Madeira – farol da Democracia

Na véspera de uma Greve Geral, em que milhares de portugueses irão mostrar a sua indignação perante as medidas de austeridade que nos estão a atirar para a recessão, num momento em que muitos se interrogam sobre o destino da Democracia, numa altura em que o capitalismo selvagem parece estar a tomar conta das nossas vidas – eis que a Madeira, a Pérola do Atlântico, nos mostra o caminho.

Como?

Simples!

Os deputados do PSD na Assembleia madeirense decidiram que um único deputado pode votar pelos restantes 25.

De facto, por que raio é que 25 deputados se hão-de deslocar í  Assembleia, quando um único pode fazer o trabalho de todos?

O PSD continua com a maioria absoluta, mas mais curta do antes; com efeito, o PSD tem apenas mais dois deputados do que a soma dos deputados da Oposição. Imagine que, por exemplo, dois ou três deputados do PSD têm outra coisa mais importante para fazer do que ir apanhar secas na Assembleia. O partido fica em minoria e pode perder votações.

Nada disso.

O líder da bancada do PSD vota e o seu voto vale pelos 25 deputados!

É assim mesmo!

Obrigado, Alberto João, pelo exemplo que continuas a dar!

E obrigado pelos 3 milhões que vais gastar no fogo de artifício!

Eu próprio já contribuí para os teus foguetes, com metade do meu subsídio de Natal!

Espero que te rebentem na peida, pá!

Economistas de Família

Crise.

Vivemos acima das nossas possibilidades.

Cortes nos ordenados e nos subsídios.

Famílias falidas.

Crédito malparado.

A pressão dos mercados.

Dívida soberana.

Quem se consegue orientar por entre esta floresta de novos conceitos?

Que devo fazer para apertar o cinto, sem sofrer demais?

É nesta perspectiva que avanço com esta grande ideia: a criação da figura do Economista de Família, especialista em Economia Geral e Familiar.

í€ imagem e semelhança do Médico de Família, o Economista de Família teria a seu cargo uma lista de cerca de 1500 a 2000 utentes e seria da sua responsabilidade aconselhar os seus utentes sobre a melhor maneira de gerir os respectivos ordenados.

Poderei comprar uma máquina de lavar nova, apesar de não receber subsídio de Natal; estarei em condições de comprar um carro novo, a crédito; terei dinheiro para comprar um par de sapatos ou deverei, em primeiro lugar, renovar o meu stock de cuecas?

Estas e outras perguntas poderiam ser respondidas pelo nosso Economista de Família.

Vamos nisso?

O caso da ré fofinha

Esta história é tão inacreditável que me sinto obrigado a fazer uma declaração solene.

E essa declaração é: o que eu vou contar é verdade!

O Conselho Superior de Magistratura decidiu aposentar compulsivamente um juiz da Covilhã que, para além de ter centenas de processos em atraso, ainda tinha o desplante de usar termos menos próprios, em pleno tribunal.

Por exemplo, segundo o Boletim do Conselho, o juiz teria dito, no final de um julgamento, “está absolvida a ré fofinha”.

Ora, não é aceitável que um juiz classifique de “fofinha” qualquer ré, por mais jeitosa que seja.

Se a ré for feiosa, malpronta, desajeitada, será que o juiz diria: “está absolvida o estafermo da ré”?

Ou ainda: será que o juiz absolveu a ré por ela ser fofinha?

Em resumo: fez muito bem, o Conselho Superior de Magistratura, em reformar compulsivamente o dito juiz.

Ou não?

O Público hoje revela que, afinal, o que o juiz disse foi: “foi absolvida a ré Fofinha”.

E, neste caso, o éfe capital, é importantíssimo.

É que a ré era, com efeito, uma empresa – Fofinha – Fios e Tecidos, Ld.

Portugal no seu melhor!…

Obama e os crocodilos

Notícia do DN de hoje:

«Barack Obama inicia hoje uma visita de dois dias í  Austrália e uma empresa local não quis perder a oportunidade de se promover, oferecendo (…) um seguro contra dentadas de crocodilo. Obama passará por Darwin, habitat por excelência destes animais e se uma eventual mordidela levar í  sua morte, a família receberá 37 400 euros.»

A família do crocodilo?

Fumar, mata – não fumar, também?

Título do DN de hoje:

«Mil pessoas morrem por ano devido a cigarros mal apagados»

O quê?!

Então, e devido a cigarros bem acesos, quantas morrem?

Diz a notícia que vão «entrar em vigor as novas regras para o fabrico de cigarros para que se apaguem quando não são fumados».

Para além da frase estar mal construída, esta afirmação levanta-me a seguinte dúvida: será que, agora, os maços de cigarros passarão a ter cigarros acesos, que se apagarão automaticamente se não forem fumados?

E ao fim de quanto tempo?

Claro que é apenas um erro de construção da frase.

Diz a Comissão Europeia que «os cigarros acesos abandonados são uma das principais causas de incêndios mortais na Europa». Assim, poder-se-ão evitar cerca de 500 mortes por ano, com a introdução dos chamados cigarros de propensão reduzida para a ignição.

Segundo a notícia, este tipo de cigarros têm um »tempo de combustão mais reduzido e, assim, menor possibilidade de inflamar mobiliário, roupa de cama e outro material».

Ainda bem que já deixei de fumar.

Uma das coisas que me dava mais gozo era ver o mobiliário e a roupa da cama arderem em segundos!…

A pão e água

Segundo o DN, «o PS vai propor na terça-feira que a Comissão parlamentar do Ambiente passe a consumir água da torneira, uma medida para dar o “exemplo” no Parlamento, onde se consomem anualmente mais de 45 mil garrafas de água».

Acho mal.

Percebe-se que, em tempos de crise, os deputados fiquem a pão e água, mas penso que os nossos deputados deviam ajudar a nossa economia e passar a consumir vinho.

As sessões parlamentares seria muito mais divertidas!

Salvemos o escudo!

Segundo o Sol, «o Estado está a preparar-se para derreter as moedas de escudo que estão guardadas desde 2002 – momento da adesão í  moeda única europeia».

São toneladas de moedas de escudo que estão í  guarda de militares da Força Aérea, no campo de tiro de Alcochete.

Derreter tantos escudos, quando o euro está í  beira de explodir, será boa ideia?

Se calhar, é altura do Otelo pegar nos seus 800 homens e assaltar Alcochete!

O Coiso há uma dúzia de anos

Foi em Novembro de 1999 que meti O Coiso na net, já lá vão 12 anos!

Tal só foi possível graças í  Dee, que fez o design da página, e ao Pedro, que me ensinou como fazer. Para colocar O Coiso na net, usava-se o Dreamweaver, se não estou em erro.

Nessa altura, a ideia era recordar textos que escrevi nas décadas de 70, 80 e 90, para as mais variadas publicações e programas de rádio e televisão.

A saber, por ordem cronológica: jornal República, semanários Pé de Cabra, O Coiso e Gazeta da Semana, Pão Comanteiga, programa de rádio, revista e suplemento em A Capital, ainda na rádio, o Contra-Ataque, o Programa da Manhã da Rádio Comercial, a crónica semanal do Raúl Solnado, quer na rádio, quer na RTP, os Intocáveis, rubrica de discos da música pimba, integrada num programa de Paulo Fernando, na RDP, o semanário O Bisnau, os programas televisivos A Festa Continua e Arroz Doce, o programa de rádio Pé de Vento e o semanário Pau de Canela, o programa de rádio Uma Vez por Semana, os programas televisivos A Quinta do Dois e 1,2,3, a peça de teatro Quem Tramou o Comendador?, os episódios iniciais da sitcom Lá Em Casa Tudo Bem, e o programa televisivo Zona +.

Escrevia que me desunhava!

Mas, a pouco e pouco, o Velho Coiso começou a integrar, também, textos a propósito da actualidade e fotos legendadas, geralmente com políticos da nossa praça. Por coincidência, o último Cromo do Coiso publicado no antigo design da página, em abril de 2006, foi de Berlusconi, que ontem mesmo se demitiu.

A partir desse ano (2006), O Coiso mudou-se para aqui, para o WordPress e está muito bem assim.

Mais 12 anos?

Otelo poupa no Orçamento

Ficaram todos muito chocados quando o Otelo disse que lhe bastariam 800 homens para derrubar o governo.

O homem estava a ser poupado, caramba!

Só para despentear o ministro da Defesa, Aguiar Branco e calar o Miguel Relvas serão precisos dois exércitos!

O Otelo estava a querer poupar dinheiro aos contribuintes.

Obrigado Otelo – e não te esqueças de tomar as gotas, pá!