Título do DN de hoje:
«TAP perdeu 20 mil passageiros/ano»
Então, agora, a TAP já não perde só as bagagens?…
aqui desde 1999
Título do DN de hoje:
«TAP perdeu 20 mil passageiros/ano»
Então, agora, a TAP já não perde só as bagagens?…
Esta história é tão inacreditável que me sinto obrigado a fazer uma declaração solene.
E essa declaração é: o que eu vou contar é verdade!
O Conselho Superior de Magistratura decidiu aposentar compulsivamente um juiz da Covilhã que, para além de ter centenas de processos em atraso, ainda tinha o desplante de usar termos menos próprios, em pleno tribunal.
Por exemplo, segundo o Boletim do Conselho, o juiz teria dito, no final de um julgamento, “está absolvida a ré fofinha”.
Ora, não é aceitável que um juiz classifique de “fofinha” qualquer ré, por mais jeitosa que seja.
Se a ré for feiosa, malpronta, desajeitada, será que o juiz diria: “está absolvida o estafermo da ré”?
Ou ainda: será que o juiz absolveu a ré por ela ser fofinha?
Em resumo: fez muito bem, o Conselho Superior de Magistratura, em reformar compulsivamente o dito juiz.
Ou não?
O Público hoje revela que, afinal, o que o juiz disse foi: “foi absolvida a ré Fofinha”.
E, neste caso, o éfe capital, é importantíssimo.
É que a ré era, com efeito, uma empresa – Fofinha – Fios e Tecidos, Ld.
Portugal no seu melhor!…
Notícia do DN de hoje:
«Barack Obama inicia hoje uma visita de dois dias í Austrália e uma empresa local não quis perder a oportunidade de se promover, oferecendo (…) um seguro contra dentadas de crocodilo. Obama passará por Darwin, habitat por excelência destes animais e se uma eventual mordidela levar í sua morte, a família receberá 37 400 euros.»
A família do crocodilo?
Título do DN de hoje:
«Mil pessoas morrem por ano devido a cigarros mal apagados»
O quê?!
Então, e devido a cigarros bem acesos, quantas morrem?
Diz a notícia que vão «entrar em vigor as novas regras para o fabrico de cigarros para que se apaguem quando não são fumados».
Para além da frase estar mal construída, esta afirmação levanta-me a seguinte dúvida: será que, agora, os maços de cigarros passarão a ter cigarros acesos, que se apagarão automaticamente se não forem fumados?
E ao fim de quanto tempo?
Claro que é apenas um erro de construção da frase.
Diz a Comissão Europeia que «os cigarros acesos abandonados são uma das principais causas de incêndios mortais na Europa». Assim, poder-se-ão evitar cerca de 500 mortes por ano, com a introdução dos chamados cigarros de propensão reduzida para a ignição.
Segundo a notícia, este tipo de cigarros têm um »tempo de combustão mais reduzido e, assim, menor possibilidade de inflamar mobiliário, roupa de cama e outro material».
Ainda bem que já deixei de fumar.
Uma das coisas que me dava mais gozo era ver o mobiliário e a roupa da cama arderem em segundos!…
Segundo o DN, «o PS vai propor na terça-feira que a Comissão parlamentar do Ambiente passe a consumir água da torneira, uma medida para dar o “exemplo” no Parlamento, onde se consomem anualmente mais de 45 mil garrafas de água».
Acho mal.
Percebe-se que, em tempos de crise, os deputados fiquem a pão e água, mas penso que os nossos deputados deviam ajudar a nossa economia e passar a consumir vinho.
As sessões parlamentares seria muito mais divertidas!
Segundo o Sol, «o Estado está a preparar-se para derreter as moedas de escudo que estão guardadas desde 2002 – momento da adesão í moeda única europeia».
São toneladas de moedas de escudo que estão í guarda de militares da Força Aérea, no campo de tiro de Alcochete.
Derreter tantos escudos, quando o euro está í beira de explodir, será boa ideia?
Se calhar, é altura do Otelo pegar nos seus 800 homens e assaltar Alcochete!
Foi em Novembro de 1999 que meti O Coiso na net, já lá vão 12 anos!
Tal só foi possível graças í Dee, que fez o design da página, e ao Pedro, que me ensinou como fazer. Para colocar O Coiso na net, usava-se o Dreamweaver, se não estou em erro.
Nessa altura, a ideia era recordar textos que escrevi nas décadas de 70, 80 e 90, para as mais variadas publicações e programas de rádio e televisão.
A saber, por ordem cronológica: jornal República, semanários Pé de Cabra, O Coiso e Gazeta da Semana, Pão Comanteiga, programa de rádio, revista e suplemento em A Capital, ainda na rádio, o Contra-Ataque, o Programa da Manhã da Rádio Comercial, a crónica semanal do Raúl Solnado, quer na rádio, quer na RTP, os Intocáveis, rubrica de discos da música pimba, integrada num programa de Paulo Fernando, na RDP, o semanário O Bisnau, os programas televisivos A Festa Continua e Arroz Doce, o programa de rádio Pé de Vento e o semanário Pau de Canela, o programa de rádio Uma Vez por Semana, os programas televisivos A Quinta do Dois e 1,2,3, a peça de teatro Quem Tramou o Comendador?, os episódios iniciais da sitcom Lá Em Casa Tudo Bem, e o programa televisivo Zona +.
Escrevia que me desunhava!
Mas, a pouco e pouco, o Velho Coiso começou a integrar, também, textos a propósito da actualidade e fotos legendadas, geralmente com políticos da nossa praça. Por coincidência, o último Cromo do Coiso publicado no antigo design da página, em abril de 2006, foi de Berlusconi, que ontem mesmo se demitiu.
A partir desse ano (2006), O Coiso mudou-se para aqui, para o WordPress e está muito bem assim.
Mais 12 anos?
Nascido em 1939, em França, Cartier vive em Portugal há anos o que o fez aventurar-se a escrever esta espécie de dicionário, directamente em português.
Não faria mal nenhum, não fosse o caso de, aqui e ali, não se perceber o que ele quer dizer. Além disso, não houve grande cuidado na revisão do texto, já que Cartier repete a mesma coisa várias vezes, em partes diferentes do livro. Por exemplo, sobre o herói de BD Tintin, esclarece que o nome do seu autor Hergé, é um pseudónimo de Georges Remi, pelo menos, em dois trechos do livro. Também refere, em três ocasiões diferentes, que a palavra “azar” provém do árabe az-zahr, que significa dado. E estes são apenas dois de muitos exemplos de repetições desnecessárias e que poderiam ter desaparecido se o texto tivesse sido revisto.
Como estrangeiro que é, Cartier sacou bem alguns vícios da nossa língua coloquial e quase que consegue ter alguma graça.
Exemplo, com a palavra “andar”:
«Deslocar-se a pé. Em outras palavras, indica e traduz a locomoção. Mas é também sinónimo de piso (Eu moro no 5º andar). e mesmo de apartamento (Visite o nosso andar modelo). Não confundir com “andor” (apesar do facto de que o mesmo não pode andar sozinho). Se alguém pode perfeitamente andar a correr, a recíproca não existe (e porque não?). Usa-se também peremptoriamente associado com “tocar” na expressão definitiva, sinónima de “E pronto!” ou “Vamos embora!”: Toca a andar! (pronunciada: tocandar). Encontra-se também em expressões curiosas e automáticas feitas principalmente pelo telefone, tais como: “Onde é que tu andas?”, ou: “O que é que tu andas a fazer?” Os pais podem também chamar a atenção do filho ou da filha, exigindo: “Anda cá!”»
Se o autor se tivesse cingido í análise destas palavras ou frases da nossa linguagem do dia-a-dia, talvez tivesse conseguido fazer um livrinho coerente e simpático, fazendo lembrar um brilhante Elucidário de Conhecimentos Quase Inúteis (1985), de Roby Amorim, pequena publicação onde eram explicadas as origens dde algumas expressões correntes, como “ir para o maneta”.
Mas Cartier mistura muita coisa, pequenas informações linguísticas, datas históricas, citações de filósofos e escritores franceses e até referências í actualidade política (uma das entradas, por exemplo, é TGV…)
E por vezes, parece que se perde no português, que perde o fio í meada. Um exemplo: a propósito da palavra “dias”, espanta-se por usarmos “segunda, terça, quarta, quinta, sexta”, enquanto os ingleses e os franceses têm um nome para cada dia da semana. Mas, depois, acrescenta: «Infelizmente, os Portugueses não são os únicos originais neste aspecto: também os Gregos (apesar dos inumeráveis deuses da Antiguidade) “traduzem” os quatro primeiros dias da semana, contando por números ordinais (no feminino, como em Português), depois do Sábado (Savvato que é neutro) e do Domingo (Kuriaki, também feminino); Sexta-feira, também no feminino, se diz Paraskevi. Onde é que se encontra e exclusividade ou originalidade portuguesa? Mas, de todo o jeito e em poucas palavras: Deus seja louvado!»
Perceberam? Eu não.
E há muitos trechos destes no livro, o que é pena, porque o resultado final acaba por ser um pouco entediante.
Acrescentaria: o autor pergunta “Como é possível ser português?” e eu pergunto: “como é possível uma editora publicar um livro destes?”
Passos Coelho inventou um novo substantivo – malabarices!
Foi na discussão do Orçamento e a propósito de cativações. Disse ele: «nós não fazemos malabarices com cativações».
Disse uma deputada do Bloco, que seria uma junção de malabarismos com aldrabices, o que me parece lógico.
Mas tudo resultou da discussão í volta de uma almofada, que Seguro diz existir no Orçamento, e Passos garante não existir.
Problemas de cama, portanto…
Ficaram todos muito chocados quando o Otelo disse que lhe bastariam 800 homens para derrubar o governo.
O homem estava a ser poupado, caramba!
Só para despentear o ministro da Defesa, Aguiar Branco e calar o Miguel Relvas serão precisos dois exércitos!
O Otelo estava a querer poupar dinheiro aos contribuintes.
Obrigado Otelo – e não te esqueças de tomar as gotas, pá!