Ray Manzarek – mais uma porta que se fecha

A primeira canção dos Doors de que me lembro: Hello, I Love You.

ray manzarekCurta e eficaz. Destaque para o vozeirão de Jim Morrison e para as teclas de Ray Manzarek, que morreu ontem, vítima de cancro biliar, aos 74 anos.

Morrison e Manzarek formaram os Doors, em Chicago, em 1965, juntamente com Jonh Densmore (bateria) e Robby Krieger (guitarra).

Nos anos 60, em Portugal, ouvia-se António Calvário, Artur Garcia, Simone de Oliveira, Gianni Morandi, Sylvie Vartan, Adamo.

Ouvir, na rádio, uma canção dos Beatles, era quase uma cena clandestina.

A pouco e pouco, a pop britânica foi ganhando espaço e, í s tantas, já era banal ouvirem-se as coisas mais soft: Herman’s Hermits, Bee Gees, Hollies; ou os americanos mais inofensivos: Beach Boys, Turtles.

Mais raro era escutar os Rolling Stones (Let’s Spend the Night Together foi considerado obsceno!) e os Doors.

Destes, o Light My Fire era o tema mais conhecido, embora fosse mais fácil ouvi-la na versão do José Feliciano, do que na dos Doors – e nunca foi a minha preferida.

Sempre gostei mais do já citado Hello, I Love You, e de Strange Days, Riders of The Storm, Love Me Two Times, para não falar no fundamental The End, sobretudo acompanhado das imagens de Apocalipse Now!, de Coppola.

Nos anos 60, as bandas (dizia-se, os conjuntos…) raramente tinham teclas nas suas formações. Lembro-me dos Animals, Spencer Davis Group, Procol Harum, Moody Blues – mas as teclas de Manzarek eram diferentes e, na música dos Doors, tinham muito mais importância que as guitarras.

Com a morte de Jim Morrison, os Doors morreram também, embora Manzarek tenha continuado a sua vida como músico.

Mas, como se sabe, o que já foi, não volta a ser.

O papel do papel higiénico na revolução bolivariana

As revoluções, por vezes, têm destas coisas.

O ministro do Comércio da Venezuela, Alejandro Fleming (que nada tem a ver com o fulano que descobriu a penicilina..) afirmou: «A revolução trará para este país o equivalente a 50 milhões de rolos de papel higiénico para que o nosso povo se tranquilize e compreenda que não deve deixar-se manipular pela campanha mediática de que há escassez».

Segundo o ministro, o povo venezuelano consome cerca de 125 milhões de rolos de papel higiénico por mês (cagões!) e a produção nacional chega, mas acontece que a oposição a Nicolas Maduro está a açambarcar este e outros produtos, a fim de provocar uma escassez artificial de bens essenciais.

Mas não é por causa de 50 milhões de rolos de papel higiénico que a revolução bolivariana vai parar!

Os revolucionários venezuelanos vão poder continuar a limpar o rabo a papel higiénico de qualidade, em vez de o arranharem com papel de jornal, graças í  determinação do seu governo.

Ora, li hoje no Expresso, que Portas parte para a semana para Caracas, com uma comitiva de 40 empresários.

Aqui fica a sugestão: por que não aproveitar esta oportunidade de negócio e levar, no avião, uns rolitos de papel higiénico da Renova, que até uma marca nacional?

E, já agora, embalagens de óleo de amêndoas doces, que é um bom amaciador para quem caga muito…

Almirante Américo Cavaco Tomaz

O Palácio de Belém deve ter amianto ou qualquer outra substância tóxica que afecta os seus habitantes, sobretudo os que estão predispostos.

Com efeito, nem todos os presidentes ficaram totós, depois de terem vivido no Palácio de Belém.

Estou-me a lembrar de Mário Soares, Jorge Sampaio, Ramalho Eanes…

Outros, porém, ao fim de alguns anos, ficam irremediavelmente tontos.

Exemplos:

Américo Tomaz, presidente da República de 1958 a 1974:

«Comemora-se em todo o país a promulgação do despacho número cem da Marinha Mercante Portuguesa, a que foi dado esse número não por mero acaso mas porque ele vem na sequência de outros 99 anteriores promulgados…» (Revista Opção, nº 30)

Cavaco Silva, presidente da República desde 2006:

«Faço votos muito fortes para que São Jorge, que nos acompanhou ao longo da nossa história nas grandes batalhas, seja o vencedor. Porque São Jorge vencedor significa abundância e felicidade. E nós bem precisamos de boas notícias. Bem precisamos que um São Jorge qualquer nos diga que os tempos futuros serão melhores.» (discurso em Monção, ontem)

Américo Tomaz:

«Eu prolongo no tempo esse anseio de V.Ex.ª e permito-me dizer que o meu anseio é maior ainda. Ele consiste em que, mesmo para além da morte, nós possamos viver eternamente na terra portuguesa, porque se nós, para além da morte vivermos sempre sobre a terra portuguesa, isso significa que portugal será eterno, como eterno é o sono da morte»(Diário da Manhã, 1970)

Cavaco Silva:

«Quando, no dia 13 de maio, surgiu a notícia de que finalmente a 7ª avaliação tinha sido mandada para trás das costas e que estava aberto o caminho para a extensão das maturidades, a minha mulher disse-me: “í“ meu caro – ela trata-me de outra forma – isto é com certeza influência de Nossa Senhora de Fátima, porque hoje é dia 13″»

Só pode ser do amianto, caraças!

A “intransigência” de Portas

Passos Coelho anuncia corte nas pensões.

Paulo Portas diz que isso não pode ser, é uma linha que não autoriza que seja ultrapassada.

Afinal, o Governo decidiu que o corte das pensões vai para a frente.

Portas aceitou, mas só com condições.

O corte nas pensões só avançará se for mesmo necessário.

Não fodem nem saem de cima?

Não – fodem-nos e não saem de cima, porra!

Do grilo da Alzira í  chupadela da Teresa

Miguel Costa, cantor popular, foi processado por uma vizinha.

Razão: Miguel compí´s uma cantiga intitulada “O grilo da Zirinha” e a vizinha chama-se Alzira, sendo conhecida, em Padim da Graça, Braga, exactamente como Zirinha.

Logo, a Alzira, casada e mãe de três filhos, achou que Miguel Costa se referia a si, quando cantava «cacei o grilo na toquinha, cacei o grilo í  Zirinha».

Por isso, acusou-o de difamação e injúrias, pedindo 6 mil euros de indemnização.

O Tribunal de Braga, no entanto, ilibou o cantor.

O juiz explicou que a chamada “música pimba” «encerra a possibilidade de as suas letras serem interpretadas de formas diferentes por quem as ouve, pelo que só assim alguém pode considerar que “caçar” é sinónimo de “copular” e “grilinho” de “vagina”».

Peço desculpa ao douto juiz, mas penso que, com o termo “grilinho”, o cantor se referia ao grelinho, e não í  vagina.

Mas isso é um pormenor anatómico.

Demonstrando grandes conhecimentos no mundo da música pimba, o juiz deu, como exemplo, esse grande êxito do enorme Quim Barreiros, “Chupa Teresa”, dizendo que, «obviamente, o cantor não se referia a um qualquer gelado, mas ressalvando que a destinatária (da chupadela, supõe-se…) não seria uma mulher em concreto, com aquele nome».

Em resumo: é tudo uma parábola – nem a Teresa chupa, nem ninguém come o grilo í  Alzira.

Estamos todos muito mais descansados!

Nota: as frases entre parêntesis são retiradas de uma notícia de hoje do DN.

 

Vai mas é rachar lenha, ó Merkel

A revista alemã Brigitte que, pelo nome, deve ser uma espécie de Maria ou Crónica Feminina, organizou uma entrevista com Angela Merkel.

merkel_lenhadoraDecorreu no teatro Maximo Gorki, em Berlim, que se encheu de senhoras ávidas de fazerem perguntas í  chanceler.

Primeira singularidade: o teatro encheu-se de pessoas para fazerem perguntas a Merkel, em vez de lhe atirarem com tomates, por exemplo.

Merkel esteve descontraída e respondeu a todas as perguntas.

Começou por dizer, no que respeita í  sua capacidade para o trabalho o seguinte: «tenho certas capacidades de camelo»!

Isto porque diz ser capaz de armazenar energia e que só precisa de 6 horas de sono para recarregar baterias.

Como diria o António Silva, a Merkel é um grandessíssimo e alternadíssimo camelo!

No que respeita a homens, a chanceler disse que o que mais gosta neles é dos “olhos bonitos”. E acrescentou: «já fui longe demais».

Mistério.

Mas a revelação mais fantástica veio a seguir.

Perguntaram-lhe se tinha inveja dos homens. Disse que não mas que gostaria de saber fazer duas coisas que eles fazem: «falar com voz grave e cortar lenha».

Olha que boa ideia, Angela!

Por que não nos deixas em paz e vais mas é rachar lenha?

Ou é preciso ordenar-te com voz grave?…

Problemas da cunicultura

A cunicultura está em crise.

Basta olhar para o Passos Coelho!…

Já viram coelho mais triste?

Alguém acredita que aquele coelho tem o vigor que costumamos atribuir aos coelhos?

Alguém é capaz de o imaginar a copular desenfreadamente?

E está a perder pêlo…

Hoje, ao vê-lo ler aquele longo discurso, tive pena dele.

Será da ração?

Aquele coelho tem falta de vitaminas e insiste em morder sempre da mesma maneira.

Tem cara de ter desinteria.

Não vai durar muito…

E de quem são as tuas pernas, afinal?

Dois textos publicados hoje no DN, na mesma página, deixaram-me perplexo.

O primeiro tem como título “Mulheres fazem operações para ter braços como os de Michelle Obama”.

Ficamos a saber que, segundo números da associação americana dos cirurgiões plásticos, as cirurgias plásticas a braços, aumentaram 4 mil por cento, desde 2000.

Parece que as mulheres norte-americanas querem ter os braços semelhantes aos de Michelle Obama, bem tonificados, sem badanas.

Mais abaixo, na mesma página, outro texto intitulado: “Kate Middleton tem o nariz mais cobiçado”.

Segundo o New York Daily News, as mulheres norte-americanas têm acorrido aos consultórios dos cirurgiões plásticos, pedindo para que lhes moldem os narizes, de modo a ficarem semelhantes ao nariz da futura rainha de Inglaterra.

Qualquer dia, olhando para uma norte-americana, poderemos dizer: tem os olhos do pai, a boca da mãe, os braços da Michelle Obama e o nariz da Kate Middleton…

Transpondo estas modas para a política nacional, tive uma visão medonha!

Imaginem um primeiro-ministro com a voz do Vitor Gaspar, o cabelo da Paula Teixeira da Cruz, o nariz do Paulo Portas, as orelhas do Passos Coelho e o queixo do Cavaco Silva.

Assustador!

 

Notícias do meu país

Parece que os ministros não se entendem quanto aos cortes.

O Gaspar quer cortar nos salários e nas reformas, o Portas está contra.

Nunca pensei dizer isto: o Portas faz oposição de esquerda ao governo!

E provoca-o!

O Expresso diz hoje que Portas não faltou í  tomada de posse dos novos secretários de Estado por estar fora do país, ou por estar doente, ou por estar indisposto: í  hora em que os secretários de Estado tomavam posse, Portas estava na pedicura!

Deu com os pés no Governo…

Entretanto, ficámos a saber que há por aí mais buracos de vários mil milhões, por causa de mais uma coisa com nome estrangeiro: os swaps.

Sempre é mais fino dizer swap do que desfalque.

O que vai acontecer aos responsáveis dos swaps?

Será que vão fazer companhia ao Isaltino?

Tal como ele faz com a Câmara de Oeiras, poderão continuar a gerir empresas, a partir da cadeia.

Tal como ele, estão inocentes, claro…

Tudo normal.

Ficámos também a saber que, nas próximas autárquicas, teremos excelentes presidentes de Juntas para as bandas do Porto.

O PSD escolheu para candidatos o ex-futebolista João Pinto, o ex-médico do FCP Domingos Gomes, o apresentador televisivo Jorge Gabriel e o médico das dietas Fernando Póvoas.

Com tais presidentes de Junta, até eu era capaz de me mudar para o Porto!

Estamos tramados!