La crise oblige

Segundo o Público de hoje, citando uma reportagem de Le Parisien, começam a surgir, na imprensa francesa, anúncios que oferecem serviços em troca de sexo.

Exemplo: «homem efectua tarefas domésticas a troco de mimos».

Ou este: «homem, 44 anos, respeitável, higiene irrepreensível, não fumador, com 1,80 metros, 85 quilos, troca reparações eléctricas por mimos picantes».

Ou mais este: «diplomado em Ciência Política dá aulas de francês, inglês, filosofia ou cultura geral a troco de carinhos de aluna maior de idade ou da mãe da aluna».

Ora aqui está uma excelente ideia que podia ser aproveitada pelo governo português!

A crise avança, o FMI parece inevitável, os mercados estão-se borrifando para a aprovação, ou não, do Orçamento, e Sócrates, apesar do  seu optimismo militante, já não consegue disfarçar o desconforto.

Por que não publicar, na imprensa da zona euro, anúncios daquele tipo?

Assim: «primeiro-ministro de país periférico, descomprometido, elegante, cabelo grisalho, troca dívida externa por mimos picantes com qualquer especulador(a) com peso nos mercados internacionais».

Ou ainda: «chefe de governo de um dos PIGS, boa forma física, que faz jogging em qualquer parte do mundo, aceita compra de parte da dívida soberana em troca de beijinhos e outras carícias mais íntimas. Preço a combinar, conforme as carícias.»

Não custa nada tentar, pá…

Pede desculpa, Bento!

Todos os jornais hoje rejubilam: o Papa aprova o preservativo!

Aleluia!

Numa entrevista que será publicada na próxima terça-feira, Bento 16 diz: «num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana».

E só agora é que descobriste isso, pá?

Quer dizer, desde 1981 que se sabe que o HIV é transmitido através dos contactos sexuais e que o preservativo pode ser uma das maneiras de reduzir o perigo de contágio e tu só o admites 30 anos depois?!

Tarde piaste!

Não tens desculpa!

Vais para o inferno, Bentinho!

Um acórdão do caralho!

—A notícia vem no Diário de Notícias de ontem, 18 de Novembro e a história conta-se em poucas palavras:

Um cabo da GNR pediu uma troca de serviço com um seu colega. Quando o seu superior lhe disse que não autorizava tal troca, o cabo exclamou: «não dá pra trocar? Então, pró caralho!»

Estaremos perante um crime de insubordinação ou apenas de um desabafo?

Para desfazer esta dúvida, o caso passou pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, pelo Tribunal de Instrução Criminal e, finalmente, pelo Tribunal da Relação de Lisboa, que a 28 de Outubro decidiu não levar o cabo a julgamento.

Para fundamentar a decisão, o juiz desembargador Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes até parece que leram o meu post “Vernáculo Parlamentar”, de março de 2009 e elaboraram um acórdão, que vai ficar na história.

Aqui vão alguns trechos desse acórdão (o DN substituiu a palavra “caralho” por “c…”, mas aqui podemos colocar caralho por extenso, que é como ele deve ser colocado):

Os juízes vasculham a História e dizem que «para uns, a palavra caralho vem do latim caraculu, que significa pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis».

Reparem que os juízes vacilam, no que respeita ao tamanho do caralho, desde “pequena estaca” até “pau grande”.  Mas adiante:

Â«É público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que caralho é palavra usada por alguns (muitos), para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo, “pró caralho” é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno demais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas (chove pra caralho; o Cristiano Ronaldo joga pra caralho; o ácaro é um animal pequeno pra caralho; esse filme é velho pra caralho)»

Até aqui se vê o prestígio de Ronaldo, cujo nome se vê assim envolvido num texto jurídico sobre o caralho. Estranha, no entanto, a escolha do ácaro; em primeiro lugar, porque pouca gente saberá que o ácaro é, de facto, um animal e, depois, porque comparar o seu tamanho com o do caralho, menospreza este último, por muito pequeno que seja…

Continuemos…

«Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação “carago”, não há nada a que não se possa juntar um caralho, funcionando este como verdadeira muleta oratória».

“Não há nada a que não se possa juntar um caralho?” – ó senhores doutores juízes! Esta é muito forte! Imaginem juntar um caralho a uma lâmina de barbear! Ou imaginem expressões como “aquela freira do caralho”, ou “o caralho do major-general Norberto Bernardes”. Não fica nada bem, caralho!

E, baseados nesta jurisprudência do caralho, os juízes consideraram que a expressão utilizada pelo cabo foi apenas “virilidade verbal” e não o levaram a julgamento.

Pergunto: e se ele tivesse mandado o seu superior levar no cu?

Seria virilidade ou mariquice?…

Vamos ajudar o Putin

—O ex-futuro Presidente e actual futuro-ex 1º ministro da Rússia, Vladimir Putin tem um cachorrinho novo. Trata-se de um pastor búlgaro que o 1º ministro da Bulgária, Boiko Borisov, lhe ofereceu durante a sua recente visita í quele país.

Putin, que é um machão, que gosta de ser fotografado com os peitorais de fora, montado no seu cavalo, deixou-se fotografar com a cabecinha encostada ao cachorro, numa atitude terna, com se estivesse a pegar num pequeno míssil terra-ar.

E agora, com toda a solenidade, o governo russo pede sugestões para um nome para o cachorro, sugestões que podem ser enviadas para www.premier.gov.ru.

Já enviei as minhas sugestões, a saber: Tejo, Kremlin, Bobi, KGB, Benfica, Rasputine, Snoopy, Molotov, Obama ou, no caso de ser uma cadela, Tchetchénia.

Uma coligação do camandro!

O ministro Amado (haverá ministros amados neste governo?…) propõe que se forme um governo de coligação, já!

É numa entrevista ao Expresso de hoje. E Sócrates concorda.

Subentende-se que essa coligação seria entre o PS e o PSD.

Acho pouco.

A crise é tão profunda que Portugal precisa de uma coligação mais alargada, que abarque todas as forças políticas, sem olhar a credos, raças ou clubes de futebol.

Claro que o Novo Governo de Salvação Nacional seria chefiado por um português de reconhecido mérito, famoso em todo o mundo e que até já se disponibilizou para ajudar Portugal, caso o seu actual patrão não se opusesse. Refiro-me, claro, a José Mourinho.

Do elenco ministerial fariam parte diversas figuras incontornáveis, como Paulo Portas, í  frente do Ministério da Lavoura, Santana Lopes, como ministro da Economia (mas pouco) e Oliveira e Costa, como ministro das Burlas e Finanças.

Para acabar de vez com os desfiles na Avenida da Liberdade, Mário Nogueira ficará í  frente do Ministério dos Professores e, vá lá, da Educação e Carvalho da Silva será ministro dos Trabalhadores.

Louçã, que até propí´s que vendêssemos os submarinos, ficará com o Ministério das Forças Armadas, Garcia Pereira será ministro da Justiça Popular, António José Seguro fica com o ministério das Polícias, Manuel Maria Carrilho vai para os Negócios Estrangeiros e Medina Carreira fica com a Segurança Social.

César Peixoto fica í  frente do Ministério dos Coxos, Manuela Moura Guedes fica com o ministério da Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, Carlos Queiroz vai para o ministério da Dopagem e Linguagem Obscena e Marcelo Rebelo de Sousa vai para o ministério dos Comentadores Dominicais.

Para Sócrates não ficar a chorar, dá-se-lhe o ministério do Ensino de Inglês Técnico e Passos Coelho vai para Vila Real e fica lá muito bem.

Com este Governo é ver os juros da dívida soberana começar a descer como o caraças!

FMI para o Benfica – já!

Jesus pecou uma vez: David Luiz í  esquerda e Sidnei no meio foi o mesmo que convidar os fariseus a invadirem o templo.

Jesus pecou duas vezes: deixou Saviola no banco e transmitiu uma mensagem defensivaÂ í  equipa.

Jesus está cansado.

Pregou o que tinha a pregar e não sabe da missa, a metade.

O que falta ao Benfica deste ano?

A ausência de Di Maria e Ramires não explica tudo.

Falta Força, Mentalidade e Inteligência – FMI!

E mandem o Jesus cortar o cabelo!