És jovem? És bonita? És freira? Inscreve-te já!

—Já só faltava mais esta: um padre italiano, António Rungi, decidiu organizar um concurso on-line para eleger a freira mais bonita do ano.

As concorrentes têm, em primeiro lugar, que ser freiras, mesmo que só noviças. Depois, têm que ter entre 18 e 40 anos. Finalmente, devem ser bonitas, física e espiritualmente.

Para avaliarmos da beleza física das freiras, as ditas enviarão para o site do padre, uma foto, com ou sem véu. Para avaliarmos da sua beleza espiritual, elas enviarão, também, um texto sobre elas próprias, os seus trabalhos e os seus anseios.

Depois, todos nós poderemos votar na freira mais gira, ou na mais pura, conforme os nossos gostos.

O site ficava em http://padreantoniorungi.myblog.it

E digo ficava porque, se lá formos agora, dizem-nos que tal site não existe.

Das duas, uma: ou o padre foi excomungado, ou está fechado na sacristia com as fotos de todas as freiras, a masturbar-se até í  morte ou até í  cegueira, o que chegar primeiro!

O malandreco do padre afirmou que não é obrigatório ser-se feia para se ser freira e que este tipo de concursos poderia fazer uma boa propaganda í  igreja católica.

Também acho.

Depois de escolhermos a freira mais gira do ano, poderemos fazer um concurso do padre mais jeitoso, do bispo com o melhor par de pernas e do cardeal mais musculado.

Com tanta degradação de costumes, ainda havemos de ver padres pedófilos…

PS – hoje (26 de Agosto), o blog do padre Rungi já está novamente activo e publica uma longa explicação. Claro que o padre diz que não era sua intenção fazer um concurso de beleza, no sentido “mundano” do termo e que as pessoas perceberam mal as suas intenções e puseram-se logo a tirar conclusões porcalhonas e tal e coisa. Está bem, abelha…

Por que não falas, Manela?

Ficou célebre a frase do rei de Espanha, “por que no te callas”, dirigindo-se ao Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, que não perde a oportunidade de botar faladura por tudo e por nada.

—Também entre nós começa a ficar célebre a frase dos militantes do PSD, dirigindo-se í  sua muda líder: “por que não falas, Manela?”

O país í  beira da falência, o Sócrates a anunciar empregos fictícios, o crime violento a aumentar de dia para dia, e a Manela caladinha que nem um rato, aliás, que nem uma rata…

Até parece que não tem mesmo nada para dizer.

Bem, ontem lá se reuniram os órgãos do partido e pariram um comunicado, pedindo a demissão do ministro da Administração Interna, só porque foram assaltados meia dúzia de bancos e uma carrinha da Próssegur.

O PSD devia ter vergonha na cara e dar atenção a coisas importantes, como esta notícia, publicada hoje no DN.

—

Inacreditável!

Se o Governo não toma medidas, hoje são as lagartixas, amanhã são capazes de ser as rãs, os sapos e até as salamandras!

O PSD devia fazer uma oposição consciente e adulta e pedir a demissão imediata do ministro dos Répteis!

Que dizes a isto, Manela?

Nada, não é?…

Pois…

Um ano sem fumar!

Quem disse que não é possível?

—Fumei durante 39 anos. Comecei aos 15 anos, com SG filtro (embalagem amarela em cima, e com riscas azuis e brancas, em baixo) – cigarros comprados avulso, numa loja nas traseiras do Liceu Camões, delegação do Areeiro, a mesma loja onde costumava comprar bolas de plástico, muito ranhosas, com as quais jogávamos grandes desafios de futebol até í  morte, nas traseiras do cinema Roma…

Nunca fiz nenhuma tentativa séria para deixar de fumar, a não ser um dia, há cerca de três anos, em que estive 18 horas sem fumar. Ia a caminho de Guimarães e acabei por parar numa estação de serviço, comprar um maço de Marlboro e fumar um cigarro com sofreguidão. Era isso ou fazer o carro embater no próximo camião TIR.

No passado dia 20 de Agosto de 2007, com a ajuda do Champix, eu e a Mila fumámos o último cigarro das nossas vidas e, desde o dia 21 – faz hoje um ano – que nunca mais metemos um cigarro na boca.

Saudades? Claro! Muitas!…

Vantagens em deixar de fumar? Todas.

Essas, que toda a gente sabe quais são e todas as outras que se possa imaginar.

E, afinal, o sofrimento não é assim tão grande…

Chinesices olímpicas

Está tudo muito escandalizado com a actuação dos atletas portugueses nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Até hoje, apenas a Vanessa Fernandes conseguiu uma medalha de prata. O resto, é só desilusão, desde o judo í  vela, passando pela Naide Gomes, que nem í  final foi, ela que é campeã mundial em pista coberta.

Pronto, as coisas correram mal. Talvez alguns atletas não tenham bem a noção do que é participar nos Jogos Olímpicos – vidé o exemplo daquele, chamado Marco Fortes, que se queixou de as provas serem de manhã, dizendo qualquer coisa como “eu, de manhã, é mais na caminha…”

Os jornais descobriram agora, quando as medalhas começaram a falhar, que o Estado gastou 15 milhões de euros com a delegação aos Jogos. E o Estado somo nós. Vai daí, nós ficámos todos muito zangados por estarmos a pagar viagens í  China a uma numerosa comitiva que nem para trazer medalhas para casa serve.

Claro que todos nos esquecemos que também foi o Estado que pagou o ordenado a Luis Filipe Scolari, por exemplo.

Mas, enfim, o futebol “é assim mesmo”. Os jogadores “trabalham muito”, os treinadores “dão o seu melhor”, mas, por vezes, “a sorte do jogo” é-nos adversa.

Por outro lado, os Jogos Olímpicos consistem, apenas, numa cerimónia de abertura e na subida ao pódium com o hino a tocar e a bandeira a esvoaçar. Pelo meio, parece que os atletas têm que treinar muito, obter mínimos e prestar provas – mas isso é um pormenor.

Malandros! A desbaratar o erário público em turismo desportivo!

Texas rules!

Como é que se previnem os tiroteios no interior das escolas?

Proíbe-se o uso de armas?

Instalam-se detectores de metais í  entrada das escolas?

Errado.

Explica David Thweat, Director de Educação de Harrold, no Texas: “foi quando o Governo decidiu tornar as escolas zonas livres de armas que todos os tiroteios começaram”.

Vai daí, a partir de agora, os professores do distrito de Harrold, no Texas, Estados Unidos da América, estão autorizados a levar armas para a escola, desde que apresentem um certificado em como frequentaram um curso de treino para situações de crise.

Harrold pode tornar-se um exemplo para o mundo.

Como se acaba com a droga nas escolas?

Permitindo que os alunos levem drogas para a escola, desde que frequentem um curso para utilização racional das mesmas.

Como se acaba com a gravidez na adolescência?

Permitindo o sexo nos recreios, desde que os alunos frequentem um curso de sexo seguro e responsável.

A partir de agora, em Harrold, Texas, o professor poderá virar-se para o menino Joe e dizer, calmamente: “Ou acabas esse exercício nos próximos 5 minutos ou levas com um balázio entre os olhos, puto…”

É capaz de resultar…

Guerra semi-fria

A Nato invade o Kosovo e os EUA apoiam a sua independência; a Nato toma conta do Afeganistão, com os EUA í  frente; os EUA invadem o Iraque; a Nato convida todos os países que saíram da URSS a fazerem parte da organização e alguns desses países aderem com fervor.

Agora admiram-se que a Rússia invada a Geórgia?!

Estava-se mesmo a ver que os Vladimir (Putin e Medvedev) não iam deixar fugir a oportunidade de mostrarem a sua força.

E lá vai a Condoleeza fazer festinhas ao palhaço georgiano e Sarkozy fazer festinhas ao palhaço russo e todos, todos, muito aflitos porque, afinal, apesar da queda do muro e da morte das políticas marxistas-leninistas, a essência da Rússia está lá, sempre esteve e estará, quer com Czars, com secretários-gerais de PCs ou com outros ditadores, eleitos democraticamente (aliás, o próprio Hitler foi eleito…).

Claro que quem se lixa com tudo isto é o povo, como é costume.

Entretanto, os jornalistas, como é costume, fazem espectáculo com o seu trabalho. Hoje, na RTP, José Rodrigues dos Santos apresentou uma reportagem naquela que ele considera ser “a estrada mais perigosa do mundo”. Que perigos que ele passou, ignorando as ordens dos soldados georgianos, ignorando as ameaças dos soldados russos, sempre em frente, pondo em perigo a sua vida – qual condutor embriagado, conduzindo em contra-mão na A8 – a estrada mais perigosa do mundo…

Uma guerra destas, mesmo aqui í  porta, é o ideal para os jornalistas europeus. Fica suficientemente perto para os directos nos telejornais, mas demasiado longe para se confirmar as informações transmitidas. E depois, quem é que tem algum amigo a viver em Tsibilisi para confirmar as notícias? Chamo a atenção, apenas, para isto: a Ossétia do Sul tem menos habitantes que o concelho de Almada (99 mil), mas, segundo os jornalistas, os refugiados são já mais de 100 mil…

Por momentos, imagino o que teriam sido os anos da Guerra Fria se, nesses tempos, as televisões tivessem o poder que agora têm, se a comunicação social fosse, então, tão agressiva como agora é e se os próprios líderes políticos tivessem, nesse tempo, tanta atracção pela comunicação, como agora têm.

Portanto, deixem-se de tretas e não transformem este conflito numa coisa que ele não é, só porque estamos em Agosto, Sócrates está de férias, não há incêndios de jeito e mesmo os assaltos a bancos começam a ser tão rotineiros que até já nem têm graça…

“Islands”, dos King Crimson

—Haverá por aí alguém que se lembre deste disco? E dos King Crimson?

Basicamente, os King Crimson era uma banda do guitarrista Robert Fripp que, ao longo de cerca de 30 anos foi juntando grandes instrumentistas para dar corpo a um projecto que se resume a isto: fazer um rock marginal, infectado pelo jazz, nomeadamente pelo free jazz, e pela chamada música erudita. Para isso, contribuíam os arranjos mais ou menos elaborados, os sopros, as cordas e, sobretudo, o melotron – o sintetizador dos pobrezinhos.

Depois de discos tão importantes como “In the Court of King Crimson” (1969), “In the Wake of Poseidon” (1970) e “Lizard” (1970), e depois da primeira ruptura na banda, que coincidiu com a saída dos Giles (Michael, percussão e Peter, baixo), Fripp juntou-se ao sax de Collins e í  percussão de Wallace, e, com a sua guitarra e o seu melotron fez este “Island” que, 37 anos depois continua a ser um grande disco, na minha opinião, desde o instrumental “Sailor’s Tale”, com muito jazz í  mistura, í  popsong complexa, “Ladies of the Road”, que faz lembrar “Come Together”, dos Beatles de “Abbey Road”, e ao tema mais “erudito”, “Prelude: Song of the Gulls”.

Já não se fazem discos assim…

Reis íguas – um herói algarvio

Reis íguas é o comandante da zona marítima do Algarve.

Na semana passada, proibiu as massagens nas praias algarvias, afirmando que «sabe-se como começa uma massagem, mas nunca se sabe como acaba».

Insinuava íguas que havia umas gajas, nas praias algarvias, que vendiam umas massagens que acabavam em quecas. Prostituição, portanto.

Acabaram-se as massagens.

Esta semana, o puritano íguas proibiu a distribuição de maçãs. A Fundação Portuguesa de Cardiologia e a Associação de Produtores de Alcobaça preparavam-se para levar a cabo a distribuição de maçãs pelos veraneantes algarvios, numa campanha contra a obesidade e o colesterol alto.

íguas não autorizou.

Toda a gente sabe que a malta começa a comer maçãs, mas acaba tudo a fazer sexo oral uns aos outros…