Cromos do Coiso
ílvaro sem pasta
Andou o homem a estudar para isto!
Vem ela lá de tão longe para fazer esta figura de corpo presente!
Deram-lhe a pasta da Economia, mas tiraram-lhe o emprego jovem, as privatizações, as PPP e, agora, até os fundos estruturais!
O emprego jovem foi para o Miguel Ervas, que já tem a RTP, as autarquias, o Parlamento e Angola – e o resto, foi para o Gaspar que, cada vez mais rima com Salazar (Numa casa portuguesa fica bem/pão e vinho sobre a mesa/A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar, e ficar contente)
16 anos de cavaquismo!
No próximo dia 9 de março, completar-se-ão 6 anos de presidência de Cavaco Silva!
Foi o próprio que o lembrou ontem, numa longa conversa com os jornalistas, como que a desculpar-se por não ter ido aturar os putos da António Arroio, os seus protestos, os seus cartazes insultuosos e, quem sabe, um ou outro ovo podre atirado í presidencial figura.
Cavaco recordou que é um político cheio de experiência (embora também já tenha dito que não é um político profissional…), que foi primeiro-ministro durante 10 anos e que, no próximo dia 9, fará 6 anos como Presidente.
16 anos de cavaquismo, caramba!
E não tem nada a ver com a crise, a criatura!
Foi nos governos de Cavaco que iniciaram as grandes auto-estradas e as grandes construções, como a ponte Vasco da Gama ou o Centro Cultural de Belém.
Foi nos governos de Cavaco que se reduziu a agricultura e as pescas a quase nada, transformando Portugal num local turístico onde os europeus ricos viriam passar férias.
Foi nos governos de Cavaco que se cortaram os numerus clausus das Faculdades de Medicina e, hoje, há um milhão de portugueses sem médico de família.
E o homem não tem nada a ver com a crise!…
É fácil rimar com Vitor Gaspar
O inefável director de O Sol, José António Saraiva, no seu editorial de ontem, escreve sobre Vitor Gaspar e, a propósito do ministro das Finanças, recorda Salazar.
Também Salazar adoptou medidas duras para endireitar as Finanças e foi muito contestado. Por três vezes se demitiu e por três vezes foi reconduzido, sempre com mais poderes.
Até que chegou a Presidente do Conselho.
Gaspar também é contestado. Pela Oposição, o que é natural, mas também por alguns sectores da coligação, que o acham demasiado liberal.
Parece que o Cavaco também não vai muito í bola com o Gaspar.
Pudera! O tipo cortou-lhe a reforma, aumentou-lhe o imposto e até lhe quer sacar os subsídios!
Claro que Belém desmente, Passos Coelho diz que não perde nem um minuto com essas especulações, mas toda a gente sabe que não há fumo sem fogo.
E Gaspar?
Gaspar passa incólume, entre os pingos da chuva, exibe o seu peculiar sorriso, esfrega as mãos e, no seu modo pausado de falar, vai afirmando que é assim, cortando salários, eliminando subsídios, aumentando impostos, encarecendo a saúde e os transportes, obliterando feriados, tirando dias de férias, empobrecendo, secando e entristecendo os portugueses, que é assim que vamos voltar aos mercados, erguendo-nos das cinzas, com um novo fí´lego, mostrando ao Mundo que somos capazes!
Pobres mas honrados!
Mas onde é que eu já ouvi isto?
De facto, Gaspar rima mesmo com Salazar…
Típico…
Colaboracionismos
Quem é o amigo?
O Expresso de hoje publica, na segunda página, esta foto (não com estas legendas, claro!)…
A legenda que o Expresso publica diz assim: “PAULO E O MESTRE – Foi um almoço agendado a rigor, patrocinado por um amigo de ambos, na terça-feira passada, em Nova Iorque, no seleto Brook Club. í€ mesa, Paulo Portas e Henry Kissinger, o secretário de Estado (e conselheiro político e confidente) do antigo Presidente americano Richard Nixon e sobretudo expoente máximo da escola realista em matérias internacionais”
Pergunto:
Quem é que, no seu juízo perfeito, consegue ser amigo destes dois?!
Europa unida! Jamais será vencida!
Mala… quê?!
Passos Coelho inventou um novo substantivo – malabarices!
Foi na discussão do Orçamento e a propósito de cativações. Disse ele: «nós não fazemos malabarices com cativações».
Disse uma deputada do Bloco, que seria uma junção de malabarismos com aldrabices, o que me parece lógico.
Mas tudo resultou da discussão í volta de uma almofada, que Seguro diz existir no Orçamento, e Passos garante não existir.
Problemas de cama, portanto…
O presidente actor
Cavaco Silva recebeu ontem as credenciais de seis embaixadores.
Seguindo as regras do protocolo, recebeu-os de fraque e com um esquadrão de cavalaria da Unidade de Segurança e Honras de Estado, composta por 60 militares e respectivos cavalos, e ainda a charanga da GNR.
A Associação de Profissionais da GNR considerou esta pompa “totalmente desmesurada”.
De facto, em tempo de crise, arregimentar 60 militares, 60 cavalos e mais a banda, tudo para receber seis embaixadores, convenhamos que é exagerado.
Quanto terá custado a coisa?
Questionado, o porta-voz da Presidência esclareceu que “o Sr. Presidente da República é apenas um actor na cerimónia. É o protocolo que define as regras.”
Não se importa de repetir?
Agora, Cavaco também é actor?
O nosso Presidente tem o dom de não ter a culpa de nada, nem do défice, nem da destruição da agricultura e das pescas, nem das auto-estradas, nem das reformas estruturais que, afinal, não fez – e, neste caso, coitado, a culpa é do protocolo, pois ele não passa de um actor!…
Um actor com um papel de merda…









