Trabalho infantil

—Segundo o DN de ontem, “crianças da catequese dos Jerónimos e das escolas desta zona de Lisboa, ofereceram ontem a Bento XVI pequenas rosas que simbolizavam «a maratona de orações pela pessoa e intenções» do Papa. os mais novos rezaram um total de 830 mil avé-marias”.

Isto é trabalho infantil, por amor de Deus (ou por amor do Papa, o que vai ao mesmo, não é?)!

Pí´r um número indeterminado de criancinhas a rezar avé-marias de enfiada, uma após outra, é quase tão violento como coser bolas de futebol ou ténis Nike, como fazem os miúdos no Bangla Desh.

E quem contou as avé-marias, para saber que foram 830 mil? E por que raio foram 830 mil e não 765 322?

Tudo isto está para lá de patético!…

Californication – 2ª temporada

—A maior parte das séries de televisão norte-americanas desta nova fornada, começa muito bem mas vai perdendo gás ao longo das temporadas. As excepções (Sopranos e The Wire), confirmam a regra.

Californication ainda só vai na 2ª temporada e, por enquanto, mantém a mesma performance. Claro que não se compara a qualidade desta série soft-porno-chic, com The Wire, por exemplo – são coisas completamente diferentes, mas Californication é divertida, mantém um andamento apreciável e como os episódios são curtos, não chega a chatear.

Duchovny, no papel do escritor falhado, continua o seu underacting e, com aqueles olhos de carneiro mal morto, vai papando as miúdas todas da série, mas sempre sem querer e com uma dose de culpabilidade que dura 10 minutos.

Gosto muito da personagem de Charlie Runkle, interpretada por Evan Handler, masturbador compulsivo, agente de actrizes porno falhadas e que parece estar sempre no local errado, í  hora errada.

Vejamos se a 3ª temporada mantém o ritmo das duas anteriores.

Já estou de papa cheio!

Ele ainda só chegou ontem e já não posso ouvir falar mais dele!

Do Papa, evidentemente.

O Papa com Cavaco, o Papa com António Costa, o Papa com o Sócrates, o Papa com o Nuno Gomes (não manches a camisola, Ratz!), o Papa com o Cardeal Patriarca, o Papa com os jornalistas, o Papa com aqueles jovens virgens que lhe cantaram uma serenata, o Papa no papamóvel, o Papa í  varanda, o Papa a acenar, o Papa a discursar, o Papa a cantarolar na missa, o Papa a pedir desculpa pelos pecados da igreja, o Papa a exibir o seu anel de ouro, o papa com o Tejo ao fundo, o Papa a caminho de Fátima!

Chega de Papa!

Depois, não me venham dizer que Portugal é uma república laica!

Laica era a cadela russa que morreu no espaço!

—Fotos de Steven Governo/Global Imagens e Armando Franca/AP

Papoilas saltitantes!

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Obrigado, Jesus, por me teres dado uma época com mais de 100 golos do Benfica!

E tem paciência, Domingos, mas um treinador que, em vez de dar os parabéns ao campeão, diz que o Benfica jogou mais de um terço do campeonato contra 10, está condenado a ser um treinador de um clube regional.

Ninguém prende este espanhol?!

—Quem lesse só as gordas da primeira página do Expresso de hoje, ficaria convencido que anda por aí um espanhol aos tiros, nas escolas.

Depois, lendo a notícia, ficamos a saber que foi o ensino do espanhol a disparar nas nossas escolas, isto é, cada vez há mais portugueses a aprenderem espanhol.

Liberdades jornalísticas…

Concertos no S.Luiz

—Eu sou do tempo em que havia uma temporada de concertos no S. Luiz.

Por 10 paus (0,049 euros), podíamos assistir a um “pequeno concerto”. No dia 20 de Janeiro de 1972, assistimos a um concerto de Nella Maissa, que tocou obras para piano de Scarlatti, Beethoven, Croner de Vasconcellos e Chopin.

Uns dias antes, na mesma sala, tínhamos assistido í  Abertura de “Gabriela, Cravo e Canela”, de Lopes Graça, ao 4º Concerto para piano de Beethoven e í  4ª Sinfonia de Tchaikovsky.

Com orquestra, era mais caro – 12 escudos (0,059 euros).


Aluga-se T1 em Cacilhas

Família romena aluga T1 em zona central de Cacilhas. A 5 minutos dos barcos para Lisboa, mesmo junto a uma estação do Metro Sul do Tejo, em zona com muito comércio. A área é pequena, mas arejada e tem uma linda vista para o parque de estacionamento da Avenida 25 de Abril. Boa oportunidade. Cede-se pela melhor oferta.

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