Ninguém prende este espanhol?!

—Quem lesse só as gordas da primeira página do Expresso de hoje, ficaria convencido que anda por aí um espanhol aos tiros, nas escolas.

Depois, lendo a notícia, ficamos a saber que foi o ensino do espanhol a disparar nas nossas escolas, isto é, cada vez há mais portugueses a aprenderem espanhol.

Liberdades jornalísticas…

Concertos no S.Luiz

—Eu sou do tempo em que havia uma temporada de concertos no S. Luiz.

Por 10 paus (0,049 euros), podíamos assistir a um “pequeno concerto”. No dia 20 de Janeiro de 1972, assistimos a um concerto de Nella Maissa, que tocou obras para piano de Scarlatti, Beethoven, Croner de Vasconcellos e Chopin.

Uns dias antes, na mesma sala, tínhamos assistido í  Abertura de “Gabriela, Cravo e Canela”, de Lopes Graça, ao 4º Concerto para piano de Beethoven e í  4ª Sinfonia de Tchaikovsky.

Com orquestra, era mais caro – 12 escudos (0,059 euros).


Aluga-se T1 em Cacilhas

Família romena aluga T1 em zona central de Cacilhas. A 5 minutos dos barcos para Lisboa, mesmo junto a uma estação do Metro Sul do Tejo, em zona com muito comércio. A área é pequena, mas arejada e tem uma linda vista para o parque de estacionamento da Avenida 25 de Abril. Boa oportunidade. Cede-se pela melhor oferta.

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25 de Abril, sempre!

Para que não se repita:

“Se esse acto teve a simpatia da maior parte do país, não teve a minha, pois há muito que eu gostaria de passar í  vida privada mas sou de opinião que, em qualquer circunstância, enquanto um português tiver vida e saúde não se deve negar a cumprir a sua missão ao serviço da Pátria” – Américo Tomaz, em novembro de 1972, a propósito de ter sido nomeado para o terceiro mandato consecutivo como presidente da República.

“Percorre-se a Guiné, anda-se pela vastidão angolana, desloca-se quem quer que seja, de lés a lés de Moçambique e não encontra populações revoltadas” – Marcelo Caetano, julho de 1972.

“Nesta terra portuguesa, aqui temos não só compatriotas de Cabo Verde a dizerem e a testemunharem a sua devoção í  Pátria, agarrados í  bandeira de Portugal, como ainda antigos combatentes orgulhosos da mesma Pátria comum a jovens prontos a partir para o combate, sob o olhar enternecido, é certo, das mães, esposas e noivas, com o coração a sangrar de saudade, mas todas altivas e orgulhosas dos seus filhos, maridos e noivos que lá vão servir e lutar pela Pátria querida, por Portugal eterno” – Dr. Serafim Silveira Júnior, na manifestação municipal, organizada em Almada em 18 de julho de 1972.

“Lusíadas são os nossos filhos que hoje se cobrem de glória nas terras quentes e morenas de Portugal africano, terras que são carne da nossa carne, sangue do nosso sangue. Lusíadas são Américo Tomaz e Marcelo Caetano, que continuam, no presente, a obra dos Lusíadas do passado” – Afonso Marchueta, agosto 1972.

Citações sacadas de recortes do jornal República, da coluna diária “Ponto Crítico”, da autoria do ílvaro Guerra.

Quem quer 2214 latas?

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São 2214 latas de bebidas diversas, coleccionadas ao longo de mais de 30 anos.

Latas de 52 países, da ífrica do Sul í  Venezuela.

Latas de cerveja (599), de cola (438), de laranja (214), mas também de café (10), goiaba (5) ou sumo de líchia (2).

Esta colecção será vendida pelo preço simbólico de 1 euro a quem provar merecê-la.

Só tem que comentar este post com um texto em que figure a frase: «eu mereço esta colecção de latas».

O autor do texto que mais me agradar, será contactado para combinarmos o transporte da colecção, que será da responsabilidade do novo dono.

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A teoria de Morales

Afinal, a homossexualidade e a calvície têm a mesma génese. Confesso que nunca tinha reparado que os homossexuais eram todos carecas, assim como ainda não me tinha apercebido que todos os carecas são homossexuais.

—Mas quem o diz é esse grande cientista Evo Morales que, simultaneamente, é o presidente da Bolívia.

“Os frangos que hoje se comem estão carregados de hormonas femininas. Quando os homens comem esses frangos, sofrem desvios” – disse o eminente cientista boliviano. Esses desvios consistem, acrescentou Morales, na homossexualidade e na calvície.

É pena que Morales não tenha dito o que acontece í s mulheres que comem frangos. Será que ficam ninfomaníacas e desatam a atirar-se a todos os homens que passam por elas – desde que não sejam carecas, claro, porque esses serão maricas.

Parabéns, Bolívia! Tens um presidente como deve ser!

House – 5ª temporada

—A 5ª temporada de House tenta regressar í s origens, apresentando alguns casos clínicos interessantes, apesar de raríssimos e altamente improváveis.

House continua intratável e consegue sempre fazer esquecer o doente e fazer centrar sobre si próprio as atenções de todos, desde a directora do hospital ao pobre do Dr. Wilson, que House manipula a seu belo prazer.

A meio da série, um dos seus discípulos suicida-se (devia querer mudar de emprego), House fica abalado, aumenta a dose de Vicodin, começa a ter alucinações (que o tradutor insiste em chamar “delírios”!) e faz um “cold turkey” com a ajuda da directora do hospital, acabando por ir para a cama com ela.

Vamos ver como os argumentistas descalçam esta bota na 6ª temporada: um House “clean” e tendo um caso com a Cuddy é capaz de não ter tanta graça.