Assunção Cristas é contra a igualdade entre sexos

No seio do CDS, existe uma tendência chamada TEM, que significa Tendência Esperança em Movimento (TEM).

O nome, só por si, faz-nos sentir ligeiramente indispostos. Por que raio é que a Esperança tem que estar em Movimento e por que razão isso é uma Tendência? Será que a Esperança tem Tendência a estar Imobilizada?

A Dra. Joana Bento Rodrigues é médica desde 2007, ortopedista desde 2016 (certificar aqui) e está especialmente interessada em ombro e cotovelo.

Talvez o Freud explique por que razão uma especialista em cotovelo ingressa num movimento como o TEM. Será dor de cotovelo?…

A Dra. Joana assina um artigo publicado no Observador que é digno de um daqueles textos publicados no jornal Época, no tempo do Dr. Salazar.

Não vou incluir aqui um link para esse artigo, porque isso seria dar publicidade a uma coisa que dá náuseas. Quem quiser, que procure no Google. Vai encontrar, certamente.

Limito-me a transcrever uma parte do texto incrível que a ortopedista escreveu. Ela critica as feministas e acha que a igualdade entre sexos é uma treta, porque a mulher deve sentir-se orgulhosa pelo facto do seu marido ganhar mais do que ela!

Ora leiam…

“O potencial matrimonial reside, precisamente, no amparo e na necessidade de segurança. A mulher gosta de se sentir útil, de ser a retaguarda e de criar a estabilidade familiar, para que o marido possa ser profissionalmente bem sucedido. Esse sucesso é também o seu sucesso! Por norma, não se incomoda em ter menos rendimentos que o marido, até pelo contrário. Gosta, sim, que seja este a obtê-los, sendo para si um motivo de orgulho. Porquê? Porque lhe confere a sensação de protecção e de segurança. Demonstra-lhe que, apesar poder ter uma carreira mais condicionada, pelo facto de assumir o papel de esposa e mãe, a mulher conta com esse suporte e apoio do marido, para que nada falte. Por outro lado, aprecia a ideia de “…ter casado bem”, como se fosse este também um ponto de honra. Naturalmente que o contrário não pode ser visto como menos meritório, em particular quando as oportunidades não são equivalentes. Assim, o casal, enquanto um só e actuando em uníssono, pode optar pela inversão destes papéis, que em nada diminuiu qualquer dos elementos, desde que movidos por objectivos comuns e focados no Amor.”

Ora, como esta Tendência faz parte do CDS, chegamos í  conclusão que a líder do Partido, a Dra. Cristas, está de acordo com esta filosofia que não está muito longe da burka: a mulher, submissa, em casa, escondendo o seu rosto, enquanto o marido, lá fora, ganha o sustento da família.

A Dra. Cristas, no entanto, anda por aí, í  solta, sempre rodeada de homens, falando í s televisões todos os dias. Onde estão os seus quatro filhos? Onde está o seu pobre marido? Em casa, a lavar a loiça, de avental e chinelos?…

Muita coisa vai mal na Direita portuguesa!…

Há greves e greves…

Nunca estive muito de acordo com o facto de a minha classe profissional fazer greve. Sempre achei que os médicos, ao fazerem greve, só estavam a prejudicar os doentes.

Sempre vi as greves como uma manifestação da luta de classes.

Os operários de um fábrica, ao fazerem greve, estão a lutar contra os patrões. Operários versus burguesia. Tipos que vão de transportes para o trabalho contra tipos que se deslocam de Mercedes.

Pelo contrário, no caso das greves dos médicos, é ver os tipos que vão de transportes para a consulta do Centro de Saúde, terem que voltar para trás porque os tipos que se deslocam em viatura própria, estão de greve.

Além disso, é muito difícil considerar os médicos como proletariado e os doentes como burguesia.

Dirão que os médicos não estão a fazer greve contra os doentes, mas para obterem qualquer coisa do Governo – no entanto, temos que concordar que quem é imediatamente prejudicado são os doentes.

Mais confusão me faz a greve dos magistrados. Como único órgão de soberania, não entendo como é possível fazerem greve. Acaso o Presidente da República também pode fazer greve?

Claro que isto é uma caricatura, mas é assim que eu vejo as greves.

Compreendo-as e apoio-as quando os prejudicados são os patrões.

No entanto, quando os prejudicados são os doentes, os alunos, os utentes dos transportes públicos, penso que poderiam ser escolhidas outras formas de luta, digamos, mais imaginativas.

Vem isto a propósito das catadupas de greves que estamos e vamos enfrentar, neste ano de eleições.

Não há grupo profissional que não tenha entrado ou vá entrar em greve.

Dizem que há mais greves este ano do que nos anos da troika, o que é espantoso – até parece que os sindicatos tiveram medo da troika, ou estavam de acordo com a política de austeridade imposta naqueles quatro anos.

Das greves recentes, dois grupos profissionais se destacam: os professores e os enfermeiros.

Nestes conflitos, as posições, quer dos sindicatos, quer do Governo, extremaram-se de tal modo, que não será possível qualquer tipo de acordo, a não ser por decreto.

Não vi os professores exigirem o descongelamento das carreiras e a contagem do tempo congelado com tanto vigor, no tempo do Passos Coelho e não vi os enfermeiros fazerem greve quando o mesmo Passos sugeriu que os licenciados procurassem emprego lá fora, e desse modo, temos, neste momento, mais de 15 mil enfermeiros emigrados (números da Ordem dos Enfermeiros).

Talvez fosse o momento dos sindicatos inventarem outras formas de luta que, simultaneamente, não prejudicassem os utentes, mas tivessem a mesma dimensão mediática, que é, no fundo, o que se pretende com estas greves burguesas.

Venezuela, quem tem razão?

A pergunta é quase insultuosa.

Ao vermos as notícias das televisões e dos jornais, parece óbvio que Nicolas Maduro é um ditador sádico, que impede a ajuda humanitária entrar num país depauperado, com pessoas a morrer í  fome e por falta de medicamentos, enquanto Juan Guaidó é um democrata do caraças que, apesar de se ter autoproclamado Presidente interino, tem toda a legitimidade para dirigir esta República das Bananas.

A RTP tem um enviado especial, Helder Silva, que está há vários dias na Venezuela, fazendo um excelente trabalho jornalístico, todo baseado nas coisas más que Maduro faz í  sua população e nas coisas boas que Guaidó quer fazer.

Por mero acaso, vi uma reportagem da BBC, noutro canal, em que o repórter entrevista gente do povo, a viver em bairros miseráveis, com frigoríficos ridiculamente vazios, mas que continua a apoiar Nicolás Maduro e a sua chamada revolução bolivariana, que já vem de Hugo Chávez.

As coisas nunca são pretas ou brancas.

Nem apoiar indefectivelmente Maduro, como faz o PCP, nem apoiar sem reservas Guaidó, como faz a comunicação social em bloco, para além do PSD, por exemplo. O cabeça de lista í s eleições europeias pelo PSD, Paulo Rangel, viajou até í  fronteira entre a Venezuela e a Colí´mbia, integrado numa delegação do Partido Popular Europeu, para apoiar a entrada da ajuda humanitária proveniente dos Estados Unidos.

E aqui entra o Trump que, ao mesmo tempo que prende os mexicanos que tentam entrar no território dos EUA e quer construir um muro que os impeça de imigrar, está a enviar camiões cheios de comida e medicamentos para ajudar os venezuelanos, desde que sejam contra o Maduro.

Nada disto é branco, nem preto – há por aí muitos cinzentos que, no entanto, não fazem parte da nossa comunicação social.

Enquanto isto, no Iémen, muitas crianças morrem í  fome, vítimas de uma guerra interminável, para a qual contribui a Arábia Saudita que, como sabemos, é alimentada pelo armamento americano.

Enfim, o Iémen parece que é mais longe, são todos muçulmanos e, pelos vistos, têm menos valor que os venezuelanos, segundo a comunicação social…

Ramalho, o enfermeiro mártir

Para memória futura, relembro os factos.

Há alguns meses, dois sindicatos dos enfermeiros iniciaram uma luta a favor daquilo que consideram justas reivindicações dos enfermeiros.

Entre essas reivindicações destacam-se o aumento salarial de 400 euros (de 1200 para 1600) para todos os enfermeiros em início de carreira e a reforma aos 57 anos (neste momento, a reforma é aos 66 anos e 5 meses).

Como o Governo não cedeu, o Sindicato Democrático dos Enfermeiros e a Associação Sindical dos Enfermeiros (ambos formados recentemente), declararam greves prolongadas em novembro e dezembro do ano passado e todo o mês de fevereiro deste ano.

Em resposta, o Governo pediu um parecer ao Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República sobre esta greve e a PGR considerou que a greve era ilícita, por dois motivos.

Em primeiro lugar, porque o pré-aviso de greve indicava que ela seria total e, afinal, só os enfermeiros dos blocos operatórios fizeram greve e, mesmo assim, em regime rotativo. Graças a esta artimanha, bastava que um enfermeiro fizesse greve para que o bloco não pudesse funcionar. No dia seguinte, outro enfermeiro faria greve e o bloco continuava parado. Deste modo, milhares de cirurgias tiveram que ser adiadas. Entretanto, os restantes enfermeiros, quer os hospitalares, quer os dos Centros de Saúde, não faziam greve.

Em segundo lugar, a PGR considerou ser ilícito o financiamento dos grevistas por um crowdfunding, angariado no Facebook, e que era gerido por uma empresa e não pelo sindicato.

Após este parecer da PGR, a Associação recuou e desconvocou a greve, mas o Sindicato reagiu, através do seu presidente, e levou a luta para novos patamares.

Carlos Ramalho, o presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros, criado em 2017 e cujos estatutos foram alterados e republicados no final do mês passado, afirmou aos jornalistas:

“Se era necessário um mártir, ele está aqui, sou eu, Carlos Ramalho, presidente do Sindepor”.

E, por esse motivo, iniciou hoje uma greve de fome í  porta do Palácio de Belém.

Acho pouco.

Considerando as reivindicações – aumento salarial de 400 euros e reforma 9 anos antes dos restantes trabalhadores – Carlos Ramalho deveria, pelo menos, imolar-se pelo fogo, em frente ao Ministério da Saúde.

Só assim o nome de Carlos Ramalho poderia figurar no monumento patente no Campo Mártires da Pátria!

Sãozinha, estuda os dossiers!

Os factos são estes:

A ADSE contratualizou com os privados uma determinada maneira de pagar os cuidados de saúde.

Exemplo: uma prótese da anca custa, no Hospital da Luz, 100, na Cruz Vermelha, 150 e, nos Lusíadas, 250. A ADSE só paga uma média destes preços.

Acontece que os prestadores privados, com contrato com a ADSE, estavam habituados a sobrefacturar determinados cuidados de saú—de, para compensar outros cuidados que eles achavam estar muito baratos, nomeadamente, as consultas, que não chegam aos 5 euros cada.

Só que os contratos dizem, explicitamente, que a ADSE só paga uma média do cobrado pelos vários prestadores e que, ao fim do ano, os privados terão que devolver dinheiro, se tiverem sobrefacturado.

É o que está a acontecer agora: a ADSE exige a devolução de 38 milhões de euros que terão sido cobrados a mais pelos diversos hospitais privados.

Claro que os privados, em resposta, ameaçam denunciar o contrato com a ADSE.

Perante isto, a candidata a primeira-ministra, Assunção Cristas, veio logo dizer que a culpa era do Governo, porque não paga atempadamente aos privados.

Disse a Sãozinha:

“Neste momento o que nós sabemos é que há um conjunto de situações graves que se vêm arrastando, de o Estado não pagar aos prestadores de serviços que têm acordo com a própria ADSE, e portanto, lamentamos mas entendemos que o Governo também nesta área tem estado particularmente mal e está a destruir a saúde dos portugueses”, referiu.

Ora, não é nada disto que está em causa e a Cristas, se quer vir a ser primeira-ministra, nem que seja daqui a 30 anos, tem que estudar os dossiers – não pode limitar-se a dizer, como aquele mexicano anarquista – “se hay gobierno, soy contra!”

No entanto – e apesar de só continuar a representar menos de 7% do eleitorado – a Sãozinha continua a ter lugar em todos os telejornais, dando opiniões sobre tudo e mais alguma coisa, sem que ninguém a questione.

Neste caso particular da ADSE, é óbvio que os jornalistas também não estavam informado sobre o verdadeiro cerne do conflito e, por conseguinte, ninguém disse í  líder do CDS-PP que, no que respeita í  ADSE, não se trata do não pagamento por parte da entidade estatal, mas sim, pelo contrário, pelo não cumprimento do contrato por parte dos privados.

Acresce que, desde há alguns anos, a ADSE é autónoma financeiramente, sendo paga pelos funcionários do Estado e que, portanto, o Governo tem pouco a ver com isso.

Mas, enfim, a Cristas só quer vir a ser primeira-ministra – o resto é música.

Sacra…

 

RIR, CHEGA e PORRA!

A parvoíce não tem limites.

Não bastava o CHEGA, daquele senhor que era do PSD, mas que decidiu fundar um Partido só para ele, agora apareceu o RIR.

André Ventura fundou o CHEGA e Tino de Rans decidiu fundar o RIR.

É para rir?

Não, é para chorar.

CHEGA não é um acrónimo, é assim mesmo, CHEGA. Podia ser BASTA ou LIVRA ou SAFA, que ia dar ao mesmo.

Mas RIR é uma sigla de Reagir, Incluir e Reciclar.

Afinal, é mesmo para rir…

Os membros deste Partido querem reagir (a quê?…), incluir (o quê?…) e, como não se lembraram de mais nada começado por “erre”, querem também reciclar.

Podiam querer reaprender, racionalizar, rentabilizar, roçar, rapar ou ripar – mas reciclar é mais bonito e liga muito bem com incluir e com reagir.

Agora só falta alguém criar o Povo Organizado Reage Rapidamente a Aventesmas – o PORRA!

Arranje uma doença e ganhe um carro!

Recebi um mail do Hospital da Luz que me deixou de boca aberta.

Diz o mail:

Parabéns por já fazer parte da
comunidade digital Hospital da Luz!
Por ter aderido ao nosso Portal do Cliente, ganhou um código digital que o habilita a ganhar este carro e + de 5000 prémios!

Esclareço que, há alguns meses, fiz alguns exames no Hospital da Luz, através da ADSE e, portanto, aderi ao tal Portal do Cliente para poder receber o resultado dos exames na aplicação do telemóvel.

E agora, eis que me informam que posso ganhar um VW T-Roc!

E quem não for cliente do Hospital da Luz, isto é, quem for saudável e não precisar dos serviços do Hospital?

Bom, essa infeliz pessoa terá que arranjar uma hipertensão, ou uma dor abdominal ou uma hemorragia, mesmo que pequenina, para poder aderir ao Portal do Cliente e habilitar-se ao automóvel e a mais de 5 mil prémios!

É esta uma das grandes vantagens dos Privados, em relação ao Serviço Nacional de Saúde.

Enquanto no SNS falta tudo, de medicamentos a anestesistas, para já não falar nas greves dos enfermeiros, nos hospitais privados até podemos ganhar um carro!

É caso para dizer: vale a pena estar doente!

Somos todos ladrões

Espantados com os créditos da Caixa Geral e Depósitos?

Por que raio, se todos os portugueses tentam, sempre que possível, fugir aos impostos, arranjar um amigo que lhe facilite qualquer coisa, desviar umas coisas lá do escritório, uma resma de papel, um agrafador que está a mais, ou uns detergentes e uns rolos de papel higiénico, e por que não uns comprimidos de omeprazol ou de paracetamol lá do hospital onde se trabalha, e quem não prefere um bate-chapa que não cobra iva, ou a cabeleireira, o barbeiro, a depiladora, a moça das unhas de gel ““ porque “…eles” roubam tudo, “…eles” querem é o tacho, então a vizinha não vê aqueles tipos da Caixa, que emprestaram dinheiro sem garantias e, agora, nós, é que temos que pagar?…

Mas, depois, a inspeção descobre que os bombeiros facturaram o triplo das refeições, enquanto andavam a apagar fogos, que aqueles oficiais da Força Aérea sacavam umas coroas valentes nas cantinas com sobre-facturação, que alguns professores da Universidade de Trás-os-Montes, metiam ao bolso parte das propinas dos estudantes brasileiros.

Tudo alegadamente, claro.

Os nossos banqueiros e políticos não passam da emanação da nossa sociedade do arranjinho, da cunha, do jeitinho.

Enquanto continuar a vigorar a dicotomia entre “…nós” e “…eles”, em que “…eles” são os corruptos e “…nós” somos os tipos que, para os lixar a “…eles”, fazemos tal e qual como “…eles”, talvez em menor escala, mas tal e qual como “…eles” ““ enquanto continuarmos a achar que o Estado são “…eles” e “…nós” somos…bem, somos “…nós”, não temos nada a ver com “…eles” ““ enquanto isso durar, nada vai mudar.

Vendam a cocaína!

As autoridades conseguiram interceptar um navio, ao largo dos Açores, que levava, a bordo, cocaína equivalente a cerca de 100 milhões de euros.

Se fosse devidamente cortada com bicarbonato, farinha Maizena ou gesso, talvez desse para doses que, vendidas no mercado negro, isento de IVA, valessem quase 200 milhões.

Ficava o problema dos enfermeiros resolvido.

Os enfermeiros continuam a exigir, entre outras coisas, um aumento salarial de 400 euros. Coisa pouca.

Diz a ministra Temido que esse aumento, assim, de repente, para todos os enfermeiros no início da carreira, equivale a cerca de 220 milhões.

Como o governo não cede, os enfermeiros decidem fazer nova greve í s cirurgias.

Reivindicações justas, certamente.

Pena que não tenham sido feitas há mais tempo, quando o ministro era o actual Chefe da Caixa Geral de Depósitos…

Mas enfim… os enfermeiros acham que, atirando com milhares de utentes que aguardam cirurgias para as listas de espera, estão a lixar o governo, e que este, temendo perder as eleições, lhes vai dar tudo o que exigem.

Entretanto, como diz o povo, quem se lixa, é o mexilhão…

Será ético manter uma greve destas?

Eu acho que não – mas isso sou eu, que sempre defendi o SNS, ao longo de 40 anos de carreira…

Mas, já agora, que a ética parece ter pouco a ver com as lutas sindicais, por que não vender as toneladas de coca apreendidas e, com o lucro, dar o aumento que os enfermeiros exigem?

Assim como assim…

Marcelo ficou com “uma grande vontade”

Há muito tempo que está na cara que Marcelo Rebelo de Sousa se vai recandidatar í  Presidência da República.

No entanto, sempre que era questionado sobre a possibilidade de um segundo mandato, Marcelo esquivava-se e dizia que só lá para 2020 decidiria.

Balelas, claro.

Agora, durante mais uma das suas visitas de Estado, desta vez ao Panamá, Marcelo confessou que ficou com “uma grande vontade” de se recandidatar.

E o que fez Marcelo mudar de opinião e antecipar a sua decisão?…

Terá sido o facto de ter sentido que os eleitores estão satisfeitos com a sua actuação como Presidente, que sentem que ele tem ajudado í  estabilidade política, que gostam desta dita “presidência dos afectos”, que valorizam as suas intervenções equilibradas?

Nada disso.

Marcelo ficou com uma “enorme vontade” de se recandidatar ao confirmar que o Papa Francisco tinha decidido que as próximas Jornadas Mundiais da Juventude, em 2022, serão em Lisboa.

Ora bolas, Marcelo – até parece que foste eleito Presidente do Vaticano, pá!…