
Parque de estacionamento do Mercado do Monte de Caparica.
aqui desde 1999

Parque de estacionamento do Mercado do Monte de Caparica.
Recado escrito por um doente í sua médica de família:

“pedia o fabor se passava estes medicamentos em nome de meu marido. e para ver se lhe passava um cardencial para fazer restreio aos intestinos porque ele anda com muita deficuldade embacuar, ele diz que vai a casa de vanho mas que só faz muito pouchinho e outras vezes vai a casa de banho mas não faz nada.”
Jack Bauer continua imparável!
A 5ª série de “24” é a melhor de todas. O argumento dá tantas voltas que, no final, já ninguém se lembra muito bem como tudo começou.
Desta vez, o mau da fita é um tal Bierko, talvez tchetcheno, que pretende libertar Sentox, um gás de nervos, sobre Moscovo. Para isso conta com a ajuda de alguns “patriotas” americanos que, para defenderem os interesses das petrolíferas na ísia Menor, são capazes de vender os próprios filhos.
Mas a teoria da conspiração, nesta série do “24”, vai mais longe – tão longe quanto o próprio presidente dos States, um fraco mas ambicioso Logan, que acaba por ser responsável pela morte do ex-presidente Palmer, dos amigos de Bauer, Tony e Michelle, e de mais uns quantos americanos anónimos.
Como se não bastasse o gás de nervos, as reviravoltas do argumento são mais que suficientes para nos causarem várias crises de nervos.
O indestrutível Bauer, desta vez, nem de roupa muda, não come, não bebe e só tem dois registos: ou berra instruções para a sua aliada Chloe, ou pede desculpa, muito baixinho, a quase toda a gente. No entanto, na hora de matar os maus, Bauer não hesita.
Aguardo a 6ª série com ansiedade.
Cavaco Silva foi o convidado de honra do almoço comemorativo dos 225 do Martinho da Arcada.
Num singelo improviso, o Presidente de todos os portugueses, relembrou o seu tempo de estudante universitário e fez revelações fantásticas.
Disse Cavaco que, nesses tempos, a meio do mês, já não tinha dinheiro para lanchar. Mas, enquanto o dinheiro ia chegando, passava as tardes a estudar no café Canas, em Campo de Ourique, e lanchava um copo de leite ou um iogurte, acompanhado de um queque.
“E foi assim que me preparei para a quase totalidade dos exames, até ter sido chamado para a tropa. O método, pelos vistos, não foi mau”. – acrescentou Cavaco.
Fica assim comprovada a importância do queque na formação dos Economistas.
Louçã propí´s – sem se rir – que as escolas portuguesas passem a leccionar nas línguas dos emigrantes. Fez esta proposta durante uma visita a uma escola do concelho da Amadora.
A ministra da Educação terá, agora, que procurar professores que, para além de aceitarem dar aulas de substituição (coisa que eles – e o Bloco de Esquerda – contestam!) ainda arranjem ânimo para falar ucraniano, moldavo, umbundo, quimbundo, quicongo, chokwé-cuanhama, ovambo, makonde, suaíli, shona, ronga-shangana e crioulo, entre outras línguas.
Para preservar a língua das minorias.
A luta de Mel Gibson é idêntica.
Depois de fazer “A Paixão de Cristo”, filmada em aramaico, realizou “Apocalypto”, em língua maia.
O próximo projecto de Gibson poderá ser, com a ajuda inestimável de Louçã, “The Adventures of Joseph of the Roof”, falado em mirandês.
Moon Moon era uma adolescente indiana.
Sérgio Pelico era um guatemalteco de 10 anos, a viver nos Estados Unidos.
Mubashar Ali, tinha 9 anos e era paquistanês.
Todos se enforcaram depois de verem as imagens da execução de Saddam Hussein.
Há aqui qualquer coisa de errado, caramba!
Um triplo álbum de Tom Waits é uma grandíssima prenda de Natal. Tem um subtítulo: “Brawlers, Bawlers, Bastards”, que é como quem diz: vociferadores, amotinadores e bastardos.
O subtítulo está bem aplicado. O primeiro disco (Brawlers) reflecte as últimas tendências de Waits; o homem grita, vocifera, usa e abusa da sua voz rouca, enquanto, ao fundo, os instrumentos, todos com som esquisito, fazem a chinfrineira ordenada do costume. São assobios (da responsabilidade de Anges Amar), sinos de vaca e seixos (Bobby Baloo), baixos (Seth Ford-Young e Larry Taylor), guitarras (Joe Gore e Marc Ribot), harmónica (Charlie Musselwhite), bateria (Casey Waits, o filho do chefe). Tudo misturado, soando como uma banda embriagada e apenas vagamente afinada. Inclui uma raridade – “Sea of Love”, tema do filme interpretado por Al Pacino.
O segundo disco (Bawlers) aproxima-se mais dos tempos mais “calmos” (?) de Tom Waits, tipo “Swordfishtrombones” e “Rain Dogs”. Gosto mais deste Tom Waits. Muitas faixas têm o piano ou a guitarra, como instrumento básico, as percussões são mais discretas, há sopros e acordeão, e a loucura parece controlada. Os condimentos são os habituais: valsinhas, histórias cantadas, temas vagamente country.
O terceiro disco (Bastards) é uma brincadeira. Embora comece com uma outra raridade (“What keeps mankind alive”, do disco de homenagem a Kurt Weill e Bertolt Brecht), continua com historinhas contadas por Waits, que devem ser muito engraçadas, porque o homem dá algumas gargalhadas; o problema é que não consigo perceber metade do que ele diz.
Em resumo: 54 temas de Tom Waits num único álbum! É um fartar vilanagem!
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Este Sócrates ainda há-de ser vítima de um atentado!
Então, agora, quer obrigar os jogadores de futebol a pagar os mesmos impostos que as outras pessoas?!
O homem passou-se definitivamente!
Há alguma comparação entre um futebolista e, por exemplo, um médico, um professor, um canalizador, um programador informático ou um pintor da construção civil?
O médico passa o dia, de estetoscópio ao pescoço, a passear a bata e a mandar toda a gente abrir a boca para ver o que está lá dentro; o professor não faz mais do que escrever uns rabiscos no quadro e mandar os miúdos copiar aquilo; o canalizador limita-se a atarraxar os canos, uns nos outros; o programador informático gasta o tempo a escrever coisas imperceptíveis, numa linguagem alienígena; o pintor da construção civil agarra o pincel e anda com ele para cima e para baixo.
Enquanto isto, o jogador de futebol interna-se pela meia direita, cruza com açúcar, cabeceia í boca da baliza, finta, dribla, remata, chuta, dispara, descai para a esquerda, ludibria o adversário, corta, pensa e lê o jogo, amortece no peito, cola na relva, corre como se fosse um extremo, faz compensações, faz chapéus, usa a meia distância, tem disponibilidade física, sacrifica-se pela equipa, enverga e sua a camisola, dá de calcanhar, e corre, corre muito.
Alguma vez os futebolistas podem ser obrigados a pagar as mesmas taxas de IRS que nós, os comuns mortais, que desempenhamos profissões de merda?
E o exemplo de João Pinto é revelador do modo como o pérfido Sócrates pretende lidar com esta questão.
Vejam bem que o pobre do homem sacou 3 milhões de euros dos direitos desportivos (de quê?!) e queriam que ele pagasse impostos sobre isso! E o desgaste rápido que o J. Pinto tem tido nos últimos anos – vejam como ele passou do Benfica para o Sporting, depois para o Boavista e, agora, já vai no Braga. Com este desgaste tão rápido, em breve veremos o “menino de oiro” a jogar nos Pescadores da Caparica. Claro que ele tinha que se precaver deste desgaste rapidíssimo!
Os futebolistas portugueses estão revoltados e ameaçam fazer greve.
Acho muito bem e apoio incondicionalmente!
Suspeito é que ninguém dê por isso.
Como a maior parte das equipas quase só tem jogadores estrangeiros, se os portugueses não jogarem, não se vai dar por falta deles.
Para que o nosso país fique mais. Para que um tipo não se sinta. Para que tudo nos corra. Para que, í noite, possamos. Para que os dias não pareçam assim tão.
Propõem-se duas coisas:
Primeira – a primeira não vem ao caso.
Segunda: passar a 2008 – já!