Temos que desvalorizar o Moedas!

O FMI encomendou um relatório a Carlos Moedas, adjunto de Passos Coelho.

moedasO objectivo era arranjar maneira de cortar 4 mil milhões de euros na Saúde, na Educação e na Segurança Social.

Moedas fez um trabalho perfeito.

Claro que se enganou aqui e ali, mas tudo coisas sem importância.

Por exemplo: o relatório diz que os gastos do Serviço Nacional de Saúde são 7% do PIB – o que, embora seja abaixo da média dos países desenvolvidos, é excessivo e insustentável, propondo que desça para 5%. Acontece que a despesa do SNS está nos 5,2% do PIB.

O relatório Moedas também diz que é preciso cortar nas reformas para estimular o envelhecimento activo. No entanto, um relatório da UE de 2012 diz que os portugueses são dos que mais continuam a trabalhar depois da reforma (21,9% dos idosos entre os 65 e os 69 anos ainda trabalhavam).

Finalmente, o relatório diz que os médicos portugueses ganham mais que, por exemplo, os alemães. Ora, um médico português, em princípio de carreira, recebe 1390 euros, podendo atingir, no topo da carreira, os 5063; os alemães ganham entre 3700 e 7000 euros.

Ninharias.

Moedas disse que este era um relatório muito bem feito. Passos Coelho corroborou.

Podem limpar o rabo com ele.

Não esquecer que o Portas faz parte deste governo

portas_barroso Continua a tentar passar entre os pingos da chuva.

Ainda esta semana, fez uma prelecção perante uma plateia de especialistas, em que deu uma série de ideias para a dinamização da economia portuguesa.

Por momentos, parecia um ministro da Economia.

Pena que ele não dê tantas ideias no conselho de ministros.

Ao seu lado, outro gajo que não tem nada a ver com a nossa crise: Durão Barroso.

Lembram-se que ambos fizeram parte de uma coligação governamental em 2002-2004?

Mas ambos estão inocentes, claro.

Temos cá uma sorte!…

164 especialistas? Puf!…

O Tribunal de Contas advertiu o Governo para o facto de ter recrutado 164 especialistas que são pagos a peso de ouro.

Segundo o TC, três desses especialistas ganham entre 4615 e 5775 euros e os restantes recebem entre 3069 e 3892 e parece que também têm direito aos subsídios de natal e de férias, ao contrário dos restantes funcionários públicos.

O TC está ainda mais intrigado pelo facto de 15% desses 164 especialistas terem idades entre os 25 e os 29 anos, o que leva a supor que, para serem especialistas, devem ter terminado o curso aos 15 ou 16 anos.

O Tribunal de Contas está a ser injusto.

Com tanta merda que tem feito, 164 especialistas até são poucos para ajudar este governo!…

Votos para 2013

De adoecer teremos medo
por causa do Macedo

Fugiremos para as hortas
escondendo-nos do Portas

Até gritaremos por Jesus
fugindo da Teixeira da Cruz

Apagaremos todas as pistas
para nos escondermos da Cristas

Atrás da mesa, debaixo do banco
para escaparmos ao Aguiar-Branco

Assim ou de de qualquer maneira
safamo-nos do ílvaro Santos Pereira

Pelos infantários e pelos lares
havemos de fugir ao Mota Soares

E nem que seja o último acto
esgueiramo-nos do Nuno Crato

E também não é segredo
que nos pisgasmos do Miguel Macedo

E nem que tenhamos que ir a Elvas
havemos de nos desenvencilhar do Relvas

Mas para isso há que arrasar
tudo o que venha do Gaspar

E como último conselho:
mandem lixar o Coelho!

Ai de ti se adoeces!

«Por mais impostos que possamos cobrar aos cidadãos, o SNS, mais tarde ou mais cedo, será insustentável. Não basta só cobrar impostos. É preciso que as pessoas façam alguma coisa para que recorreram menos aos serviços».

(- Francisco Leal de Costa, secretário de Estado da Saúde)

Hoje estava mesmo a apetecer-me apanhar uma gripe.

Conheço uma pessoa que está na cama com gripe. Ia lá a casa e pedia-lhe para tossir directamente para a minha cara. Várias vezes.

Depois, quando começasse a ter dores no corpo e febre, ia ao SAP para que o médico me receitasse muitos medicamentos, pedia-lhe alguns dias de baixa e enfiava-me na cama a ler tio patinhas.

Mas depois lembrei-me da entrevista do nosso secretário de Estado da Saúde e desisti da ideia.

Já avisei os meus netos que, este ano, não podem ter otites, nem amigdalites, e se se atreverem a ficar ranhosos, a única que lhes vou fazer é assoá-los e caso estejam a pensar ficar com diarreia, podem contar com uma rolha!

Não podemos ficar doentes, senão o Passos Coelho tira-nos, também, o Serviço Nacional de Saúde!

Uma vergonha de coelho!

No passado dia 21 de Dezembro, na Assembleia da República, Passos Coelho disse:

«2013 será um ano de viragem» e 2014 será o ano de «recuperação da actividade económica».

A deputada Heloísa Apolónia ficou mais verde do que já é e disse:

«O senhor veio aqui, há uns tempos atrás, veja se se lembra, por favor, dizer que o ano de 2012 era o ano de viragem, e que 2013 era o ano da retoma do crescimento!»

Passos Coelho ficou irritado e ripostou:

«Senhora deputada, isso é uma falsidade! Nunca disse isso em lado nenhum, e desafio a senhora deputada a trazer afirmações minhas nesse sentido. Senhora deputada, não podemos dizer tudo aquilo que nos apetece sem sermos confrontados com a realidade. Não é assim, isso é falso, senhora deputada!»

E, no entanto, basta consultar os registos do Parlamento para verificar que o primeiro-ministro disse, a 6 de Janeiro deste ano, isto:

«Vamos ter um ano de grandes exigências, mas que será também um ano de viragem económica para o país, é aquilo em que o governo, e eu próprio, firmemente acreditamos».

Em que ficamos?

Afinal, parece que “podemos dizer tudo aquilo que nos apetece sem sermos confrontados com a realidade”, desde que sejamos primeiro-ministro e tenhamos deixado, há muito, de ter vergonha na cara!

O que é uma calúnia tosque?

Ainda havemos de saber por que razão Passos Coelho defende Miguel Relvas contra tudo e contra todos.

passos_relvasO Relvas é uma espécie de rei Midas ao contrário: em tudo o que toca, faz merda.

Foi a história da sua própria licenciatura, é a extinção das freguesias, as trapalhadas com a RTP, a transparência opaca da privatização falhada da TAP – tudo o Passos Coelho aguenta!

Ontem, no Parlamento, João Semedo, do Bloco, perguntou a Passos Coelho qual tinha sido o papel do Ervas no processo de privatização da TAP.

Irritado, Passos respondeu:

«A insinuação de que existe qualquer falta de transparência de membros do governo no processo de privatização não passa de uma calúnia tosque». (confirmar aqui)

Uma calúnia tosque?

Mas o que raio será uma calúnia tosque?

Passos fica tão nervoso quando atacam o seu querido Ervas que desata a falar com neologismos!

Perigoso…

A simplificação excessiva de assuntos complexos

Acidente vascular cerebral na sequência de embolia por fibrilhação auricular.

Por outras palavras: deu-lhe um treco.

Sofreu contusão do occipital ao cair do escadote, com traço de fractura.

Que é como quem diz: partiu a mona.

Incapacidade súbita para controlar o esfíncter anal, com consequente emissão de fezes líquidas.

Isto é: borrou-se todo!

“Portugal e Irlanda, de acordo com o princípio de igualdade de tratamento, serão beneficiados pelas condições abertas no quadro do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira” (Vitor Gaspar, na Assembleia da República, na semana passada).

Que é o mesmo que dizer: “foi alimentada uma considerável confusão no debate público em Portugal”, a propósito da possibilidade do pacote de medidas negociadas para a Grécia serem extensíveis a outros países sob programa de ajustamento (Vitor Gaspar, ontem).

Portanto, o Eurogrupo aliviou os juros e os prazos de pagamento í  Grécia e Gaspar disse que isso seria extensível a Portugal.

O ministro das Finanças alemão afirmou que seria “terrível” que Portugal pedisse, para si, as mesmas regras e Gaspar mudou logo o discurso.

E acrescentou esta frase extraordinária: «a simplificação excessiva de assuntos complexos conduz inevitavelmente a mal-entendidos que infelizmente tendem a persistir ao ponto de serem considerados verdades»!

Gaspar: vai mergulhar o canis vulgaris em água e esfregá-lo com algum pedaço de sabão aromatizado!

Ou, simplificando excessivamente um assunto complexo: GASPAR, VAI DAR BANHO AO CíƒO!

Coelho au Madeira

Passos Coelho foi ao Congresso do PSD-Madeira.

Alberto João Jardim, apesar de ser contra o “regime do contenente”, recebeu o primeiro-ministro condignamente, sem insultos nem bocas foleiras, embora alguns congressistas tenham ensaiado uns apupos tímidos.

Só hoje percebi a razão que levou Jardim a portar-se tão bem: é que recebeu a garantia de que, mais uma vez, os contribuintes vão abrir os cordões í  bolsa para o financiar.

Com efeito, podem ler, por exemplo aqui http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=63228, que lá vão mais mil e cem milhões para as jardinices…

Portanto, acalmada a fera, foi com aquele sorriso palerma que Passos Coelho subiu ao palco para se insurgir contra os que “protestam vocalmente contra o governo”.

Vocalmente?!

Este Passos Coelho não deixa de me surpreender com a sua verve!

Portanto, os que protestam arremessando pedras, fazendo gestos obscenos com os dedos médios ou quebrando montras, são poupados – mas os que gritam, vociferam ou cantam slogans, são admoestados por Coelho.

Diz a criatura:

«Não tenho nenhum problema em enfrentar a impopularidade, posso bem com aqueles que pensam diferente de mim e posso bem com aqueles que acham que estamos a seguir um caminho de austeridade excessiva».

Coelho pode bem com os que pensam de maneira diferente e pode bem com os que acham que há austeridade a mais.

Isto é, Coelho pode bem com milhões de portugueses.

Coelho é Poder.

Cada vez mais isolado.

Cada vez mais orgulhosamente só.

E o homem concluiu:

«Confio muito na inteligência dos portugueses».

Se o dissesse com o típico sotaque beirão ainda seria mais tenebroso.

Estamos mesmo tramados!

PS – Coelho au Madeira: esfole-se o coelho, lave-se muito bem, regue-se o bicho com vinho da Madeira e leve-se ao forno, com batatas e rodelas de cenoura; deixe-se alourar para ficar ainda mais burro e beba-se o Jameson. Todo!

Por que não te calas, Coelho?

Passos Coelho devia ser aconselhado a estar calado.

Sempre que abre a boca, diz uma asneira.

E nos últimos dias, abriu a boca muitas vezes.

Vejamos:

– “O essencial é que a recuperação do emprego está intimamente relacionada com a recuperação da economia. Não são os Governos que criam empregos, toda a gente sabe isso. São as empresas que geram oportunidades de emprego na medida em que possam ter oportunidades de crescer também”. (15 de Novembro)

Portanto, o facto de termos a mais alta taxa de desemprego de sempre, não tem nada a ver com o Governo, porque não é o Governo que cria empregos, embora se tenha esforçado bastante, tendo contratado mais de um milhar de colaboradores que até tiveram direito aos subsídios de natal e de férias, ao contrário de todos os outros funcionários públicos…

– “Este (direito í  greve) deve ser exercido com moderação para não criar um resultado mais penalizador para a economia”. (14 de Novembro)

O que será exercer o direito í  greve com moderação? Fazer greve só de manhã? Fazer greve í s escondidas? Fazer greve uma hora por dia?

– “Se a opinião do Governo fosse a de que era necessário renegociar o memorando isso significaria um falhanço do nosso processo de ajustamento”. (12 de Novembro)

Portanto, para não reconhecer o seu falhanço, o Governo não quer renegociar o memorando.

Acreditem, Passos Coelho está cada vez mais parecido com o Santana Lopes…