O Homem que não volta com a palavra atrás!

Este homem não volta com a palavra atrás!

Este homem nunca dá o dito por não dito!

Passos Coelho disse:

“O arquiteto José António Saraiva convidou-me para me associar ao livro que ia fazer e respondi que sim, mesmo antes de conhecer a obra e aceitei fazê-lo. Não sou de voltar com a palavra atrás nem de dar o dito por não dito. Estarei a fazer a apresentação dessa obra”, afirmou aos jornalistas durante uma visita a Proença-a-Nova, na aldeia de xisto da Figueira.

E afinal, hoje soube-se que, depois de ler o livro, Passos borregou.

Diz o Público:

Em comunicado enviado í  agência Lusa, a editora Gradiva afirma que o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho “pediu ao autor, por motivos pessoais, para o desobrigar de estar presente na sessão de lançamento do livro”, que estava agendada para dia 26.

Estás desobrigado, Passos – tu, que nunca dás o dito por não dito, tu, que nunca voltas com a palavra atrás.

Para a próxima, lê o livro antes de aceitares o convite!

Devias saber que não podemos confiar em jornalistas reaccionários…

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Um palerma que não gosta de mamas

A Câmara de Lisboa decidiu colocar cartazes a favor do aleitamento materno.

Como se vê na foto, o cartaz mostra um casal jovem e a mãe está a dar de mamar ao bebé.

O slogan é simples: “Dar de mamar – um presente para a vida!”

E acrescenta-se apenas: “Aleitamento materno – Presente: Saudável; Futuro: Sustentável”

Simples e eficaz.

Mas o Expresso não gostou.

Um palerma qualquer, autor da rubrica Gente, que nunca assina o que escreve, faz comentários alarves sobre o cartaz.

Diz, por exemplo, que o “slogan é bafiento”. Em que sentido, ó meu parvalhão. Dar de mamar é, ou não é, um presente para a vida, minha grande besta?

Depois, faz comentários sobre “as opções capilares do rapaz” e sobre “a classe com que a mãe dá de mamar com a perna traçada”.

Que raio é que este gajo tem contra o penteado do rapaz? Que importância é que tem o corte de cabelo do pai para a mensagem que se quer transmitir?

E quanto í  perna traçada da rapariga? Será que a mãe deste energúmeno não cruzava a perna quando lhe dava de mamar? Será que ele nunca viu nenhuma mulher a dar de mamar? Será que ele próprio nunca mamou?

Claro que o idiota pretende, no fundo, atacar o actual Presidente da Câmara, Fernando Medina, dizendo que a Câmara “se mete onde não é chamada”.

Porquê?

A Câmara não pode colocar cartazes a favor de boas práticas, a favor do aleitamento materno, contra o tabagismo, incentivando a prática de exercício físico, por exemplo?

A cegueira ideológica desta malta é inenarrável e sua azia, intratável.

Ao autor anónimo deste texto lamentável, desejo que os seus filhos (ou netos), possam mamar nas tetas das suas mamãs, mesmo que os pais usem rastas.
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Milagres e manias

Pescando no FB descobri um texto publicado na Agência Eclésia e intitulado “Português vai acompanhar canonização de Madre Teresa para agradecer í  santa que o salvou”.

Como me interesso por tudo o que seja milagre, desde o milagre das rosas até ao milagre económico do Passos Coelho, fui ler.

O tal português, chamado Pedro Castro, conheceu um padre chamado Brian e foi ele que lhe falou na madre Teresa.

Diz Pedro: “…Eu conheci-o por acaso no Algarve numa altura em que estava doente, com uma doença gravíssima, com uma hepatite C, que estava num estágio já avançadíssimo de deterioração do fígado. E os médicos tinham-me dito que eu precisava absolutamente de tomar um medicamento muito caro, que tinha acabado de sair”.

Não ligando ao facto de a hepatite C do Pedro estar em estágio, toda a gente se lembra do caso deste medicamento inovador, que salvou a vida a milhares de doentes com hepatite C. Antes do acordo entre o ministério da Saúde de Paulo Macedo e o laboratório produtor, o tratamento custava largos milhares de euros.

“…A única hipótese era vender a minha casa”, frisa Pedro Castro, cuja história ganhou um novo rumo após o encontro com o padre Brian. - continua o texto publicado na Eclésia.

E foi então que a madre Teresa interveio.

Como?

Ora leiam:

“O sacerdote incentivou-o a esperar e a ter confiança na Madre Teresa, entrou em contacto com Calcutá e a sua intenção foi colocada junto da campa da religiosa, onde todos os dias é celebrada Missa por essas intenções.

A seguir, o que aconteceu foi um conjunto de acontecimentos enormes que levou a que Portugal fosse o país do mundo que mais depressa passou a custear esse tratamento para a Hepatite C”, conta Pedro Castro, que desde então passou a olhar para a vida com uma perspetiva diferente.

O católico português diz não ter dúvidas de que houve “…uma intervenção da Madre Teresa” para ajudar a resolver a situação.

Portanto, bastou colocar a intenção junto í  campa da madre Teresa e o nosso ministro da Saúde chegou a acordo com o laboratório!

Não percebo por que carga de água o nosso primeiro-ministro não pede a este padre Brian para colocar, junto da campa da madre Teresa, a intenção de nos livrarmos do défice, subirmos os salários, acabarmos com o desemprego e desenvolvermos a economia.

Se calhar, a madre Teresa era capaz de não dar uma ajuda porque António Costa não é crente – mas podíamos pedir í  Sãozinha Cristas, que ela sim, é uma católica devota!

Só não percebo por que razão temos que colocar a intenção junto í  campa. Pensava eu que o corpo pouco importa – o que interessa é a alma; e essa deve estar bem elevada, lá no Céu, e não enterrada sob sete palmos de terra.

Pelos visto, não percebo nada de milagres e de santos.

Do milagre, passemos agora í  mania…

E de manias percebe Afonso de Albuquerque, psiquiatra, 81 anos, um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Sexologia.

Em entrevista ao Público, conta vários episódios da sua clínica, todos relacionados com obsessões sexuais.

Este, por exemplo:

“uma freira, há uns trinta anos, veio ter comigo, e foi preciso muita coragem para o fazer, disse-me que se masturbava 30 vezes por dia, o que a fazia sofrer brutalmente, porque não podia compatibilizar aquilo com a sua vida religiosa. Mas não era capaz de parar.”

Trinta vezes por dia?!

A irmãzinha não devia fazer mais nada, caramba!

É o que dá a solidão dos conventos!

E o psiquiatra continua:

“Tinha também uma depressão. E tratei a depressão, que foi talvez a parte mais simples, mas nesse processo de saída da depressão ela deixou de se culpabilizar tanto, e deixou de se masturbar tanto”.

E Afonso de Albuquerque deixa-nos em suspenso: a freira deixou de se masturbar tanto… o que quer isso dizer? Das 30 vezes por dia passou para 25… 20… 10 vezes?

E afinal, o que pretendo eu com estes dois exemplos, além de gostar de uma blasfémia de vez em quando?

No fundo, o que eu pretendo é provar que, nestas coisas da religião, há sempre muito exagero.

Nem a madre Teresa de Calcutá foi responsável pela aprovação da comparticipação do medicamento contra a hepatite C, nem a freira do Albuquerque se masturbava 30 vezes…

A verdadeira face de Marcelo

No seu artigo semanal de ontem, no Público, o maquiavélico Pacheco Pereira desenvolve uma teoria da conspiração curiosa:

Segundo ele, o optimismo de Marcelo Rebelo de Sousa e o seu aparente apoio incondicional ao governo de António Costa tem, como único objectivo, a derrota de Passos Coelho nas eleições autárquicas, de modo a que o PSD encontre um novo líder que possibilite a coligação com o PS.

Seria assim o fim da chamada geringonça e o ressurgimento do bloco central.

Pacheco Pereira não sabe da missa a metade.

A verdade é que Marcelo Rebelo de Sousa é um comunista puro e duro.

Nos tempos em que viveu em Angola, foi contactado por um militante do MPLA formado em Moscovo e aderiu, clandestinamente, ao PCP.

Paulatinamente (e clandestinamente), como bom e verdadeiro comunista, foi minando o sistema por dentro; durante anos criou factos políticos, como jornalista e como comentador, até que conseguiu ser eleito Presidente da República, com a unanimidade própria das pop stars.

Neste momento, Marcelo parece apoiar o governo de António Costa, mas é apenas estratégia.

O objectivo é conquistar o Poder total, substituir Jerónimo de Sousa na liderança do PCP e transformar Portugal numa República Soviética com capital em Celorico de Basto.

Avante camarada!

O incrível acontece!

Respigado dos jornais de hoje:

* A PSP tem 14 sindicatos; os seus dirigentes e associados gastaram, este ano, 32 mil dias de dispensa para actividades sindicais.

Escandaloso. Como se consegue organizar a vida sindical com tão poucos dias de dispensa!

* “Líder da oposição grega aprende com Passos como governar com austeridade” (título do DN)

Kyriakos Mitsotakis: já foste!

* As grandes obras da segunda circular já não vão avançar.

Rui Vitória e Jorge Jesus terão que se contentar com o que têm…

* Há crise política no Gabão.

Não admira. Os dois oponentes chamam-se Ping e Bongo…

* Morreu o eterno presidente do Uzbequistão. Karimov tinha 77 anos e governava o país há 30 anos. Para o cargo, deveria ser nomeada a sua filha, Gulnara Karimova.

Deveria… só que o pai a mandou prender em 2014…

* “Bruno de Carvalho deu mais reforços a Jesus do que Vieira” (título do DN)

Bruno de Carvalho vai ser canonizado.

* “Polícias unem-se contra redes ilegais de apanhar ameijoas” (título do Público)

E quem se lixa é o mexilhão…

* No Porto, uma motorista da Uber foi atacada com fezes de animais. Ficou com o cabelo cheio de excrementos e o carro ficou todo cagado.

A polícia tomou conta da ocorrência… gostava de saber como é que a polícia soube que a merda era de animal…

 

Portugal

Portugal
País de parolos, pategos e paspalhões
panhonhas, patifes e putanheiros
pederastas, pacóvios e parvalhões
populistas, palermas e pantomineiros
papalvos, parasitas e passarões
pataratas, porcos e poltrões
Portugal
país de pedintes, pelintras e piolhosos
proxenetas, pulhas e preguiçosos
pedantes, párias e patetas
pedófilos, pirómanos e poetas

Cavaco ainda mexe!

Almoço de homenagem a Cavaco Silva.

Um grupo de amigos decide agradecer-lhe publicamente pelos 20 anos que esteve a tomar conta de nós, como primeiro-ministro e como presidente.

A recepção dos amigos aconteceu na cavalariça do Pestana Palace.

Na cavalariça?… compreende-se…

Entre os amigos presentes, contavam-se muitos banqueiros: Fernando Faria de Oliveira, ex-presidente da CGD e actual presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Vítor Bento, que esteve í  frente do Novo Banco, Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, Paulo Teixeira Pinto, ex-presidente do Millennium BCP, Norberto Rosa, actualmente consultor do conselho de administração do Banco de Portugal, mas ex administrador e ex-vice-presidente da comissão executiva da Caixa e ex-vice-presidente do BPN.

Compreende-se…

No final do almoço de bacalhau com batatas, Cavaco discursou.

E disse, por exemplo:

“Há muita coisa que não se sabe [da forma como exerceu a Presidência] porque tomei a decisão de manter muita coisa reservada por convicção de que essa era a melhor forma de manter o superior interesse nacional.”

Portanto, para Cavaco, o superior interesse da nação implica esconder coisas, não divulgar coisas…

O homem acha que, sem ele, Portugal tinha sido outro país – e tem toda a razão.

Convencido da sua importância na História de Portugal, acrescentou:

“…Em que outro tempo teria sido mais útil para o meu país a minha experiência como primeiro-ministro, o meu conhecimento de economia e finanças, o meu conhecimento das instituições europeias? Não consigo ver outro e portanto foi o tempo certo para ter sido Presidente da República”.

Por acaso, eu vejo outro tempo em que Cavaco podia ter sido o homem certo no lugar certo: o tempo da Outra Senhora, por exemplo.

Quem se lembra, hoje, do presidente Craveiro Lopes?

Quem se vai lembrar, daqui a 50 anos, do presidente Cavaco Silva?

Sempre convencido, Cavaco avisou que ainda tem uma palavra a dizer.

Será: “í“ Maria, já tomei as gotas hoje?”

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A gente acredita, que remédio!

O desempenho da selecção nacional de futebol no Europeu fez disparar o uso do verbo “acreditar”.

Se googlarem a palavra “acreditar”, encontram mais de 750 mil entradas!

Exemplos:

  • “Marcelo diz í  selecção que hoje há mais razões para acreditar” (TSF, 11/7)
  • “Orgulhoso da minha equipa. Orgulhoso do meu país. Fazê-los acreditar” (Ronaldo, 10/7)
  • “Portugueses têm mérito de acreditar até ao fim” (Matuidi, citado pelo Record, 10/7)
  • “Vamos acreditar. Vamos ganhar” (Fernando Santos, 6/7)
  • “Portugueses têm que acreditar connosco” (Nani, 6/7)
  • “A base do nosso sucesso é acreditar que tudo é possível” (Nani, 30/6)
  • “Continuo a acreditar que só vou no dia 11 para Portugal” (Fernando Santos, 30/6)

E por aí fora…

Chegamos, portanto, í  conclusão que, afinal, nada disto é fruto do esforço, da dedicação, do trabalho, do suor ou da sorte – afinal, é tudo uma questão de crença.

É como na religião: ou acreditas ou és descrente.

Um verdadeiro católico não precisa de provas da existência de Deus, porque acredita.

Assim foi com a nossa selecção – nem precisou de fazer grandes jogos (aliás, não ganhou nenhum jogo nos 90 minutos, embora também não tenha perdido nenhum). Bastou-lhe acreditar.

O Passos e o Portas também nos quiseram fazer acreditar que a saída tinha sido limpa.

E, no entanto, os buracos vão aparecendo: o Banif, a Caixa, o buraco de 50 milhões na electricidade… e começamos a acreditar que a saída limpa, afinal, foi uma saída badalhoca…

Mas o acreditar também se está a meter entre o António Costa e as sanções da União Europeia.

A União Europeia não acredita nos números do nosso governo e o senhor da cadeira de rodas, no fundo, acredita que vamos precisar de um novo resgate.

Por seu lado, o primeiro ministro fartou-se de dizer que não acreditava que as sanções fossem para a frente e, agora que elas vão mesmo avançar, acredita que a multa será zero.

Em suma, a malta não tem mesmo outro remédio senão acreditar!

Sanções ou Sansões?

A União Europeia está preocupada com os 0,2% acima do défice de 3% de Portugal em 2015.

É compreensível.

Comparado com isso, os milhões de refugiados, o Brexit e os atentados terroristas são peanuts.

O que a UE não pode aturar é países pindéricos que ultrapassem os 3% de défice.

Outros podem fazê-lo, como a França, mas não são pindéricos.

E se há um Tratado Qualquer que diz que se devem aplicar sanções a esses países, por que não?

Nunca se fez?

Alguma vez havia de ser a primeira.

António Costa escreveu uma carta ao Sr. Junkers, explicando por que razão as sanções não devem ser aplicadas.

A oposição queria conhecer o conteúdo da carta mas o governo diz que é privada.

Para mim, acho que a carta deve ser mais ou menos assim:

“Exmo. Sr. Presidente Junkers,

É pá, deixa-te mas é de merdas e mete as sanções no cu!”

Perante isto, a UE decide mesmo avançar com as sanções.

E serão as seguintes:

  1. Mário Centeno é despedido e vem para cá o Schauble durante um ano
  2. Todos os supermercados têm que seguir o exemplo do Pingo Doce e pagar impostos na Holanda
  3. O alemão passa a ser ensinado na escola básica e torna-se a segunda língua oficial de Portugal para já; daqui a 6 meses, em todos os PALOP, incluindo a Guiné Equatorial
  4. A Caixa Geral de Depósitos é integrada no Deutch Bank
  5. O nosso euro passa a valer 0,5 euro franco-alemão

Para combater estas sanções, Costa precisará de vários Sansões…