho, foram colocados três médicos, no Serviço Médico í  Periferia, e só lá ficaram dois, quando eu fui para a tropa!) – como éramos quatro médicos, decidimos dividir o serviço e cada um de nós, só ia ao Hospital uma semana por mês.

Uma tropa fandanga!

Por isso, faz-me muita confusão ver os militares a protestarem contra os privilégios que o Governo agora lhes retira, nomeadamente no sector da saúde –  privilégios a que eles chamam direitos.

Faz-me ainda mais confusão ver militares tentarem ludibriar a lei, armados em chicos-espertos, chamando “passeio do descontentamento” í  manifestação.

E ainda mais confusão me faz saber que esses militares organizaram o tal “passeio”, contra a opinião do Chefe de Estado Maior, do Ministro da Defesa e da Governadora Civil de Lisboa.

Um militar não pode ir contra as ordens da hierarquia. Por definição. Assim como um médico não pode ignorar um homem caído, no meio da rua.

O líder do tal “passeio”, disse, por exemplo: “não foi para isto que os militares fizeram o 25 de Abril”.

Como diz o Vasco Pulido Valente, também foram os militares que fizeram o 28 de Maio. E acrescento eu: também foram os militares que fizeram a guerra colonial, que sustentaram Salazar durante quatro décadas e que me obrigaram a ouvir um alferes a mijar!

Portanto, façam o favor de se deixarem de merdas!

Recortar é viver

* Segundo o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, o ataque que matou 18 civis palestinianos, em Gaza, foi “um erro”, uma “falha técnica”.

A intenção seria matar muitos mais?

* O ministro da saúde, Correia de Campos, afirmou que quer que, em 2010, todas as crianças tenham dentista.

O Fábio Micael, de 14 anos, com os dentes todos podres, está com azar. Em 2010, já não será nenhuma criança…

* A Alitalia acabou com uma tradição de 50 anos. A partir de agora, as hospedeiras daquela companhia aérea italiana, já podem usar calças.

Acabaram os bons tempos em que as hospedeiras só usavam cuecas!

* Título do Público: “Tigres tamil perdem 22 barcos em batalha naval”.

É sabido que os tigres sempre preferiram o xadrez í  batalha naval…

* O porta-voz do presidente Hamid Karzai, do Afeganistão, homenageou o ex-secretário norte-americano da Defesa, Donald Rumsfeld. Disse: “estamos reconhecidos pelo que Rumsfeld fez para apoiar o Afeganistão desde há cinco anos”.

Ainda há gente boa no mundo…

Uma sugestão: por que razão o Donald não vai viver para o Afeganistão?

* Um juiz norte-americano condenou um homem a usar, durante 22 meses, no local de trabalho, uma t-shirt com a inscrição: “sou um agressor sexual”.

Sugestão: obrigar José Sócrates a usar, até ao fim do mandato, uma t-shirt com a inscrição: “sou um gajo de esquerda”.

* O Benfica entrou no Guiness Book of Records. É, de todo o mundo, o clube com mais sócios. Tudo graças ao “kit de sócio”, inventado por Luís Filipe Vieira.

Os portugueses não são capazes de resistir a promoções.

* Os portugueses são dos povos mais baixos da Europa, com uma média de 1 metro e 65 e meio. Abaixo de nós, só Malta.

Mas a malta somos nós, não é?…

* Santana Lopes publicou hoje, no DN, um artigo com as suas ideias sobre a Baixa de Lisboa.

Sempre é mais fácil publicar um artigo do que concretizar uma única das suas ideias. Lembram-se que ele já foi presidente da Câmara de Lisboa?

* Dezenas de portugueses passam fome, na Holanda, há vários dias, segundo noticia o Público, hoje.

É a habitual mania das grandezas. Por que carga de água tinham que ir para a Holanda passar fome? Não lhes bastava passar fome em Portugal?

Finalmente, boas notícias!

Primeira notícia boa:

Um estudo publicado na revista Science, revela que, se a pesca intensiva, a poluição marinha e a destruição dos ecossistemas prosseguir, em 2050, a totalidade das espécies de peixes estará esgotada.

Quer isto dizer que, quando eu tiver 103 anos, não mais me sentirei obrigado a comer peixe porque faz bem í  saúde!

Segunda notícia boa (aliás, muito melhor que a anterior):

Segundo um estudo da Universidade de Oklahoma, os medicamentos anti-colesterol podem proteger os fumadores das lesões pulmonares.

Há cerca de um ano que tomo, todos os dias, um comprimido de 10 miligramas de Rosuvastatina. O meu colesterol está num nível patético: 143 mg por decilitro, segundo as análises da semana passada.

E agora, ainda por cima, ao tomar esse comprimido mágico, posso estar descansado, sempre que acendo mais um cigarro, porque ele também protege os meus pulmões!

Obrigado, Rosuvastatina!