Maldito cunilingus! (texto só para adultos)

O actor norte-americano Michael Douglas afirmou que sofre de cancro da garganta devido a ter praticado cunilingus.

O seu porta-voz apressou-se a desmentir esta notícia, dizendo que Douglas se referia a cancros provocados pelo papiloma virus em geral e não ao seu cancro em particular.

No entanto, o The Guardian divulgou a gravação da conversa em que Douglas diz, preto no branco, que o seu cancro foi provocado pelo cuninlingus.

Ora oiçam aqui:

http://www.guardian.co.uk/film/audio/2013/jun/03/michael-douglas-cancer-cunnilingus-transcript

A coisa é séria! Ele diz mesmo que o seu cancro “actually comes from cunnilingus“.

Um gajo que é casado com a Catherine Zeta-Jones e já contracenou, entre outras, com a Glenn Close (bem close, por sinal), a Kathleen Turner (muito antes dela ter engordado), a Sharon Stone (no célebre filme em que ela cruza as pernas e mostra o pipi sem querer) e com a Demi Moore (num filme em que ela queria sempre more) – um gajo desse calibre, deve perceber de cunilingus e deve tê-lo praticado í  fartazana!

O Diário de Notícias, em serviço público, dedica hoje uma página a este transcendente assunto e foi perguntar ao Dr. Daniel Silva, responsável pelo serviço de Cirurgia da Cabeça e Pescoço do IPO de Lisboa, se era mesmo verdade que o minete pode provocar o cancro (o repórter não terá usado estes termos, mas o sentido geral era esse).

Claro que o médico disse que o álcool e o tabaco, esses sim, são em grande parte responsáveis pelos cancros da garganta e que, quanto ao sexo oral, nada estava provado, embora o vírus do papiloma humano (HPV), tipo 16, possa estar associado a diversos tipos de cancro, nomeadamente, os cancros do colo do útero.

Colo do útero?!

O sexo oral não vai tão longe, caramba!

Parece que a OMS está a estudar o assunto. Gostaria de saber como…

Portugal é o terceiro país do mundo no que respeita í  incidência de cancro na garganta.

Portanto, se houver alguma relação entre este cancro e o cuninlingus, ficámos a saber que, para além de outras qualidades, somos também uma cambada de mineteiros.

Não acredito.

Se ouvirem com atenção a gravação acima, o Michael acaba a frase com uma gargalhada, o que quer dizer que estava gozar…

í“ Michael, pá – não brinques com coisas sérias!

Vitor Gaspar é do Benfica? Está tudo explicado!

Ora bem: a OCDE já disse que a recessão vai ser pior do que o Governo previu; o défice, que devia ser de 2,5%, passou para 4% e há-de vir a ser de 4,5%, pelo menos; a taxa de desemprego é muito maior do estava previsto; a economia não cresce.

Em resumo: todas as previsões de Vitor Gaspar falharam e o país continua o seu caminho para o abismo.

O país está deprimido, muito mais depois do fracasso total do Benfica, no Campeonato, na Liga Europa e na Taça.

Sempre são 6 milhões de adeptos tristes e cabisbaixos.

Hoje, na Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, Vitor Gaspar explicou tudo, ao dizer:

«Antes de mais, peço a vossa simpatia pelas últimas semanas difíceis que tenho vivido como adepto do Benfica. Esta questão de perder sucessivamente por 2-1, em alguns casos depois do tempo regulamentar, é uma provação que merece toda a simpatia».

Afinal, o ministro das Finanças, aquele que falha todas as previsões, é adepto do Benfica, aquele que falha todas as finais.

Com adeptos destes, quem precisa de adversários?…

Há falta de exorcistas em Portugal

Fiquei preocupado hoje ao ler, no DN, que só temos três exorcistas oficiais, reconhecidos pela igreja católica, em todo o país.

A notícia começa por dizer: «Os casos estão a aumentar em todo o mundo e já são considerados um problema pastoral, porque em muitas dioceses, cá e lá fora, não há uma resposta concreta e organizada. (…) Actualmente, em Portugal, há apenas três dioceses que assumem ter exorcista – Lamego, Santarém e Viseu.»

Quer dizer: Satanás continua a atacar, cada vez há mais pessoas com o Demo no corpo e a igreja não tem meios para resolver este problema do Diabo!

D. José Policarpo, o quase ex-cardeal patriarca, emitiu um decreto especial sobre este assunto, no ano passado, dizendo que «os padres devem certificar-se de que os males apresentados pelas pessoas “não são sugestão, auto-sugestão ou doenças do foro psicossomático”».

Por outras palavras: os padres devem certificar-se de que as pessoas estão mesmo possuídas pelo Demónio.

Como será que os padres fazem isso?

Mais um mistério da religião…

Voltemos í  notícia: «O exorcista mais conhecido é o de Lamego, Duarte Lara, que atende centenas de casos de todo o país e que acompanhou durante sete anos o trabalho do exorcista de Roma, o padre Gabriel Amorth, considerado o maior especialista na matéria. Tem falado abertamente sobre este assunto, nomeadamente no seu site, www.santidade.net»

Fui visitar o site e, depois de ouvir parte do depoimento do padre Lara (são 52 minutos de conversa…), fiquei convencido.

Já marquei uma sessão.

Esta comichão que tenho tido só pode ser o Diabo a querer entrar em mim, porra!

Cortes

Ora deixa lá conferir:

– corte no subsídio de desemprego – feito

– corte no subsídio de doença – feito

– corte no rendimento de reinserção – feito

– corte nos subsídios de férias e de natal – feito

– corte nas pensões e reformas – feito

– corte nos ordenados – feito

– corte nas isenções do Serviço Nacional de Saúde – feito

O que falta cortar?…

alvaro_gaspar

 

Por que razão Cavaco Silva não é um palhaço e Sousa Tavares está enganado e o que tudo isto tem a ver com a nova DSM, a classificação americana das doenças mentais

Numa entrevista, perguntaram a Miguel Sousa Tavares se Portugal precisava de um palhaço, como o italiano Beppe Grilo, que teve uma excelente votação nas últimas eleições.

Sousa Tavares respondeu: «Beppe Grilo? Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva».

O visado, resolveu mexer-se e a Procuradoria Geral de República vai investigar.

Chamar palhaço a Cavaco será insulto?

Acho que não.

Se Cavaco fosse palhaço, seria um palhaço pobre ou um palhaço rico?

Se tivermos em linha de conta os seus lamentos quanto í  magreza da sua pensão, que mal dava para as despesas, Cavaco seria um palhaço pobre.

No entanto, ao tomar conhecimento das acções que ele e a esposa detêm e do negócio que fizeram com as do BPN, teríamos que dizer que Cavaco seria um palhaço rico.

Acontece que – por muito que eu não goste de palhaços! – Cavaco Silva não tem a mínima capacidade para fazer rir ninguém, o que o impede de ser, ou vir a ser, um palhaço sofrível.

Parte-se do princípio que um palhaço faz palhaçadas, as quais nos fazem rir ou, pelo menos, sorrir.

Ora, Cavaco só nos faz chorar, choramingar ou, mais frequentemente, gritar, cerrar os punhos, ranger os dentes, puxar os cabelos e dizer obscenidades!

Sousa Tavares tem coisas a seu favor: é um comentador independente, desassombrado, desalinhado. Tem, também, coisas contra: é adepto da caça e do FCPorto.

Tem, agora, outro ponto contra: chamou palhaço a Cavaco e enganou-se.

Claro que a publicidade em redor deste incidente, dá-lhe muito jeito porque, como lançou, agora, um novo romance, toda a gente vai falar disto nos próximos dias e dizer vamos lá comprar o livro deste gajo, que chamou palhaço ao Cavaco!

Miguel tem antecedentes.

O pai Sousa Tavares também gostava de chamar coisas aos outros.

Ficou famosa a sua declaração na Assembleia da República, em 5 de Janeiro de 1982, quando, virando-se para Jerónimo de Sousa (esse grande operário que, já nessa altura, há mais de 30 anos, sujava as mãos na Assembleia!)  disse: « Olhe, vá í  merda! Idiota! Mandrião! Vá trabalhar, que foi aquilo que nunca fez na vida! Calaceiro!»

Ora, se o pai insultou e o filho insulta, não estaremos perante uma doença?

Os psiquiatras norte-americanos acabaram de aprovar a DSM-5, a tabela que classifica as doenças mentais e conseguiram arranjar mais 18 doenças mentais, entre as quais a “compulsão alimentar periódica” (binge eating disorder) e a “desregulação disruptiva do humor”.

A primeira engloba pessoas que comem em excesso pelo menos uma vez por semana nos últimos três meses.

A segunda, inclui crianças ou adolescentes até aos 18 ano que apresentem irritabilidade persistente e birras frequentes, com descontrolo comportamental, pelo menos três vezes por semana no último ano».

Seguindo este raciocínio, insultar mais do que um político, três vezes no último mês, poderá muito bem vir a tornar-se uma doença mental, tipo “binge insulting disorder”.

Em resumo: Cavaco não é nenhum palhaço – Sousa Tavares é que é maluquinho!

Ray Manzarek – mais uma porta que se fecha

A primeira canção dos Doors de que me lembro: Hello, I Love You.

ray manzarekCurta e eficaz. Destaque para o vozeirão de Jim Morrison e para as teclas de Ray Manzarek, que morreu ontem, vítima de cancro biliar, aos 74 anos.

Morrison e Manzarek formaram os Doors, em Chicago, em 1965, juntamente com Jonh Densmore (bateria) e Robby Krieger (guitarra).

Nos anos 60, em Portugal, ouvia-se António Calvário, Artur Garcia, Simone de Oliveira, Gianni Morandi, Sylvie Vartan, Adamo.

Ouvir, na rádio, uma canção dos Beatles, era quase uma cena clandestina.

A pouco e pouco, a pop britânica foi ganhando espaço e, í s tantas, já era banal ouvirem-se as coisas mais soft: Herman’s Hermits, Bee Gees, Hollies; ou os americanos mais inofensivos: Beach Boys, Turtles.

Mais raro era escutar os Rolling Stones (Let’s Spend the Night Together foi considerado obsceno!) e os Doors.

Destes, o Light My Fire era o tema mais conhecido, embora fosse mais fácil ouvi-la na versão do José Feliciano, do que na dos Doors – e nunca foi a minha preferida.

Sempre gostei mais do já citado Hello, I Love You, e de Strange Days, Riders of The Storm, Love Me Two Times, para não falar no fundamental The End, sobretudo acompanhado das imagens de Apocalipse Now!, de Coppola.

Nos anos 60, as bandas (dizia-se, os conjuntos…) raramente tinham teclas nas suas formações. Lembro-me dos Animals, Spencer Davis Group, Procol Harum, Moody Blues – mas as teclas de Manzarek eram diferentes e, na música dos Doors, tinham muito mais importância que as guitarras.

Com a morte de Jim Morrison, os Doors morreram também, embora Manzarek tenha continuado a sua vida como músico.

Mas, como se sabe, o que já foi, não volta a ser.