É a Croácia.
Solicitou a sua adesão í União Europeia.
…E foi aceite!
aqui desde 1999
É a Croácia.
Solicitou a sua adesão í União Europeia.
…E foi aceite!
Título de primeira página de o Sol, de hoje:
“Apagões em Luanda fazem cair ministra da Energia”
Onde está o espanto?
É natural que, í s escuras, a senhora tenha tropeçado, ou não?
João Bonifácio é aquele senhor que escreve críticas de discos, livros, e outras coisas. Além de escrever, publica-as! No Público.
Foi ele que, numa conversa com o fadista Camané, se referiu ao poema de Jacques Brel, “Ne me quittes pas”, traduzindo «l’ombre de ton ombre, l’ombre de ton chien» por “o ombro do teu cão»!
Desde esse texto inesquecível, de abril de 2007, que nunca mais li nada do Bonifácio, mas hoje, não resisti a ler a crítica que ele faz ao livro “Pornopopeia“, de Reinaldo Moraes.
Claro que Bonifácio exultou com o livro! Pois se ele é só buceta, coca e malandragem!
Não discuto gostos. Penso que o livro em questão é uma obra menor, de temática repetitiva e que, apesar de ter caído no goto de alguns críticos, não vai ficar na história.
Mas o que não posso aceitar é que o Bonifácio escreva esta alarvidade:
«”Pornopopeia” tem sido comparado ao Henry Millers e aos Bukowskis, mas é um erro. Miller e Bukowski eram escritores menores que nunca é demais menorizar. Moares é outra loiça.»
Com que então, Bonifácio, Henry Miller é um escritor menor e Reinaldo Moraes é outra loiça?
Vai mas é dar banho ao ombro do teu cão, pá!
Como será o sexo de Angela Merkel?
Falo dos vários sentidos da palavra sexo, não só o género (sexo feminino?), mas também no que diz respeito í actividade sexual e até í anatomia do sexo.
Deixo aqui um espaço para pensarem um pouco sobre a actividade sexual de Angela Merkel.
…
E mais um pouco de espaço para imaginar a anatomia dos seus órgãos sexuais.
…
Quanto a Sarkozy, não é difícil imaginar a Carla Bruni, de negligé e guitarra na mão, ronronando uma canção romântica, enquanto o Nicolas, de fio dental, mete o nariz em tudo o que é Carla e mexe em tudo o que é Bruni.
Isso, nos poucos momentos livres em que o pobre do francês não está a aturar a alemã.
Agora, imaginar a Angela de negligé é que é mais complicado!
Ainda consigo fantasiá-la de corpete de cabedal e de chicote na mão, zurzindo as nádegas de alguém ao som do Tanhauser, de Wagner.
Mas duvido.
E por que razão estou a discutir o sexo da Angela? Que importância é que isto tem para a resolução da actual crise do euro?
Muita!
Se, na sua vida privada, a Angela não tem sexo satisfatório, vinga-se e, publicamente, fode-nos a nós! Todos!
Por estes dias, quem se der ao trabalho de ver os telejornais dos canais generalistas, leva com duas injecções: o salvamento dos seis pescadores de Vila do Conde e a confissão do tipo que diz ter assassinado três prostitutas no século passado.
A história dos pescadores conta-se em duas linhas: um barco de pesca foi ao fundo, os seis pescadores conseguiram passar-se para uma balsa e andaram í deriva durante quase três dias, até que um helicóptero da Força Aérea os avistou e os resgatou.
Boa notícia.
Mas as televisões têm a arte de estragar mesmo as coisas melhores: e foi assim que vimos reportagens em directo do autocarro que transportou os pescadores de volta a Vila do Conde, entrevistas com o mestre do barco, com o militar que fez o salvamento, com um especialista em balsas, com as mulheres dos pescadores, ficamos a saber as características técnicas das balsas, o que elas contêm, mais a história do terço que os pescadores rezaram, uns em voz alta, outros em silêncio, e mais o outro que entrou em pânico e teve que levar dois socos e ser amarrado para não se atirar ao mar…
E, no fim, um tipo até já nem pode olhar para a cara dos pescadores!
A segunda história é mesmo isso: uma história, porque, provavelmente, não passa de ficção. O jornal Sol, através da conhecida Felícia Cabrita, foi descobrir um tipo que diz ser o estripador de Lisboa, um fulano que, nos anos 90 do século passado, assassinou três prostitutas na região de Lisboa.
E toma lá com a descrição pormenorizada de como o homem estripou as mulheres, que instrumentos usou, como é que puxou os intestinos cá para fora e até a motivação freudiana, a procura do útero, a procura da mãe!
Claro que a Cabrita foi í s televisões explicar como investigou este furo jornalístico, vimos imagens da entrevista que o presumível assassino deu í jornalista, explicações de juristas sobre prescrições de crimes, declarações de antigos inspectores da judiciária, incluindo o inevitável Moita Flores…
E com estes dois assuntos, os telejornais gastam mais de meia-hora!
Será que não se passa mais nada neste mundo?
Depois do fado, que tal propor a União Europeia para Património Imaterial da Humanidade?
O ministro Mota Soares deu nas vistas quando chegou í tomada de posse deste governo, conduzindo uma lambreta.
Quis dar o exemplo. Estamos em crise, temos que poupar combustíveis – e Mota foi de mota.
Mas a poupança passou-lhe depressa.
Agora, o Mota anda de Audi.
Segundo o Correio da Manhã, Mota Soares faz-se transportar num Audi de 86 mil euros.
Suspeito que foi a Angela Merkel que telefonou ao Paulo Portas e lhe disse, em tom áspero: “Mas que merda é essa? Então o teu subordinado anda de mota em vez de usar um dos nossos carros? O gajo não tem um Mercedes, um BMW, um Audi?!
E Portas obrigou Mota a trocar a mota pelo Audi.
Isto é a nova União Europeia…