“Gran Torino”, de Clint Eastwood

grantorinoClint Eastwood é Walt Kowalski, um americano de origem polaca que andou na guerra da Coreia e, agora, vive num bairro dos subúrbios, rodeado de emigrantes.

Logo na casa ao lado, vive uma família de vietnamitas; o barbeiro, é um italo-americano; logo ao virar da esquina, afro-americanos aos magotes.

Walt é viúvo, dá-se mal com os filhos, tem um feitio intratável, passa o dia a beber cerveja e a fumar cigarros e está doente. Tem a voz rouca e grave, tosse e cospe sangue. Vai ao médico, mas até o seu velho médico se foi embora, sendo substituído por uma jovem médica de origem asiática.

Walt trabalhou muitos anos na Ford e tem um velho Ford Gran Torino, em excelente estado de conservação.

Um gangue de adolescentes de origem asiática convence um dos vizinhos de Walt a iniciar-se no mundo dos gangues, roubando-lhe o carro.

O adolescente tenta, mas não consegue e, na sequência desse episódio, nasce uma amizade entre o velho Walt e o jovem asiático.

Mais um grande filme do Clint Eastwood, que é como vinho do Porto – quanto mais velho, mais valioso.

A polícia de rastos

Foto e legenda publicados hoje, no Diário de Notícias.

policiaderastosSerá que já é assim que os polícias fazem juramento de honra?

Ai Sócrates, Sócrates – deixaste os polícias de rastos!

(Espero que o Sócrates não leia este texto, caso contrário ainda sou capaz de levar electrochoques, como o director do Público, coitadinho!…)

Manuela merdosa, perdão, medrosa!

A D. Manuela está com medo de viver em Portugal. Diz que Sócrates asfixiou o país, acabou com um jornal televisivo, pressionou um director de jornal e até anda a escutar o que diz o Presidente.

A D. Manuela, transida de medo, diz que todos os funcionários públicos, os que trabalham nas escolas e nos hospitais sabem que têm que ter cuidado com a língua porque podem estar a ser escutados por alguém ligado ao Governo, que logo fará deles queixa ao Sócrates.

A D. Manuela que, obviamente, está já na fase do delírio democrático, diz:

“Não aceito viver num país onde um director de jornal suspeita  que está sob vigilância”.

Percebemos perfeitamente.

D. Manuela: faça favor de se mudar, por exemplo, para a Eslovénia.

Obrigado.

A libertação de al-Zaidi

O único homem no mundo que teve a coragem de atacar George Bush, atirando-lhe com um par de sapatosÂ í  cara, foi libertado.

Condenado a 9 meses de prisão, o jornalista al-Zaidi revelou que foi torturado na prisão: simulação de afogamento, choques eléctricos e chicotadas foram alguns dos mimos com que foi presenteado.

Foi para aprender a ter mais pontaria!

Agora, já prometeu que vai treinar intensamente e, da próxima vez que atirar com sapatos í  cara de um chefe de Estado, não falhará!

A padeira de Aljubarrota

A D. Manuela não quer nada com os espanhóis!

A D. Manuela é uma nova padeira de Aljubarrota, correndo com os castelhanos í  pazada!

A D. Manuela quer-nos manter aqui, neste cantinho, longe de tudo e de todos.

Pobres, mas honrados!

A D. Manuela já não tem idade para fazer figuras destas.

Faça o favor de se retirar.

Obrigado.

“Revolutionary Road”, de Sam Mendes

revolutionaryroadUm grande dramalhão, adaptação de um romance de Richard Yates que foi finalista do National Book Award, em 1962.

Realizado por Sam Mendes e protagonizado por Kate Winslet e Leonardo DiCaprio, conta-nos a história de um casal que vê os seus sonhos de uma vida fantástica se esfumarem na vidinha de todos os dias.

A acção decorre nos anos 50 e o casal Frank e April Wheeler parecem formar o casal perfeito: ele, empregado de escritório, numa firma conceituada, ela, uma dedicada dona de casa e mãe de dois filhos.

No entanto, April não está satisfeita com a rotina do dia-a-dia e acha que Frank pode e deve aspirar a voos mais altos.

De súbito, decidem largar tudo e ir viver para Paris. Mas uma promoção inesperada, na firma de Frank e a gravidez ainda mais inesperada de April, desencadeiam a tragédia final.

Por vezes um pouco dramático de mais, dá a sensação que a adaptação cinematográfica deixa algumas coisas importantes de fora.

A realização não tem surpresas e os actores são bons (já se sabia…)

“Rachel Getting Married”, de Jonathan Demme

rachelgetsmarriedPartindo do princípio que a Rachel (Rosemarie DeWitt) nos convidou para o seu casamento, é muito indelicado, da parte da sua irmã Kym (Anne Hataway), querer ser sempre o centro das atenções.

Mas é isso que acontece: Rachel pode estar a casar-se, o marido pode até ser de raça negra, alguns dos convidados podem até ser um pouco exóticos, Rachel até está grávida e tudo e, no entanto, é Kym que atrai todas as atenções.

Kym é um toxicodependente em reabilitação; há 9 meses que está limpa, mas a coisa não está segura. Aos 17 anos, levava o seu irmão mais novo no carro e, estando completamente pedrada, teve um acidente. O carro caiu a um lago e o irmão morreu afogado.

Kym nunca mais se recompí´s.

Jonathan Demme faz um filme em jeito de reportagem, com a câmara ao ombro – o que já se vai tornando cada vez mais comum e é quase como se fosse um vídeo doméstico do casamento de Rachel. Aliás, algumas cenas são mesmo tão chatas como um casamento a sério porque nos limitamos a ver os convidados a dançar ao som de várias músicas, sem que nada de especial aconteça.

E acaba no fim…