Benfica Campeão!

Há uns tempos, a Maria João dizia ao Pedro, no Facebook, a propósito do Census, que achava estranho Benfica não aparecer em Religião.

E o Pedro respondeu que Benfica não é Religião, mas sim nacionalidade.

É bem verdade: o Benfica confunde-se com a Nação.

É por isso que é estranho que o campeonato nacional seja ganho por um clube regional.

Mas enfim… Campeão é sinónimo de Benfica ou, por outras palavras, no que respeita ao Benfica, “campeão” é um adjectivo – porque Benfica é, e será sempre, substantivo!

Só que, por vezes, o Benfica decide não exercer a sua qualidade de campeão, como aconteceu este ano.

Do alto da sua magnanimidade, o Benfica deixa, por vezes, que outros pequenos clubes usem as faixas de campeões.

Aconteceu ontem, na Luz, com aquele clube com a camisola í s riscas.

E tão felizes que eles ficaram, pobrezinhos!…

Depois, a luz apagou-se na Luz. Porquê?! Perguntaram os tipos das riscas.

Enfim, como disse alguém: Jesus era carpinteiro, não era electricista…

Desligaram-se as luzes e ligaram-se os aspersores.

Como disse o Pedro: foi pena que, em vez de água, não tivesse saído alcatrão. Depois, era só cobri-los de penas… de águia…

Ou talvez fosse um desperdício…

Hoje í  noite, o telejornal mostrou imagens dos adeptos do Porto a festejarem a vitória, um pouco por todo o mundo: muitos adeptos na cidade do Porto, três tipos em Bruxelas, cinco em Genebra, dois em Luanda… e, assim de repente, não me lembro de mais nada.

Tristes campeões em tempos de crise!…

“Juliet Nua”, de Nick Hornby (2009)

—Nick Hornby escreveu um livro muito bem conseguido, chamado “Alta Fidelidade” (1995), que foi adaptado ao cinema, com a realização feliz de Stephen Frears e a interpretação inspirada de Jonh Cusack.

E isso chegava para que Hornby tivesse o seu quinhão no “hall of fame” dos escritores populares.

Os restantes livros de Hornby são muito menos interessantes e deixam pouca marca (“Era Uma Vez Um Rapaz” (1998), “Como Ser Bom” (2002), “Um Grande Salto” (2005) e “Slam” (2008).

Este “Juliet Nua” é, talvez, o menos interessante de todos.

Conta-nos a história de Duncan e Annie, um casal inglês, quarentão, que vive uma vida triste, rotineira e sem filhos, numa terrinha igualmente triste e sensaborona. Ela é conservadora do desinteressante museu local e ele é professor, tendo como único interesse na vida a figura de um obscuro músico rock dos anos 80, o norte-americano Tucker Crowe.

Este último, depois de lançar o álbum que seria o melhor da sua carreira, chamado “Juliet”, retira-se para parte incerta e nunca mais dá sinal de vida.

Depois de algumas peripécias, Tucker acaba na cama de Annie, mas só por uma noite. Ou talvez não.

A história é curta, praticamente não há personagens secundárias nem histórias paralelas e a escrita de Hornby, que se quer coloquial, acaba por se tornar enfadonha e, por vezes, difícil de seguir – e a culpa não deve ser da tradução.

Bom para se ler no aeroporto (o que não foi o caso…)

Garantia de Kantaris

Está um gajo muito ansioso, com medo de não receber o próximo salário, devido ao agravamento da crise, quando descobre, no Diário de Notícias, uma pequena local que o tranquiliza.

Segundo o jornal, na Feira Esotérica de Oeiras, que está a decorrer, a taróloga Kantaris garante que Portugal vai ultrapassar a crise.

E o jornal explica que Kantaris lançou as cartas e verificou que, “olhando para a rainha de ouros como carta secundária, é um bom sinal”.

Quanto ao apoio internacional, “está assegurado pelas cartas da Roda da Fortuna e pelo 10 de ouros”.

Pronto!

Estamos safos!

O Cavaco pode meter a viola no saco, o Sócrates pode baixar a grimpa, o Coelho pode deixar-se de tretas!

O 10 de ouros da taróloga Kantaris garante que alguém virá ajudar o nosso querido país.

Mas amanhã, descobriremos se Kantaris tem ou não razão.

É que ela também garante que o Porto vai ser campeão amanhã, na Luz…

PSD propõe PEF contra PEC do PS

O DN publica hoje o as LG (linhas gerais) do PG (programa do governo) do PSD (esta sigla não sei bem o que quer dizer, social-democrata?…duvido…).

O PG foi elaborado por uma equipa chefiada por EC (Eduardo Catroga) e diz que foi construída a partir de trabalhos do GEN, da CRI e do IFSC.

Percebi perfeitamente.

Diz o documento que o PG está assente em 5 pilares.

É pouco. Aposto que vai cair…

O Pilar 2 propõe um PEF e uma ACCE.

Já o Pilar 3, visa o SPA e o SEE, incluindo as PPP.

Também se fala em IPSS, no Pilar 4 e no espaço da Lusofonia, no Pilar 5.

Conversa de chacha.

Estamos lixados!

Cabrita & Coelho

Amanhã vai ser posto í  venda o livro mais esperado desde que Camões escreveu Os Lusíadas.

Chama-se “Passos Coelho – Um Homem Invulgar”, da autoria de Felícia Cabrita.

Revelo, apenas, este pequeno naco, porque me emociono, só de ler o título:

“Os suspiros que o rapaz de cabelo loiro e olhos claros despertava nas raparigas do liceu”.

O rapaz, como se depreende, é Passos Coelho e o livro da Dona Cabrita será um marco no humor português.

Super-Catroga!

Ocupado, desde há semanas, a preparar o programa de governo do PSD, eis que Eduardo Catroga é eleito para o Conselho Leonino, nas eleições do Sporting.

Não se espantem, depois, de ver como medidas de austeridade, propostas pelo Passos Coelho, o corte nos salários dos jogadores do Sporting ou o aumento das quotas aos sócios.

Pior ainda será se o dinheiro do nosso IRS servir para contratar um novo ponta de lança para os lagartos.