Cinco a zero ao Everton?
Se Jesus Cristo fosse como o Jesus do Benfica, até o Saramago se convertia ao catolicismo!
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Cinco a zero ao Everton?
Se Jesus Cristo fosse como o Jesus do Benfica, até o Saramago se convertia ao catolicismo!
Ao contrário de “Milk”, este filme de Ron Howard conseguiu prender a minha atenção do princípio ao fim, apesar de abordar um episódio muito específico da história recente dos EUA, episódio que desconhecia em absoluto.
Já depois de ter resignado, Richard Nixon (Frank Langella) é convidado para uma entrevista por um entertainer de segunda categoria, David Frost (Michael Sheen), conhecido por apresentar programas de entretenimento muito superficiais.
Nixon exigiu 600 mil dólares pela entrevista e Frost tentou, em vão, encontrar quem o patrocinasse. Decidiu, então, avançar sozinho, como produtor independente e vender, depois, a entrevista í s grandes cadeias de televisão.
Com a ajuda de dois ou três assessores, conseguiu o que ninguém conseguira: levar Nixon a admitir que actuara com intenção no caso Watergate.
Com um bom ritmo e diálogos excelentes, este “Frost/Nixon” foi uma agradável surpresa.
Para quem já não se lembra, este Deus escreve-se com letra grande, mas é pequeno.
Trata-se de um sujeito baixinho, com o cabelo penteado para trás, í custa de brilhantina e uma pêra que já não se usa desde os tempos da Inquisição (uma pêra, neste caso, é um pedaço de barba que ocupa, apenas, o queixo).
Ao longo dos anos, ocupou diversos cargos públicos, nomeadamente, ministro dos Negócios Estrangeiros e deputado do Parlamento Europeu, pelo PSD.
Notabilizou-se pelo golfe, que praticou antes, depois e durante.
Este ano, a excelente Manuela Ferreira Leite foi desencantá-lo para cabeça de lista do PSD por Braga, ao arrepio dos líderes locais, que meteram o rabinho entre as pernas, mas foram afiando as facas, preparando-se, agora, para as espetar convenientemente, nas costas de Manuela (não sei bem onde, porque a senhora é só ossos…)
Muito provavelmente, Deus terá vendido a alma ao Diabo: “se o PSD ganhar, abdico da minha reforma dourada, em troca de um lugar no Governo”.
O PSD não ganhou, mas Deus foi eleito.
Finalmente, Deus descia a Assembleia da República!
Mas por pouco tempo.
Deus chegou, registou-se e, meia-hora depois, renunciava ao cargo de deputado.
Abdicar da reforma dourada pela merda de ordenado que um deputado ganha?
Só se Deus fosse parvo!
Mas este Deus não é parvo!
Em compensação é Pinheiro e, como se sabe, o pinheiro está infestado por nemátodo…
Se eu disser que “Milk” não me aqueceu nem arrefeceu, posso ser acusado de homofobia, mas não é o caso.
Por qualquer razão, que não tem a ver com preconceitos, o filme não me tocou, como outros filmes sobre grupos específicos da sociedade, que são marginalizados.
Notável, de facto, a interpretação de Sean Penn, que lhe valeu, este ano, o óscar para melhor actor. O filme ganhou, ainda, o óscar para melhor argumento original e não se percebe bem porquê, uma vez que se “limita” a contar uma história verídica: a luta de Harvey Milk pela igualdade de direitos dos homossexuais.
A luta dos homossexuais norte-americanos pode ter sido (e ainda ser) uma luta digna da nossa solidariedade mas, neste filme, os poderosos inimigos dos gay são de tal modo caricaturados que o filme não conseguiu convencer-me.
A equipa de blogs do SAPO decidiu dar-me uma prenda e fez-me um design exclusivo para o meu blog de viagens.
Experimentem clicar em Já Lá Estive e digam lá se não está porreiro, pá!
Obrigado, Pedro Neves!

Badlands não é só o título de um álbum de Bruce Springsteen.
Também é um Parque Nacional no South Dakota.
Pode confirmar em Já Lá Estive.
Pacheco Pereira é o protótipo do intelectual vazio da “inteligência” portuguesa.
Ressabidado, ficou muito zangado com a atribuição do Nobel da Paz a Obama.
Francamente! O tipo é preto, é democrata, é de “esquerda” (í moda americana) e dão-lhe assim, de mão beijada, um Nobel da Paz, quando há tanta gente com tanto trabalho feito em prol da Paz e do Progresso e que não consegue, sequer, ganhar as eleições, como a GRANDE MANUELA FERREIRA LEITE!!!
Diz o patético Pacheco: “o que é que fez Obama a favor da paz, ou melhor, da Paz com letra grande? Nada.”
Pacheco é ridículo. Um cada vez mais barrigudo comentador político que, há décadas, pontifica na rádio, nos jornais, na televisão e que ainda não forneceu uma única ideia boa, não fez um único trabalho positivo, não contribuiu com coisa nenhuma para o avanço do país, muito menos, do mundo – mas que tem sempre uma opinião sobre tudo e sobre todos e é ouvido, é escutado, é transcrito, é citado.
Pacheco, um ex-MRPP que apoia uma fulana como Ferreira Leite para o cargo de primeira-ministra, um tipo que se diz orgulhar de possuir uma vasta biblioteca, não percebe o gesto simbólico dos suecos ao premiarem Obama com o Nobel da Paz?
Então, Pacheco, afinal, é uma fraude porque, no fundo, é burro.
E, sinceramente, eu não acho que Pacheco seja burro – é apenas um tipo banal, que ganha a vida a dar palpites, que nunca produziu nada e que tem acesso aos órgãos de comunicação.
Vou gostar de te ver no Parlamento, pá!
Trucidado!
Reinaldo Serrano é aquele repórter da SIC com uma obesidade que o integra na lista de prioridades para ser vacinado contra o H1N1 e que possui, também, um bigode que já ninguém usa, a não ser ele.
Vejo-o de vez em quando, nos telejornais da Sic, sobretudo na altura das eleições.
Vi-o, há uns anos, a levar uns encontrões valentes, durante uma “arruada” qualquer. Quase submerso pelos manifestantes, agarrava o microfone como se fosse uma bóia de salvação e ia debitando informações, enquanto submergia.
Tenho reparado nele, de quando em vez e, nestas três campanhas eleitorais, com mais insistência.
Nas autárquicas, foi destacado para seguir a campanha do PS. Cada reportagem sua é um poema falhado – falhado porque quer parecer um poema, mas é apenas um texto cheio de lugares comuns e jogos de palavras. Como uma redacção de um daqueles putos bons a português, que ganham prémios no Liceu e cujos pais dizem: “o meu filho, quando crescer, há-de ser escritor”.
E, depois, não passam de repórteres da Sic…
Um exemplo: “O quarto poder é um quarto. Com vista sobre a cidade que já não o é; sobre as ruas que já o foram; sobre as casas que deixaram de o ser.”
Lindo, não é?…
O problema é que Serrano escreve este tipo de texto quer seja sobre a importância da comunicação social (o quarto poder), quer seja sobre uma arruada do PS no Cacém. O tom é sempre o mesmo…
Ontem, Reinaldo Serrano tentou perguntar a Mário Soares, o que é que ele achava do facto de Helena Roseta concorrer com António Costa.
O octogenário Soares começou por se espantar: “Você por aqui, outra vez? Não esteve comigo esta manhã? Ah, foi ontem, no Cacém!… Então, diga lá…”
E Reinaldo fez as perguntas.
E Soares mandou-o passear: “Você diga lá a quem o manda fazer essas perguntas que não me obriga a dizer o que você quer que eu diga!…”
Tudo com bonomia, tudo muito civilizado.
E Serrano, igualmente bochechas, sorrindo também, encaixou e foi entrevistar Almeida Santos.
Ganda Serrano!
Quanto ao Pelicano – é o operador de imagem. Não tem culpa nenhuma disto. Apenas aparece no título deste texto do mesmo modo como Serrano escreve os textos – por associação: Serrano & Pelicano…
The Wire é uma das melhores séries de televisão de sempre. Parágrafo.
Por razões maiores e por pormenores.
Pormenores:
1. O tema musical da série é a canção de Tom Waits, “Way Down in the Hole“, e só por isso já merecia aplausos. Mas fizeram mais: na primeira série, escutamos o próprio Waits a interpretar o tema e nas restantes 4 séries há outras tantas versões do mesmo.
2. A série não tem um herói, mas uma panóplia de pequenos anti-heróis; no fundo, é Baltimore, a cidade, a heroína da série.
3. Omar, o bandido negro, outsider, o personagem que mais se aproxima de um herói, não só é gay como acaba por ser assassinado por um puto enfezado de 10 ou 11 anos.
4. Cada série debruça-se sobre um sector da cidade: os bairros sociais, o porto de Baltimore, as escolas, o jornal Baltimore Sun, a Câmara Municipal.
E as grandes razões:
A série é óptima. O apartheid envergonhado que, de facto, existe nos EUA, a inevitabilidade da corrupção na política, o papel dos advogados como coadjuvantes dos criminosos, a importância de se ser “the king of the streets”, a gente respeitável que não se importa de viver í conta do tráfico, a violência gratuita, os jornalistas oportunistas, o ensino caótico, etc, etc.
David Simon, ex-jornalista do Baltimore Sun foi o criador da série e, juntamente com Ed Burns, ex-polícia, é o responsável pela maior parte da notável escrita da série, que não fica nada a dever aos Sopranos, por exemplo.
Fiquei sem vontade nenhuma de conhecer Baltimore…