Teoria da conspiração – Da gripe das aves a King Jong-Il

Graça Freitas, sub-directora geral da Saúde vai ter dificuldade em explicar por que razão o Estado português gastou 2,5 milhões em Seltamivir, o medicamento da Roche Farmacêutica para combater a gripe das aves.

Há dezenas de contentores metálicos, guardados em local secreto, com o precioso medicamento para uma pandemia que, até agora, matou 243 pessoas, menos do que as vítimas mortais causadas pelos furacões deste ano.

Dentro de 3 anos, o Seltamivir atinge o prazo de validade e vai para o lixo e eu fico com a impressão de que tudo isto não passou de mais uma jiga-joga para encher os bolsos de alguém.

Claro que isto sou eu a ter a mania da perseguição. A gripe das aves não é uma invenção de um lobby qualquer da Organização Mundial de Saúde, ligado, de algum modo, í  Roche, nem que seja através de um tipo que viveu no Alasca e que influenciou John McCain a propor Sarah Palin para vice-presidente dos EUA.

Penso que, no Alasca, também há petróleo e o mesmo tipo que empurrou Sarah para a frente, deve ter interesses na Bolívia, na Venezuela e em Gondomar. Daí, a afirmação de Valentim, referindo-se aos ianquis:

—

Mas tenho dúvidas se foi Valentim que disse isto, se foi Hugo Chavez. Por vezes, sinto-me confuso e a culpa deve ser minha, mas baralho muito o Valentim com o Alberto João, o Chavez com a Manuela Ferreira Leite, e todos eles com o Marcelo Rebelo de Sousa. í€s tantas, já não sei quem disse o quê…

Bom, mas o que me preocupa verdadeiramente é a área ardida. Este ano, não chegou aos 9 mil hectares, o que corresponde ao pior resultado dos últimos 20 anos. Onde andam os nossos pirómanos? Que é feito deles? O que será preciso fazer para os incentivar a trabalhar mais denodadamente? Será que deixaram de se sentir entusiasmados com as imagens televisivas das chamas a consumir a floresta?

—Se calhar, não seria má ideia criar um Diploma para o Melhor Incendiário, seguindo o exemplo do Diploma de Mérito para os melhores alunos, uma espécie de reedição do Quadro de Honra, uma moda dos meus tempos de liceu.

Sócrates e outros membros do Governo percorreram o país, entregando Diplomas de Mérito a bons alunos do 12º ano e puseram-se a jeito para serem gozados pelos Sindicatos, que pensam que a Educação está uma merda, esquecendo-se que eles, os professores, não deviam fazer parte do problema, mas sim da solução.

De qualquer modo, o Tiago Leopoldo, que é o puto de cabelo comprido, escusava de se ter exposto daquela maneira ou, no mínimo, não permitia que o Sócrates lhe pusesse aquela mão paternalista sobre o ombro. Um estudante mesmo que seja marrão, deve manter uma certa independência em relação ao poder – caso contrário, transforma-se numa espécie de Morais Sarmento, que faz flexões para o fotógrafo do Expresso e tem a lata de dizer que foi convidado para líder do PSD e não aceitou.

Eu, se fosse do PSD, mudava já de Partido. Um Partido que poderia ter tido um dirigente como Morais Sarmento só merece acabar sendo liderado por uma fulana como Manuela Ferreira Leite…

Claro que tudo isto deve ter a mão dos americanos. Eles fomentam as sublevações na Bolívia, provocam Chavez (ou Valentim, já nem sei) e até provocaram um AVC em Kim Jong-Il, o dirigente da Coreia do Norte e um dos membros do Eixo do Mal.

Sim, não me venham dizer que o Kim não tomava os anti-hipertensores e as estatinas e a aspirina e que teve o ACV por desleixo do médico de família. Ali, houve mão dos americanos, nomeadamente da Sarah Palin que, como toda a gente sabe, é uma falsa puritana, sendo contra o aborto, mesmo em caso de violação, mas aceitando o sexo dentro do casamento, mesmo em caso de disfunção eréctil.

Enfim, tudo isto deve estar relaconado com a onda de criminalidade violenta que assola Portugal.

Felizmente, essa onda vai acabar quando o director da PSP, Oliveira Pereira (duas árvores no mesmo apelido!) conseguir impor a sua vontade. Diz ele que “um políca mascar pastilha elástica e fumar, só com autorização superior!”

E pergunto eu: e snifar coca? e praticar sodomia? e aderir ao espiritismo?

Um polícia quer-se puro, bem fardado, dentes limpos, sem vícios – e que peça desculpa aos bandidos sempre que os aleije.

Confesso: há aqui algo que não está certo, mas não sei o quê…

Não voltes, Scolari!

E não voltes mesmo! Não estás perdoado!

Prefiro a selecção a perder 2-3 mas a jogar ao ataque, do que o futebol defensivo, depressivo e calculista do 1-0.

Claro que falhar tantos golos e dar tantas facilidades na defesa, como ontem aconteceu contra a Dinamarca, precisa de correcção rápida. O ataque parecia o do Manchester, com a pontaria do do Benfica; a defesa parecia mesmo a do Benfica, incluindo o Quim, que se armou em Ricardo e saiu a um cruzamento de olhos fechados.

Confesso que também não gostava muito do Queirós, mas o homem melhorou com os anos que passou ao lado de Ferguson e, sobretudo, desde que rapou o bigode.

Bom… respira-se fundo e espera-se que as coisas melhorem.

Não quero voltar ao tempo das vitórias morais, mas também odeio o futebol de Scolari.

Something in between, ok?

O Partido sou eu

—Sou assim desde criança.

Quando era pequenito, lembro-me de brincar sozinho com o meu comboio eléctrico e não deixar que mais ninguém lhe tocasse. A mãe ralhava comigo e dizia: «Paulo, por favor, não seja egoísta! Deixe o Miguel brincar!”

Mas eu encolhia os ombros e não deixava que o Miguel sequer se aproximasse. E fazia o mesmo com a pista de carros de corrida, e com as miniaturas Dinky Toys e, claro, com os Action Man. E tantos Action Man que eu tinha!…

Mais tarde, tive um jornal só para mim. Chamava-se “Independente”, que é como quem diz “Sozinho”. Quem precisa dos outros?

Mas precisava de voos mais altos. Quis um Partido político. Podia ter fundado um, mas demoraria muitos anos até que o Partido fosse conhecido e me levasse ao Poder. Por isso, aproveitei-me do CDS. Acrescentei-lhe a sigla PP e dei a entender que queria dizer Partido Popular quando, obviamente, quer dizer Paulo Portas.

O ano passado, o vice-presidente do Partido pediu a demissão. Aceitei mas não disse nada a ninguém.

Quem precisa de vices-presidentes?

Quem precisa de secretários-gerais?

Quem precisa mesmo de militantes?

Eu sou o Partido!

O Partido sou eu!

Ah! Ah! Ah!

Jornalismo de segunda

A onda de crimes violentos, em Portugal, é uma treta!

Tudo invenção da comunicação social!

A prova é esta notícia, publicada no DN de ontem e intitulada “Crianças dão de caras com ladrão a assaltar casa”.

—A prosa, da autoria de Júlio Almeida, é digna de uma composição da instrução primária. Eu tive um professor primário, chamado André, que se metia nos copos. Por vezes, nas aulas depois do almoço, já chegava com um grãozinho na asa. Compreensivelmente, não lhe apetecia ter que aturar putos de 9 anos. Então, com a sua voz de trovão, informava a turma: “Hoje vamos fazer uma composição. O tema é: ‘o eléctrico parou’. Têm duas horas para a fazer!”. E sentava-se í  secretária a dormir a sesta, enquanto nós puxávamos pelo bestunto, a tentar imaginar uma história que ilustrasse aquela frase: “o eléctrico parou”.

Foi o mestre André que me ensinou a escrever, estou convencido disso. E quer-me parecer que este Júlio Almeida, correspondente do DN em Aveiro, também deve ter tido um professor parecido com o meu. O Director do jornal deve ter espalhado a ordem: são precisas notícias sobre a onda de criminalidade, em Portugal. Tudo merece ser noticiado: a velhinha assaltada nos Correios, o velhote roubado na paragem de autocarro, o miúdo assaltado na escola, tudo faz parte desta onda de criminalidade que assola o país.

Vai daí, o Júlio Almeida foi í  procura de qualquer coisa que pudesse ilustrar este facto. E eis que dá de caras com esta história, que começa assim:

“Um susto de morte” foi o que sentiu a família residente em Chão do Rio, Riomeão, no concelho de Santa Maria da Feira”.

Logo aqui, o texto parece uma daquelas composições que a malta fazia na instrução primária, quando assinava: Artur Fernando, Avenida Gomes Pereira, Benfica, Lisboa, Portugal, Europa, Planeta Terra, Universo!

Eu sei lá onde fica Chão do Rio! Eu sei lá onde fica Riomeão! Mesmo Santa Maria da Feira… mas, vá lá… o concelho já basta, para quê o nome do lugar?

Adiante.

“O pai, corticeiro numa fábrica de Santa Maria de Lamas, entrou pelo portão de ferro, eram cerca das 18.00, sem dar conta de qualquer anormalidade.”

Logo no segundo parágrafo da noticia, aparece o pai. Mas… o pai de quem? O pai do Céu? O pai do bandido? O pai das crianças? O pai do jornalista?

Enfim, o pai é corticeiro em Santa Maria de Lamas, embora viva em Santa Maria da Feira. Começamos a desconfiar das Santas Marias em toda esta história…

Continuemos com a notícia/composição: “Seriam as duas filhas menores a dar o primeiro alarme quando, depois de abrirem a porta da casa térrea, depararam com a presença de um estranho de saco numa mão e capacete de moto, na outra. Ao deparar com as crianças, de 13 e 7 anos, o suspeito, que estava desarmado, de luvas postas e cara í  mostra, pediu-lhes ‘calma’ dizendo que ‘andava aos limões’ e imediatamente fugiu, saltando de uma altura de metro e meio”.

O texto é delicioso, sobretudo o pormenor do ladrão dizer que “andava aos limões”. Quase que temos pena dele e ficamos aflitos quando sabemos que o pobre homem saltou de uma altura de metro e meio. Será que se aleijou?

Voltemos í  composição: “o dono da casa foi logo atrás do homem que, ao deparar-se com um precipício nas traseiras, correu pelo meio dos quintais vizinhos, saltando entre silvas e arame farpado que lhe causaram arranhões no corpo”.

Vejam como somos violentos para com os ladrões, obrigando-os a arranharem-se nas silvas e nos arames farpados, construindo precipícios nas traseiras das nossas casas, enfim, dificultando-lhes a sua actividade, de um modo sádico.

Mas não é tudo. A vida dos ladrões portugueses está cada vez mais difícil. Ora vejamos: “Os constantes gritos de socorro lançados, chamaram a atenção de vizinhos, alguns seus familiares que, em pouco tempo, cercaram o presumível larápio acabando por imobilizá-lo com algumas ‘pauladas’, com receio que estivesse armado.”

Não chegava o bandido ter ficado todo arranhado com as silvas e os arames farpados! Ainda teve que levar umas pauladas, coitado! Quem defende os bandidos, em Portugal? O Procurador Geral da República? O Cavaco Silva? O Nuno Rogeiro?

Mas a notícia/composição/romance prossegue: “Atendendo a que as meninas do casal estavam em ‘estado de choque’ com o que tinham presenciado no ‘assustador’ final da tarde, seria requisitado o apoio do INEM que mobilizou para o local uma psicóloga para as confortar”.

E o ladrão? Não teve direito a apoio psicológico? Francamente! O tipo é apanhado pelas miúdas, tem que mentir, dizendo que anda aos limões, é obrigado a saltar de uma altura de metro e meio, de fugir por entre silvas e arames farpados, acaba por levar umas pauladas e, no fim, é preso e não tem direito, sequer, ao apoio de uma psicóloga?! Como querem, depois, que a reinserção social seja possível?

Na minha opinião, a culpa é, também, do próprio ladrão, que não deve muito í  inteligência. Ora vejam lá o que ele tentou roubar: “ouro no valor de dois mil euros, bijutaria diversa, dois telemóveis, um relógio de pulso oficial do Futebol Clube do Porto e uma quantia em dinheiro que a família não quis divulgar”.

Roubar um relógio do FCP? Grande estúpido! Só se fosse para o esmagar, destruir, partir, compactar, atomizar, esmigalhar, dissolver, evaporar, condensar, esfarrapar, e, depois, deitar fora!

Humilhado, o ladrão “foi presente a tribunal e ficou em liberdade a aguardar julgamento, mas sujeito a apresentações periódicas no posto da polícia”.

Felizmente, o DN publica uma foto da casa assaltada. Desafio todos os larápios das redondezas a assaltarem a casa! Não deixem que o vosso bom nome seja arrastado na lama por jornalistas de segunda!

Agora, a sério: esta notícia é bem o espelho do jornalismo que se pratica em Portugal. Como é que os jornalistas portugueses enfrentam, de um modo responsável, o aumento da criminalidade, em Portugal? Noticiando tudo, desde o assalto mais idiota, como este, ao assassinato mais violento. Esta notícia ocupa três quartos da página 22 do DN de ontem, a toda a largura da página (5 colunas). Fica tudo ao mesmo nível. E, noticiando tudo, todos ficamos com a ideia de que, em cada esquina, há um bandido í  nossa espera.

Tenham vergonha, caramba!

“Arthur & George”, de Julian Barnes

—Deste escritor britânico, já li “Inglaterra, Inglaterra” (1998) e “Amor & Etc” (2000). Nenhum deles me entusiasmou muito. O mesmo aconteceu com este “Arthur & George”, finalista do Booker Prize de 2005.

O Arthur deste livro não outro senão o famoso oftalmologista Arthur Conan Doyle que, já depois de ser famoso como autor dos romances de Sherlock Holmes, se interessa pelo caso de George Edalji, um solicitador indiano, falsamente acusado de estropiar cavalos e preso por isso.

Durante anos, Arthur tinha humilhado a polícia britânica, através de Sherlock Holmes e, agora, tinha a oportunidade de se armar, ele próprio em detective e de provar que George está inocente e que tudo não passou de incompetência da polícia. Ao mesmo tempo que esta história se vai desenrolando, vamos sabendo mais coisas sobre Conan Doyle: que a sua esposa Touie tem tuberculose e está acamada há anos, que Doyle está apaixonado por outra mulher, Jean, mas esperam 10 anos, até que Touie morra, para consumarem esse amor, que Doyle era um adepto fervoroso do espiritismo e que era contra o voto das mulheres, etc, etc. O livro acaba, assim, por ser uma espécie de biografia do outro Conan Doyle, para além de Sherlock Holmes.

Repito: não me entusiasmou muito…

ER – séries 10 e 11

—Em Itália, uma Associação de médicos sugeriu que a televisão deixasse de transmitir as séries sobre médicos (ER, Scrubs, House e Grey’s Anatomy). Razão: ao verem as referidas séries, as pessoas são levadas a pensar que é fácil fazer uma traqueostomia com um canivete e uma caneta Bic, ou uma cesariana com uma tesoura da poda.

Penso que os médicos italianos são um pouco exagerados, mas percebo o seu ponto de vista. Os médicos do ER, por exemplo, são capazes dos malabarismos mais virtuosos – embora sejam incapazes de levar uma vida amorosa estável, por exemplo.

—Estas duas séries do ER, de 2002 a 2005, têm episódios que provocam algum bocejo porque os argumentistas cederam í  facilidade da telenovela: Kerry descobre a sua mãe biológica, o filho de Carter morre í  nascença, o Kovac não consegue manter a pila dentro das calças. É seca.

Tudo isto acontece em qualquer das outras séries. O que distingue o ER das restantes séries são os grandes acidentes com politraumatizados, os esfaqueados, os membros dos gangs cheios de balas.

E o ER ainda consegue ter alguns bons episódios, como o último da 11ª série, que deixa água na boca para a série seguinte, apesar do abandono do “velho” John Carter – o ER mudou muito com a “morte” do Dr. Greene; será que sobrevive í  saída de Carter?

A revolta dos animais

Eu avisei, em devido tempo.

Tudo começou com as lagartixas, no passado dia 23.

—

 

 

O Governo nada fez. Manuela Ferreira Leite nada disse. Até Paulo Portas se manteve calado. Todos indiferentes.

Ontem, foram as ovelhas.

—Como quem não quer a coisa. Disfarçadamente. Parece que estão a pastar mas, pela calada, vão-se aproximando das faixas de rodagem. Depois, não se sabe do que poderão ser capazes.

Também ontem, na Costa da Caparica, foram vistos dois tubarões. Talvez mais. As testemunhas viram “aquela barbatana, estranha demais para ser de um golfinho”. Era cinzenta. Tubarão, claro.

O Governo anda ocupado com as alterações í  lei das armas. A Oposição gasta energia a tentar demitir aquele ministro de pele glabra.

E os animais vão-se aproveitando.

Na semana passada, uma lagartixa.

Esta semana, três ovelhas e só-deus-sabe quantos tubarões.

Em breve, cavalos, andorinhas, espadartes, leopardos, ornitorrincos!

Seremos dizimados!…

As vaginas e os crimes violentos

Notícia da agência Lusa, citada pelo Expresso de hoje:

“Duas jovens detidas em Lisboa pela polícia, escondiam na vagina 1500 euros e artigos de ouro e prata. A PSP suspeita que os artigos recuperados tenham origem criminosa. Após perseguição policial, foram detidas  encaminhadas para a esqudra, onde foram revistadas. O juiz determinou que as duas jovens se apresentem periodicamente na esquadra”.

Esta notícia tem a maior importância, se considerarmos a actual onda de criminalidade violenta.

Como toda a gente sabe, depois daqueles dois brasileiros assaltarem a agência do BES, a criminalidade aumentou muito, em Portugal. A partir daquele dia fatídico, todos os dias se registaram assaltos a bancos, a gasolineiras, a ourivesarias.

Os órgãos de comunicação social, de repente, perceberam que estávamos a viver num país perigosíssimo, onde toda a gente anda com uma pistola no bolso e desataram a noticiar todos os assaltos a cafés, lugares de fruta, capelistas, quisoques de jornais, caixas multibanco, caixas de esmolas, e tudo e tudo.

É assim que chegamos í  notícia da Lusa.

Analisemos:

As duas jovens escondiam na vagina 1500 euros. Pormenores, por favor! Os 1500 euros eram em notas de 500? Três notas de 500 cabem em qualquer vagina que se preze, caramba! Agora, se essa quantia era em moedas de 10 cêntimos, meninas! que vaginas, as vossas!

Além dos 1500 euros, as meninas também levavam nas vaginas, artigos de ouro e prata. Mais uma vez: pormenores! Que objectos? Brincos e anéis? Nada de especial. Uma caravela de filigrana e uma baixela de prata? Meninas, que vaginas!

Adiante.

“A PSP suspeita que os artigos recuperados tenham origem criminosa”. É uma questão de bom senso. Nenhuma menina bem comportada enfia artigos de ouro e pratana respectiva vagina, a menos que sejam roubados. Não estou a ver, por exemplo, a Neusa Margarida a guardar os brincos na vagina, antes de dar um mergulho, na Costa da Caparica; mas estou a ver a Cátia Vanessa a roubar um par de brincos no Centro Comercial e ir a correr í  casa de banho e enfiá-los na vagina.

De qualquer modo, as moças foram apanhadas e levadas para a esquadra onde, supostamente, foram sujeitas a um exame ginecológico. Assim se descobriram os 1500 euros e os artigos em ouro e prata. Gostaria de saber como estaria dividido o dinheiro: 800 euros numa vagina e 700 na outra? Uma com mil e outra só com 500? Simples curiosidade…

Depois, as miúdas foram presentes ao juiz, que “determinou que se apresentem periodicamente na esquadra”.

Para quê? Para os polícias irem ver se ficou alguma coisa esquecida nas suas vaginas? Para que eles confirmem que aquilo de meter coisas na vagina foi uma loucura do momento ou se, afinal, é uma espécie de mania? Para que as moças passem a fazer exames ginecológicos de rotina, para prevenção do cancro do colo do útero?

Em resumo: a criminalidade violenta continua a aumentar em Portugal e este caso das duas meninas é bem a prova disso.

Não deve haver nada de mais violento do que enfiar 1500 euros na vagina!…