Que lindo ar, ar-lindo!

Mais um ex-colaborador de Cavaco constituído arguido.

Já só faltam poucos.

Depois de Oliveira e Costa, que foi secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e de Dias Loureiro, que foi ministro da Administração Interna, chegou a vez de Arlindo de Carvalho, que foi ministro da Saúde.

Todos eles fizeram parte de governos chefiados por Cavaco Silva.

Coincidência, claro…

Como ministro da Saúde, Arlindo esteve ligado a…, quer dizer, foi o responsável por…, isto é, foi o grande impulsionador de…

Enfim, ninguém se lembra do que Arlindo fez como ministro da Saúde – aliás, ninguém se lembra que ele foi, sequer, ministro.

Mas foi.

E de um governo chefiado por Cavaco Silva.

Com aquele olhar de goraz, Arlindo de Carvalho disse estar tranquilo «na medida em que não cometi nenhum ilícito declarado».

E não declarado?

Enfim: mais uma razão para não votar na Manuela Ferreira Leite.

A ordem dos factores

Notícia de ontem, no Diário de Notícias:

“Cadeira avariada deixa Ajuda sem dentista”.

Variações:

1ª – Cadeira avariada deixa dentista sem ajuda

2ª – Cadeira sem ajuda deixa dentista avariado

3ª – Ajuda sem dentista deixa cadeira avariada

4ª – Dentista avariado deixa ajuda sem cadeira

E muitos etc…

Ferreira Leite e Rui Texas

O que é que Manuela Ferreira Leite e o ilusionista Rui Texas têm em comum?

Resposta: ambos vão estar presentes na festa do Chão da Lagoa, na Madeira, no próximo dia 26, festa organizada pelo PSD lá do sítio.

Para quem quiser saber o elenco completo desta manifestação cultural, aqui vai:

“A Banda os Guerrilhas, ilusionismo com Rui Texas, Dany Show, João Quintino, Grupo Folclórico do Jardim da Serra, João Luís Mendonça, Paulo Freitas, Kontrabanda, Grupo de Bailado “…Cruzy Dancers”, Ritmos Latinos, os “…Mariachi”, a Banda “…ígua de Cí´co”/Miguel Pires, os “…Galáxia” e o Conjunto “…Madeira Música”

Para já não falar em Alberto João Jardim que, perante a nova líder – a tal que diz que os comícios já não se usam, “graças a deus”! – há-de brilhar com as suas tiradas inteligentes e elegantes.

Ora aqui está mais uma boa razão para não votar na Manuela Ferreira Leite…

Ainda outra razão para impedirmos a Manuela de ser primeira-ministra

Há muitas razões para não deixarmos a Manuela Ferreira Leite ser primeira-ministra, mas hoje vamo-nos ficar por esta:

A Dona Manuela diz que concorda com o Sócrates.

Disse assim: “não há nenhuma medida (social) anunciada por este  Governo com a qual eu discorde”.

Portanto, a Dona Manuela concorda com o abono das grávidas a partir das 13 semanas, com o cheque-dentista, com o complemento solidário dos idosos, com os genéricos gratuitos para os idosos com reformas abaixo do ordenado mínimo, com as novas oportunidades, com a distribuição de Magalhães pelos miúdos e pelos idosos, com a redução de 50% no preço das consultas nos centros de saúde para os idosos com mais de 65 anos que não estão isentos, etc, etc.

Nesse caso, não há nenhuma razão para votar na Dona Manuela.

O Sócrates sempre é mais novo e mais alto.

Até nas santas nos enganamos!

O Diário de Notícias de hoje publica uma pequena local do seu correspondente em Viana do Castelo, Paulo Julião, que revela mais sobre Portugal do que todas as prosas de todos os nossos colunistas consagrados, de Pacheco Pereira a Sousa Tavares.

Segundo Julião, os devotos da freguesia da Areosa têm prestado culto í  santa errada, há décadas!

Com efeito, os crentes da Areosa veneram a Senhora da Vinha, pensando que ela representa a cultura da videira e a produção do vinho e, afinal, a Senhora é Ovinea (do latim, “ovelha”).

Quer dizer: agradecem í  santa a boa colheita das uvas e o bom vinho produzido, quando lhe deviam agradecer, por exemplo, a boa lã das ovelhas ou a suculenta carne dos borregos.

E depois, vão para a porta da Assembleia da República, exigir subsídios para apoiar a pastorícia.

Um povo que confunde as santas padroeiras, não merece milagres de espécie alguma!

Que vão todos para o diabo que os carregue!

A gripá

Manchete do Público de ontem:

“Surto de Gripe A fecha infantários e obriga Governo a pedir vacinas para três milhões”.

Esta manchete merece as seguintes observações:

– duas entidades têm direito a maiúscula: o Governo e a Gripá

– os infantários portugueses que, como se sabe, são para aí 5 ou 6, começaram já a fechar as portas por causa da gripá. Dois já estão fechados! Toma! É muito bem feito que é para os paizinhos das criancinhas não se armarem ao pingarelho e irem de férias para Cancún!

– o Governo preparava-se para comprar meia dúzia de vacinas mas a gripá obrigou-o a pedir 3 milhões de vacinas! Toma lá que já almoçaste!

Com um pouco de sorte, pode ser que o Governo seja dizimado pela gripá e já nem seja preciso fazer eleições.

O Cavaco, se também não for contagiado, nomeia um Governo de Salvação Nacional.

Isto se sobreviver alguém de jeito, porque com tantos ministros e ex-ministros e autarcas que vão ser presos em breve e com todos os outros que vão ser apanhados pela gripá, podemos ter que importar políticos de outro país qualquer.

Portanto, toca a espirrar para cima uns dos outros, a ver se disseminamos a gripá o mais rapidamente possível.

O que isto precisa é de um novo 25 de Abril!

O povo está, com a gripá!

Mais uma razão para impedirmos a Manuela de ser primeira-ministra

Há muitas razões para não deixarmos a Manuela Ferreira Leite ser primeira-ministra, mas hoje vamo-nos ficar por esta:

A Dona Manuela promete fazer coisas que já podia ter feito.

A Dona Manuela disse que, caso ganhe as eleições em Setembro (livra!), vai alterar os estatutos do aluno e da carreira docente, o sistema de avaliação dos professores e aliviar a carga burocrática a que estão sujeitos.

Quanto ao Estatuto do Aluno, a senhora, que já é avó e tem idade para ter juízo, teve a lata de dizer que: «o problema é que com aquele estatuto o que acontece é que um aluno pode passar, transitar de ano, sem nunca ter sequer ido alguma vez í  escola».

Será que pode mesmo, Dona Manuela?

Não estará a exagerar?

O que fará, então, MFL se ganhar as eleições em Setembro (livra!)?

Será que volta í s políticas educativas dos anos 90?

É que a Dona Manuela já foi ministra da Educação entre 1993 e 1995 – ou será que já se esqueceu?…

Outra razão para impedirmos a Manuela de ser primeira-ministra

Há muitas razões para não deixarmos a Manuela Ferreira Leite ser primeira-ministra, mas hoje vamo-nos ficar por esta:

A Dona Manuela está com perturbações da memória.

Ela esqueceu-se do que Santana Lopes fez como presidente da Câmara de Lisboa, ela esqueceu-se que esteve contra Durão Barroso quando este cedeu o seu lugar so Sr. Lopes, ela não se lembra das coisas que ele disse dela, quando ela concorreu contra ele, nas últimas eleições no PSD.

Agora, a Dona Manuela apoia devotadamente o Sr. Lopes – o homem dos túneis.

A Dona Manuela é capaz até de rezar pelo Sr. Lopes – ele, que pediu a ajuda de Deus para ganhar as eleições autárquicas, como se Deus não tivesse já tanto que fazer com as vítimas da gripe, das manifes no Irão e das quedas do airbuses.

Se a MFL ganhar as eleições em Setembro (livra!) é muito capaz de se esquecer que Dias Loureiro (outra grande vítima do Alzheimer) é arguido no caso BCP e convidá-lo para ministro da Administração Interna, cargo que ele ocupava no governo de Cavaco Silva, quando aconteceu o bloqueio da ponte 25 de Abril (será que alguém se lembra disto?)

Uma razão para impedirmos a Manuela de ser primeira-ministra

Há muitas razões para não deixarmos a Manuela Ferreira Leite ser primeira-ministra, mas hoje vamo-nos ficar por esta:

A Manuela Ferreira Leite não é capaz de pensar pela sua própria cabeça.

Afinal, ela assinou a autorização da compra da rede fixa pela Portugal Telecom, em 2002, não porque estivesse de acordo, não porque precisasse daquele dinheiro para manter o déficit abaixo dos 3%, mas apenas porque o negócio já tinha sido resolvido pelo governo anterior, chefiado por Guterres.

Em Setembro, se MFL ganhar as eleições (livra!), é muito capaz de começar as obras do novo aeroporto, do TGV, da 3ª auto-estrada Lisboa-Porto e da nova ponte sobre o Tejo e dizer que não tem culpa nenhuma, porque foram decisões do governo de Sócrates.