Hoje Jorge Jesus juntou-se í nossa luta anti-austeridade e recusou-se a receber a Taça das mãos de Cavaco Silva!
Coisas da Vida
Há falta de exorcistas em Portugal
Fiquei preocupado hoje ao ler, no DN, que só temos três exorcistas oficiais, reconhecidos pela igreja católica, em todo o país.
A notícia começa por dizer: «Os casos estão a aumentar em todo o mundo e já são considerados um problema pastoral, porque em muitas dioceses, cá e lá fora, não há uma resposta concreta e organizada. (…) Actualmente, em Portugal, há apenas três dioceses que assumem ter exorcista – Lamego, Santarém e Viseu.»
Quer dizer: Satanás continua a atacar, cada vez há mais pessoas com o Demo no corpo e a igreja não tem meios para resolver este problema do Diabo!
D. José Policarpo, o quase ex-cardeal patriarca, emitiu um decreto especial sobre este assunto, no ano passado, dizendo que «os padres devem certificar-se de que os males apresentados pelas pessoas “não são sugestão, auto-sugestão ou doenças do foro psicossomático”».
Por outras palavras: os padres devem certificar-se de que as pessoas estão mesmo possuídas pelo Demónio.
Como será que os padres fazem isso?
Mais um mistério da religião…
Voltemos í notícia: «O exorcista mais conhecido é o de Lamego, Duarte Lara, que atende centenas de casos de todo o país e que acompanhou durante sete anos o trabalho do exorcista de Roma, o padre Gabriel Amorth, considerado o maior especialista na matéria. Tem falado abertamente sobre este assunto, nomeadamente no seu site, www.santidade.net»
Fui visitar o site e, depois de ouvir parte do depoimento do padre Lara (são 52 minutos de conversa…), fiquei convencido.
Já marquei uma sessão.
Esta comichão que tenho tido só pode ser o Diabo a querer entrar em mim, porra!
Por que razão Cavaco Silva não é um palhaço e Sousa Tavares está enganado e o que tudo isto tem a ver com a nova DSM, a classificação americana das doenças mentais
Numa entrevista, perguntaram a Miguel Sousa Tavares se Portugal precisava de um palhaço, como o italiano Beppe Grilo, que teve uma excelente votação nas últimas eleições.
Sousa Tavares respondeu: «Beppe Grilo? Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva».
O visado, resolveu mexer-se e a Procuradoria Geral de República vai investigar.
Chamar palhaço a Cavaco será insulto?
Acho que não.
Se Cavaco fosse palhaço, seria um palhaço pobre ou um palhaço rico?
Se tivermos em linha de conta os seus lamentos quanto í magreza da sua pensão, que mal dava para as despesas, Cavaco seria um palhaço pobre.
No entanto, ao tomar conhecimento das acções que ele e a esposa detêm e do negócio que fizeram com as do BPN, teríamos que dizer que Cavaco seria um palhaço rico.
Acontece que – por muito que eu não goste de palhaços! – Cavaco Silva não tem a mínima capacidade para fazer rir ninguém, o que o impede de ser, ou vir a ser, um palhaço sofrível.
Parte-se do princípio que um palhaço faz palhaçadas, as quais nos fazem rir ou, pelo menos, sorrir.
Ora, Cavaco só nos faz chorar, choramingar ou, mais frequentemente, gritar, cerrar os punhos, ranger os dentes, puxar os cabelos e dizer obscenidades!
Sousa Tavares tem coisas a seu favor: é um comentador independente, desassombrado, desalinhado. Tem, também, coisas contra: é adepto da caça e do FCPorto.
Tem, agora, outro ponto contra: chamou palhaço a Cavaco e enganou-se.
Claro que a publicidade em redor deste incidente, dá-lhe muito jeito porque, como lançou, agora, um novo romance, toda a gente vai falar disto nos próximos dias e dizer vamos lá comprar o livro deste gajo, que chamou palhaço ao Cavaco!
Miguel tem antecedentes.
O pai Sousa Tavares também gostava de chamar coisas aos outros.
Ficou famosa a sua declaração na Assembleia da República, em 5 de Janeiro de 1982, quando, virando-se para Jerónimo de Sousa (esse grande operário que, já nessa altura, há mais de 30 anos, sujava as mãos na Assembleia!)  disse: « Olhe, vá í merda! Idiota! Mandrião! Vá trabalhar, que foi aquilo que nunca fez na vida! Calaceiro!»
Ora, se o pai insultou e o filho insulta, não estaremos perante uma doença?
Os psiquiatras norte-americanos acabaram de aprovar a DSM-5, a tabela que classifica as doenças mentais e conseguiram arranjar mais 18 doenças mentais, entre as quais a “compulsão alimentar periódica” (binge eating disorder) e a “desregulação disruptiva do humor”.
A primeira engloba pessoas que comem em excesso pelo menos uma vez por semana nos últimos três meses.
A segunda, inclui crianças ou adolescentes até aos 18 ano que apresentem irritabilidade persistente e birras frequentes, com descontrolo comportamental, pelo menos três vezes por semana no último ano».
Seguindo este raciocínio, insultar mais do que um político, três vezes no último mês, poderá muito bem vir a tornar-se uma doença mental, tipo “binge insulting disorder”.
Em resumo: Cavaco não é nenhum palhaço – Sousa Tavares é que é maluquinho!
Ray Manzarek – mais uma porta que se fecha
A primeira canção dos Doors de que me lembro: Hello, I Love You.
Curta e eficaz. Destaque para o vozeirão de Jim Morrison e para as teclas de Ray Manzarek, que morreu ontem, vítima de cancro biliar, aos 74 anos.
Morrison e Manzarek formaram os Doors, em Chicago, em 1965, juntamente com Jonh Densmore (bateria) e Robby Krieger (guitarra).
Nos anos 60, em Portugal, ouvia-se António Calvário, Artur Garcia, Simone de Oliveira, Gianni Morandi, Sylvie Vartan, Adamo.
Ouvir, na rádio, uma canção dos Beatles, era quase uma cena clandestina.
A pouco e pouco, a pop britânica foi ganhando espaço e, í s tantas, já era banal ouvirem-se as coisas mais soft: Herman’s Hermits, Bee Gees, Hollies; ou os americanos mais inofensivos: Beach Boys, Turtles.
Mais raro era escutar os Rolling Stones (Let’s Spend the Night Together foi considerado obsceno!) e os Doors.
Destes, o Light My Fire era o tema mais conhecido, embora fosse mais fácil ouvi-la na versão do José Feliciano, do que na dos Doors – e nunca foi a minha preferida.
Sempre gostei mais do já citado Hello, I Love You, e de Strange Days, Riders of The Storm, Love Me Two Times, para não falar no fundamental The End, sobretudo acompanhado das imagens de Apocalipse Now!, de Coppola.
Nos anos 60, as bandas (dizia-se, os conjuntos…) raramente tinham teclas nas suas formações. Lembro-me dos Animals, Spencer Davis Group, Procol Harum, Moody Blues – mas as teclas de Manzarek eram diferentes e, na música dos Doors, tinham muito mais importância que as guitarras.
Com a morte de Jim Morrison, os Doors morreram também, embora Manzarek tenha continuado a sua vida como músico.
Mas, como se sabe, o que já foi, não volta a ser.
O papel do papel higiénico na revolução bolivariana
As revoluções, por vezes, têm destas coisas.
O ministro do Comércio da Venezuela, Alejandro Fleming (que nada tem a ver com o fulano que descobriu a penicilina..) afirmou: «A revolução trará para este país o equivalente a 50 milhões de rolos de papel higiénico para que o nosso povo se tranquilize e compreenda que não deve deixar-se manipular pela campanha mediática de que há escassez».
Segundo o ministro, o povo venezuelano consome cerca de 125 milhões de rolos de papel higiénico por mês (cagões!) e a produção nacional chega, mas acontece que a oposição a Nicolas Maduro está a açambarcar este e outros produtos, a fim de provocar uma escassez artificial de bens essenciais.
Mas não é por causa de 50 milhões de rolos de papel higiénico que a revolução bolivariana vai parar!
Os revolucionários venezuelanos vão poder continuar a limpar o rabo a papel higiénico de qualidade, em vez de o arranharem com papel de jornal, graças í determinação do seu governo.
Ora, li hoje no Expresso, que Portas parte para a semana para Caracas, com uma comitiva de 40 empresários.
Aqui fica a sugestão: por que não aproveitar esta oportunidade de negócio e levar, no avião, uns rolitos de papel higiénico da Renova, que até uma marca nacional?
E, já agora, embalagens de óleo de amêndoas doces, que é um bom amaciador para quem caga muito…
Almirante Américo Cavaco Tomaz
O Palácio de Belém deve ter amianto ou qualquer outra substância tóxica que afecta os seus habitantes, sobretudo os que estão predispostos.
Com efeito, nem todos os presidentes ficaram totós, depois de terem vivido no Palácio de Belém.
Estou-me a lembrar de Mário Soares, Jorge Sampaio, Ramalho Eanes…
Outros, porém, ao fim de alguns anos, ficam irremediavelmente tontos.
Exemplos:
Américo Tomaz, presidente da República de 1958 a 1974:
«Comemora-se em todo o país a promulgação do despacho número cem da Marinha Mercante Portuguesa, a que foi dado esse número não por mero acaso mas porque ele vem na sequência de outros 99 anteriores promulgados…» (Revista Opção, nº 30)
Cavaco Silva, presidente da República desde 2006:
«Faço votos muito fortes para que São Jorge, que nos acompanhou ao longo da nossa história nas grandes batalhas, seja o vencedor. Porque São Jorge vencedor significa abundância e felicidade. E nós bem precisamos de boas notícias. Bem precisamos que um São Jorge qualquer nos diga que os tempos futuros serão melhores.» (discurso em Monção, ontem)
Américo Tomaz:
«Eu prolongo no tempo esse anseio de V.Ex.ª e permito-me dizer que o meu anseio é maior ainda. Ele consiste em que, mesmo para além da morte, nós possamos viver eternamente na terra portuguesa, porque se nós, para além da morte vivermos sempre sobre a terra portuguesa, isso significa que portugal será eterno, como eterno é o sono da morte»(Diário da Manhã, 1970)
Cavaco Silva:
«Quando, no dia 13 de maio, surgiu a notícia de que finalmente a 7ª avaliação tinha sido mandada para trás das costas e que estava aberto o caminho para a extensão das maturidades, a minha mulher disse-me: “í“ meu caro – ela trata-me de outra forma – isto é com certeza influência de Nossa Senhora de Fátima, porque hoje é dia 13″»
Só pode ser do amianto, caraças!
A “intransigência” de Portas
Passos Coelho anuncia corte nas pensões.
Paulo Portas diz que isso não pode ser, é uma linha que não autoriza que seja ultrapassada.
Afinal, o Governo decidiu que o corte das pensões vai para a frente.
Portas aceitou, mas só com condições.
O corte nas pensões só avançará se for mesmo necessário.
Não fodem nem saem de cima?
Não – fodem-nos e não saem de cima, porra!
A última a morrer…
Já que o Passos Coelho só nos faz chorar, talvez o Paços Ferreira nos faça sorrir…
Do grilo da Alzira í chupadela da Teresa
Miguel Costa, cantor popular, foi processado por uma vizinha.
Razão: Miguel compí´s uma cantiga intitulada “O grilo da Zirinha” e a vizinha chama-se Alzira, sendo conhecida, em Padim da Graça, Braga, exactamente como Zirinha.
Logo, a Alzira, casada e mãe de três filhos, achou que Miguel Costa se referia a si, quando cantava «cacei o grilo na toquinha, cacei o grilo í Zirinha».
Por isso, acusou-o de difamação e injúrias, pedindo 6 mil euros de indemnização.
O Tribunal de Braga, no entanto, ilibou o cantor.
O juiz explicou que a chamada “música pimba” «encerra a possibilidade de as suas letras serem interpretadas de formas diferentes por quem as ouve, pelo que só assim alguém pode considerar que “caçar” é sinónimo de “copular” e “grilinho” de “vagina”».
Peço desculpa ao douto juiz, mas penso que, com o termo “grilinho”, o cantor se referia ao grelinho, e não í vagina.
Mas isso é um pormenor anatómico.
Demonstrando grandes conhecimentos no mundo da música pimba, o juiz deu, como exemplo, esse grande êxito do enorme Quim Barreiros, “Chupa Teresa”, dizendo que, «obviamente, o cantor não se referia a um qualquer gelado, mas ressalvando que a destinatária (da chupadela, supõe-se…) não seria uma mulher em concreto, com aquele nome».
Em resumo: é tudo uma parábola – nem a Teresa chupa, nem ninguém come o grilo í Alzira.
Estamos todos muito mais descansados!
Nota: as frases entre parêntesis são retiradas de uma notícia de hoje do DN.
Vai mas é rachar lenha, ó Merkel
A revista alemã Brigitte que, pelo nome, deve ser uma espécie de Maria ou Crónica Feminina, organizou uma entrevista com Angela Merkel.
Decorreu no teatro Maximo Gorki, em Berlim, que se encheu de senhoras ávidas de fazerem perguntas í chanceler.
Primeira singularidade: o teatro encheu-se de pessoas para fazerem perguntas a Merkel, em vez de lhe atirarem com tomates, por exemplo.
Merkel esteve descontraída e respondeu a todas as perguntas.
Começou por dizer, no que respeita í sua capacidade para o trabalho o seguinte: «tenho certas capacidades de camelo»!
Isto porque diz ser capaz de armazenar energia e que só precisa de 6 horas de sono para recarregar baterias.
Como diria o António Silva, a Merkel é um grandessíssimo e alternadíssimo camelo!
No que respeita a homens, a chanceler disse que o que mais gosta neles é dos “olhos bonitos”. E acrescentou: «já fui longe demais».
Mistério.
Mas a revelação mais fantástica veio a seguir.
Perguntaram-lhe se tinha inveja dos homens. Disse que não mas que gostaria de saber fazer duas coisas que eles fazem: «falar com voz grave e cortar lenha».
Olha que boa ideia, Angela!
Por que não nos deixas em paz e vais mas é rachar lenha?
Ou é preciso ordenar-te com voz grave?…