Tenham medo! Tenham muito medo!

É um orgulho nacional!

É um orgulho ter um ministro da Defesa como o Nuno Melo!

Ei-lo aqui, em pose de ataque, João Nuno Lacerda Teixeira Melo, nascido em Joane, em 1966, formado em Direito pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique – mais alguém pega numa arma como o Nuno Melo?!

Já viram aquela postura?

E o olhar? Já repararam naquele olhar sereno, mas firme, pronto para atacar quando for preciso?

Deve ter aprendido na recruta.

Não fez tropa? Não pode ser, não acredito!

Basta ver a postura, o penteado…

Por alguma razão a administração Trump diz que Portugal é um aliado inequívoco. Os restantes países da Nato podem duvidar, mas nunca Portugal, com um ministro da Defesa como o Melo!

Estaremos prontos para tudo, sr. Marco Rubio!

O que vai ser a seguir? Cuba?

Ok, cá estaremos para apoiar, nos Estrangeiros, Rangel, na Defesa, Nuno Melo!

“Nas Palavras Dela”, de Alba de Céspedes (1949)

Li há pouco tempo “O Caderno Proibido”, de 1952, outro livro desta autora nascida em Roma, filha do embaixador de Cuba em Itália e, portanto, com dupla nacionalidade, cubana e italiana.

Apesar de se ter oposto ao regime fascista de Mussolini, não lhe foi retirada a nacionalidade, ao contrário do que o palhaço do Ventura queria fazer aos estrangeiros que conseguissem a nacionalidade portuguesa e cometessem determinados crimes.

Quem ler este romance, perceberá o que quero dizer.

São seiscentas páginas e a coisa pode parecer um pouco monótona, mas temos de entender a época em que o romance foi escrito, quatro anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, altura em que o papel das mulheres era absolutamente secundário.

No final do livro, temos acesso a um prefácio escrito pela autora em 1994, três anos antes de falecer. Este prefácio devia, na minha opinião, surgir antes do romance, para percebermos melhor o que a autora pensava sobre o que escrevera quase cinquenta anos antes.

“Dar-se conta de que a luta, a prisão e, para tantos, a morte, não tinham servido senão para fazer da Itália um protectorado americano” – diz a autora nesse prefácio.

Aconselho.

Hantavírus ataca esquadra do Rato

A DGS decidiu publicar uma série de normas para lidar com o hantavírus, o tal que é transmitido pelos roedores dos Andes.

Se, por acaso, sentir que tem dores de cabeça, diarreia, vómitos e febre, pode ser que tenha sido mordido por um rato infectado.

Nesse caso, deve contactar a Saúde 24 e ir ao Hospital de S. José, ou S. João, no Porto.

Parece que, afinal, esta história do hantavírus não é tão inocente como parecia.

Provavelmente, estamos perante uma nova pandemia que talvez já tenha começado na esquadra do Rato.

Como sabemos, o Rato é um roedor. Se estivesse infectado pelo hantavírus podia muito bem ter provocado as alterações mentais aos polícias que decidiram torturar e violar aqueles sem abrigo, lá na esquadra.

Espero bem que os polícias sejam testados porque, se se confirmar que estavam infectados quando torturaram aqueles cidadãos, certamente serão ilibados e teremos que condenar o cabrão do vírus!

Caganeira a bordo!

A comunicação social está maluca com um surto de handavírus que surgiu num cruzeiro entre Uchuaia, na Argentina, e as Canárias.

Morreu um casal, observadores de pássaros, que devem ter entrado em contacto com as fezes de um roedor que transmite aquele vírus.

Pânico!

Especialistas de todos os quadrantes vieram garantir que não havia perigo de uma nova pandemia, como a do Covid, porque este vírus não se propaga com tanta facilidade e porque dá sintomas muito precocemente, mas a comunicação social, farta da guerra do Médio Oriente, cansada das atoardas de Trump, decidiu pegar neste acontecimento e fazer dele o principal motivo de todas as notícias.

Temos assistido a directos do porto das Canárias, onde o navio ficou ao largo, claro e, só daqui, de Portugal, vimos enviados especiais da RTP, da SIC, da CNN. Se cada país da Europa enviar três jornalistas, o porto deve estar minado de jornalistas, todos com verdades científicas sobre vírus e medidas a tomar para os evitar.

E, de repente, ficamos a saber que há outro surto a bordo de um cruzeiro; desta vez, é um norovírus, a bordo de um cruzeiro das Bahamas e já haverá mais de cem infectados.

O norovírus provoca diarreia e vómitos, pelo que o navio de cruzeiro deve estar inundado de merda de americanos velhos e endinheirados!

Pelos vistos, este já será o décimo nono surto em cruzeiros, mas só este foi noticiado, porque surgiu no arrasto do hantavírus, o que só prova que as notícias também têm a sua oportunidade – umas surgem e outras não, conforme a disponibilidade dos órgãos de comunicação.

Com efeito, uma caganeira a bordo pode não ser uma notícia interessante e até cheirar um pouco mal, a menos que haja um ou outro morto!

Ventura – um ser desprezível

Isto nada tem a ver com posições ideológicas.

Quem pode achar bem que um polícia torture uma pessoa, sobretudo se essa pessoa for um sem-abrigo, um imigrante ou um toxicodependente, que lhe dê umas chapadas e uns pontapés, que lhe enfie o bastão no cu e que faça tudo isto e muito mais para gozo, com colegas, também polícias a gravarem com os telemóveis e a publicarem nas redes sociais, para que todos possam partilhar o divertimento?

Pelos vistos, André Ventura não fica chocado com estes comportamentos.

Diz que há gente boa e gente má em todas as profissões e acusa o ministro da Administração Interna que, em vez de andar a prender polícias, se devia preocupar mais com a “percepção de insegurança”.

Para Ventura, o facto de um polícia enfiar um bastão no cu de um sem-abrigo é apenas uma questão de haver pessoas boas e más em todas as profissões. E, segundo ele, se o ministro se preocupasse mais com a percepção de insegurança, estaríamos mais bem servidos.

Que pessoa desprezível é este católico, que gosta de ser filmado na igreja, na missa, de mão no peito, contricto.

Se deus existisse, Ventura teria lugar assegurado no inferno.