Nada de extrapolações!

Um simpático adepto do Benfica entrou em campo, em Guimarães, para recepcionar uma camisola que um jogador lhe queria fazer o obséquio.

Um intrépido agente da autoridade achou que aquele gesto era um acto criminoso, uma vez que não é legal enveredar pelo terreno do jogo, ultrapassando as quatro linhas, a menos que se seja intérprete do jogo.

Vai daí, o intrépido agente atirou-se ao adepto, interceptando-o, no que foi auxiliado por outros agentes, igualmente intrépidos.

Jorge Jesus não gostou dessa atitude e tentou interditar a acção dos agentes de autoridade, interpusendo-se entre eles e o adepto, colocando até a sua integridade corporal em jogo – diz-se que até perdeu o relógio na refrega.

Ora, toda a gente sabe que as autoridades não gostam de ser postas em contrariedade e ficaram um pouco aturdidas com a atitude do treinador do Benfica, pelo que o acusaram de agressão e resistência.

Felizmente, Jorge Jesus tem um excelso advogado, de seu nome, Miguel Henrique, que já veio amansar os adeptos, dizendo que os incidentes “estão a ser extrapolados” – do verbo “extrapolar” («tirar uma conclusão com base em dados reduzidos ou limitados», segundo os dicionários).

E para quem acha que o advogado não foi suficientemente explicitado, ele acrescentou: que os incidentes tiveram origem “num conjunto de situações de algo que se queria como uma coisa boa – uma festa no final do jogo – e que se transformou noutra coisa menos positiva”.

É assim como quando a gente vai para uma grande jantarada e acaba a vomitar o resto da noite!

Cada treinador tem o advogado que merece…

jesus_psp

 

As meninas do Colégio Militar

Declaração de princípios: quero lá saber do Colégio Militar e das Meninas de Odivelas!

Quando era aluno do liceu, na longínqua década de 60 do século em que o homem foi í  Lua (e voltou), as meninas de Odivelas eram umas pu… tiro-liro-liro,  eram umas pu… tiro-liro-liro… umas puras donzelas.

Nunca vi nenhuma dessas meninas.

Pertenciam a outra casta.

Agora, vejo, na TV, o Adriano Moreira e o José Fanha, lado a lado, lutando pela sobrevivência do Colégio Militar, como escola só de rapazes.

No início, não liguei pevide. Não era a minha guerra.

Achei graça ao ver, no mesmo anúncio, um ex-ministro de Salazar com tremores parkinsónicos e um ex-militante da UDP com obesidade mórbida, mas encolhi os ombros.

Mas hoje, li um texto no pasquim Sol e fiquei ligeiramente incomodado.

Só ligeiramente…

Por que razão um grupo de antigos alunos do Colégio Militar decidiu gastar alguns milhares de euros numa campanha publicitária dramática, em que dizem, com ar solene «Por que querem matar um símbolo da identidade nacional»?

Que símbolo? A bandeira nacional? O hino? o Palácio de Belém? O Castelo de Guimarães?

Não – o Colégio Militar.

E querem matá-lo como?

Admitindo alunas do sexo feminino!

Os ex-alunos do garboso Colégio não querem aquilo manchado com a entrada de miúdas!

Hoje miúdas, amanhã, quem sabe, gays!…

No próximo ano, vão até construir um pavilhão para que as gajas possam lá dormir!

O que se seguirá? Uma maternidade?!

O Fanha afirma: «este colégio forma líderes fortes e isso incomoda líderes fracos».

í“ Fanha: essa é uma afirmação perigosa, pá!

Dos fracos não reza a História?

E dos fortes?

Quem foram esses líderes fortes, formados no Colégio Militar?

O ex-salazarista-agora-muito-respeitado-democrata Adriano Moreira, o último governador de Macau, Rocha Vieira, por quem os macaenses ainda hoje choram diariamente, o general Garcia Leandro (quem?) – todos eles participantes no tenebroso anúncio televisivo, que termina com o original grito tradicional do Colégio Militar: “Zapatrás!”

Zapatrás?!

Por que não Bazinga?

Mas o anúncio diz algo de muito mais grave: diz que os antigos alunos do Colégio Militar não aparecem nas capas de revista «mas nos livros de História», que é o mesmo que dizer que as mulheres só servem para as revistas cor de rosa, são frívolas e decorativas, enquanto os homens, esses sim, marcam a História de um país.

Machistas?

Não, onanistas…

Dennis Jong-un Rodman

Título do DN:

«Rodman vai treinar a Coreia do Norte»

Nem queria acreditar!

Iria a antiga estrela do basquetebol definir as estratégias militares norte coreanas?

Não. Segundo o DN: «a pedido do líder norte-coreano e com os olhos postos nos Jogos Olímpicos, o extravagante Dennis Rodman treinará a selecção (de basquetebol) daquele país».

Mais: «o ex-atleta assegurou ainda a disputa de um jogo amigável, onde algumas antigas estrelas da NBA defrontarão os melhores jogadores da Coreia do Norte, marcado para 8 de Janeiro, dia do aniversário de Kim Jong-un, que lhe prometeu que “95 mil pessoas irão assistir ao jogo”.»

E quem não quiser assistir, será fuzilado, digo eu…

Que injustiça!

Notícia do DN:

«Quatro homens, com idades entre os 33 e os 49 anos, foram detidos em Lisboa sob suspeita de burla, por prometerem í s vítimas que multiplicariam quantias de dinheiro».

Mas isto não é o que acontece com os nosso governantes?

A gente não entrega aos gajos quantias de dinheiro, sob a forma de impostos, que eles prometem multiplicar?

A notícia esclarece: «que os suspeitos convenciam as vítimas a entregar-lhes “grandes somas de dinheiro em notas de euros, normalmente de 50, 100, 200 ou 500 euros”, sob a promessa de que, com “recurso a líquidos e papéis especiais, conseguiriam multiplicar as quantias que lhes foram entregues”».

Enfim, o mesmo que nós temos feito: entregamos-lhes o nosso dinheiro e eles, com recurso a resgates do FMI, BPN’s, swaps e outros estrangeirismos, fazem com que o dinheiro desapareça.

Por que carga de água uns vão dentro e outros continuam por aí?

Quando o telefone toca…

Quando o telefone toca… pode ser o Papa Francisco.

O novo Papa já telefonou a um rapaz italiano, cujo irmão foi assassinado, e a uma mulher argentina que foi vítima de violação.

E agora telefonou a uma grávida, convencendo-a a não abortar.

Diz a notícia: «o Papa Francisco telefonou a uma mulher italiana, que se encontra grávida desde junho, para a aconselhar a não abortar e ofereceu-se para ser padrinho da criança».

A senhora, chamada Anna Romero, 35 anos, está grávida de um homem casado, que pretendia que ela abortasse. Indecisa, Anna escreveu ao Papa, em julho… e ele telefonou-lhe agora, em setembro.

Ora, pelas minhas contas, a senhora deve estar grávida de 4 meses.

Já ninguém lhe fazia o aborto.

O Papa Francisco não arriscou nada, isto é, ao telefonar a Anna agora, 4 meses depois do início da gravidez, o Papa já sabia que ela não tinha abortado.

De qualquer modo, esta história dos telefonemas do Papa, perturba-me.

Tenho recebido, no meu telefone, todos os dias, chamadas de um número privado, que eu faço questão de não atender.

Será o Papa a tentar contactar-me para me convencer, sei lá, a deixar de beber whisky?…

Assustador…

A iliteracia do Tribunal Constitucional

O Tribunal Constitucional considerou hoje que um tipo que já cumpriu três mandatos como presidente de câmara, pode candidatar-se a outro mandato, desde que seja noutro concelho.

Fiquei perplexo.

Ora, a lei diz, textualmente: «o presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos».

Qual é a dúvida?

Se os presidentes de câmara e de junta só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos, por que raio podem candidatar-se a outro mandato, desde que mudem de concelho?

Cá para mim, os juízes do Tribunal Constitucional sentiram-se culpabilizados por estarem a chumbar as leis do Governo e decidiram dar um doce ao Passos Coelho.

Ao deixarem passar esta lei de limitação dos mandatos, os juízes permitem que o Menezes e o Seara se candidatem mais uma vez.

O mais engraçado é que, pela primeira vez, PSD, CDS, PS e PCP estão de acordo com o Tribunal Constitucional!…

(a propósito, sugiro a leitura deste post: De ou da?)

Chapéus há muitos? Palerma!

Chapéus há muitos, seu palerma?

Nem sempre.

O ex-piloto de fórmula 1, Michael Schumacher, assinou um contrato de patrocínio com um banco alemão.

Schumacher compromete-se a usar sempre um chapéu com o logotipo do banco e, em troca, recebe 21 milhões de euros nos próximos sete anos.

Chapéus como este, não há muitos… e palerma, sou eu…

Bush (pai) lamentou a morte de Mandela

George W. Bush (pai) deu, nas últimas horas, as condolências aos sul-africanos pela morte de Nelson Mandela.
 
Trata-se de um gafe do ex-presidente norte-americano.
 
O assessor de Bush já assumiu o erro e pediu desculpas.
 
Quem já morreu há muito tempo foi o próprio George Bush (pai e filho).
 
Só que ninguém os informou.
 
Ainda…

Os piropos não passarão!

O Bloco de Esquerda insiste nos temas fracturantes.

Agora, quer acabar com os piropos.

Duas militantes bloquistas, cujos nomes convém repetir, são elas Adriana Lopera e Elsa Almeida, consideram que o piropo é uma forma de assédio e que o “assédio só pode estar enquadrado na área na violência contra as mulheres, portanto da violência de género ou violência machista”.

Sendo assim, as senhoras pretendem iniciar um debate que, no final, levará í  criminalização do piropo.

Quando isso acontecer, deixaremos de ouvir coisas como:

Â«í“ Catarina Martins, és tão gira a andar de patins!»

ou ainda: Â«í“ Elsa Almeida, pareces uma miúda da Al-Qeida!»

ou ainda: Â«í“ Adriana Lopera, por que você é tão bera?»

Mas há aqui uma coisa que não compreendo: por que raio é que o piropo há de ser só dirigido í s mulheres?

Por que não havemos de ouvir: «João Semedo, deixe-me beijar-lhe a careca, não tenha medo!»

Por favor, Dona Elsa e Dona Adriana, não tornem as nossas ruas ainda mais tristes!